
Inquérito sobre morte de criança de 1 ano e 7 meses em Pelotas é prorrogado pela Polícia Civil
A Polícia Civil prorrogou o prazo do inquérito que apura a morte de uma criança de 1 ano e 7 meses em Pelotas. O caso, registrado no bairro Fragata, segue sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que solicitou a ampliação do prazo para a conclusão das apurações. Com a decisão, o encerramento da investigação, antes previsto para esta segunda-feira (27), foi adiado para o dia 3 de agosto.
Segundo as informações divulgadas, a prorrogação foi requerida para permitir o avanço de novas diligências e também a oitiva de testemunhas consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos. A Polícia Civil informou que o procedimento permanece em sigilo, o que limita a divulgação pública de detalhes adicionais enquanto a investigação estiver em andamento.
O caso ganhou repercussão após a morte da criança, ocorrida na madrugada de 17 de julho. O menino foi encontrado sem vida na residência onde morava com a mãe. Em um primeiro momento, o relato inicial apontava a hipótese de que a criança teria se engasgado com leite. No entanto, o laudo preliminar emitido pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) descartou essa possibilidade.
De acordo com o laudo preliminar, a causa da morte foi identificada como traumatismo craniano. Além disso, os exames periciais teriam apontado diversas lesões pelo corpo da vítima, incluindo cortes recentes e também cicatrizados. Esses elementos passaram a integrar formalmente a investigação conduzida pela Polícia Civil e são considerados pontos centrais para a elucidação do caso.
A apuração segue sob responsabilidade da DPCA, unidade especializada no atendimento e investigação de ocorrências que envolvem crianças e adolescentes. A decisão de ampliar o prazo do inquérito indica que os investigadores ainda aguardam a conclusão de etapas consideradas essenciais para o fechamento do procedimento policial.
A Polícia Civil também confirmou que a mãe da criança, de 33 anos, permanece presa preventivamente no Presídio Estadual de Rio Grande. A prisão segue vinculada ao andamento do inquérito, que ainda não foi concluído. Até o momento, em razão do sigilo processual, não foram divulgados novos detalhes oficiais sobre depoimentos, documentos reunidos ou outras medidas adotadas no curso da investigação.
Casos dessa natureza costumam exigir uma apuração detalhada, envolvendo análise de laudos periciais, oitivas, reconstituição de circunstâncias e cruzamento de informações coletadas durante a investigação. Por esse motivo, pedidos de prorrogação de prazo podem ocorrer quando a autoridade policial entende que ainda há diligências indispensáveis pendentes.
O sigilo, nesse contexto, busca preservar o andamento do trabalho investigativo e evitar interferências externas, além de resguardar informações sensíveis até que o procedimento seja concluído. A expectativa agora é de que, dentro do novo prazo estabelecido, a Polícia Civil finalize a fase de inquérito e defina os próximos encaminhamentos do caso.
A morte da criança causou forte repercussão em Pelotas e segue sendo acompanhada com atenção pela comunidade. O caso permanece em investigação oficial, e eventuais novas informações deverão ser divulgadas apenas quando houver manifestação dos órgãos responsáveis ou encerramento das apurações.
O Pelotas Notícias seguirá acompanhando o andamento do inquérito e trará atualizações assim que houver posicionamento oficial sobre a conclusão da investigação.
Fonte: Grupo RBS / Igor Islabão
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