
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Boi Fantasma, terceira fase da Operação Convergência Nacional RS. A ação conta com apoio da Brigada Militar e da Polícia Penal.
O objetivo é desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas que utilizava a simulação de atividades pecuárias para movimentar recursos ilícitos. Conforme o MPRS, a organização criminosa teria movimentado aproximadamente R$ 100 milhões por meio de negociações fictícias envolvendo bovinos inexistentes.
As investigações apontam que o grupo utilizava propriedades rurais arrendadas na região de Alegrete para emitir notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs) sem a existência real dos animais. A suposta compra e venda de gado era utilizada para criar lastro financeiro e ocultar a origem dos recursos.
Segundo o Ministério Público, cerca de 30 pessoas são investigadas. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 35 mandados de busca e apreensão em cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Em Pelotas, sete ordens judiciais foram executadas.
A operação também resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 100,7 milhões, além do sequestro judicial de 15 veículos e um imóvel. Conforme as autoridades, o líder da organização, apontado como responsável pelo esquema, deverá ser transferido para o Módulo de Segurança Máxima da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).
De acordo com o MPRS, provas documentais, fiscais, bancárias e técnicas indicaram que a movimentação de gado existia apenas no papel, sem qualquer correspondência com a atividade pecuária real.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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