
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, por meio do 3º Batalhão de Bombeiro Militar, realizou uma capacitação voltada à Lei Lucas para 154 professores e funcionários da rede pública do município do Chuí, no extremo sul do Estado. A atividade ocorreu na sexta-feira (26) e teve como foco a preparação de profissionais que atuam diretamente no ambiente escolar para situações de emergência envolvendo alunos, colegas de trabalho e demais pessoas da comunidade.
Durante o treinamento, os participantes receberam orientações teóricas e práticas sobre procedimentos de primeiros socorros. Entre os principais pontos abordados estiveram a manobra de desengasgo, também conhecida como compressão abdominal, e as técnicas de ressuscitação cardiopulmonar, a RCP. Esses procedimentos são considerados fundamentais em casos de urgência, especialmente quando há risco imediato à vida e a resposta rápida pode fazer diferença até a chegada do atendimento especializado.
A capacitação da Lei Lucas tem como objetivo ampliar o conhecimento de profissionais da educação sobre como agir diante de episódios de engasgo, parada cardiorrespiratória, mal súbito e outras situações que podem ocorrer dentro das escolas. A legislação leva esse nome em referência ao menino Lucas Begalli Zamora, que morreu após se engasgar durante um passeio escolar. A partir do caso, cresceu em todo o país a necessidade de preparar equipes escolares para lidar com emergências de maneira mais segura e organizada.
No Chuí, a formação reuniu servidores da rede pública municipal e reforçou a importância da prevenção dentro das instituições de ensino. Escolas são ambientes com circulação diária de crianças, adolescentes, professores, funcionários e familiares, o que torna indispensável que parte da comunidade escolar saiba reconhecer sinais de risco e acionar corretamente os protocolos de atendimento.
A presença do Corpo de Bombeiros nesse tipo de atividade tem papel essencial, já que os militares atuam diretamente em ocorrências de resgate, salvamento e atendimento pré-hospitalar. Ao compartilhar esse conhecimento com professores e servidores, a corporação contribui para que as escolas estejam mais preparadas para agir nos primeiros minutos de uma emergência, período considerado decisivo em muitos casos.
Durante as instruções práticas, os participantes puderam observar e executar simulações de atendimento, compreendendo a forma correta de posicionar a vítima, avaliar a situação e aplicar manobras básicas de suporte à vida. A prática é uma etapa importante porque permite que os profissionais tenham mais segurança caso precisem agir em uma ocorrência real.
A manobra de desengasgo foi um dos procedimentos destacados durante a capacitação. O engasgo pode ocorrer de forma repentina e exige ação rápida, especialmente quando a pessoa apresenta dificuldade para respirar ou não consegue expelir o objeto que bloqueia as vias aéreas. Saber identificar a gravidade da situação e aplicar a técnica correta pode evitar consequências graves.
Outro ponto abordado foi a ressuscitação cardiopulmonar, conhecida como RCP. A técnica é utilizada em casos de parada cardiorrespiratória e consiste em compressões torácicas realizadas de forma adequada para manter a circulação sanguínea até a chegada do socorro. Embora não substitua o atendimento médico, a RCP pode aumentar as chances de sobrevivência quando aplicada corretamente nos primeiros minutos.
A capacitação também reforça a importância de que escolas mantenham protocolos internos de emergência, com orientação sobre quem deve acionar o socorro, como organizar o local, como afastar curiosos e de que forma prestar as primeiras informações às equipes de atendimento. A organização prévia contribui para uma resposta mais eficiente em momentos de tensão.
A formação de 154 professores e funcionários representa um avanço na preparação da rede pública do Chuí. Quanto maior o número de servidores capacitados, maior também a capacidade das escolas de responderem a incidentes cotidianos que podem exigir intervenção imediata. A medida fortalece a segurança escolar e amplia a rede de proteção aos estudantes.
Além do aspecto técnico, a atividade também busca fortalecer uma cultura de prevenção. O conhecimento em primeiros socorros não deve ser visto apenas como uma exigência legal, mas como uma ferramenta de cuidado coletivo. Em ambientes escolares, onde crianças e adolescentes passam boa parte do dia, a preparação dos profissionais pode trazer mais tranquilidade para famílias, equipes pedagógicas e gestores.
O Corpo de Bombeiros destacou, por meio da ação, que informação e preparo são fundamentais para a proteção da vida. A capacitação realizada no município do Chuí demonstra o compromisso da corporação em aproximar a comunidade dos conhecimentos básicos de segurança e atendimento emergencial, promovendo orientação prática e acessível aos profissionais da educação.
A Lei Lucas segue sendo uma referência importante para que instituições de ensino adotem medidas preventivas e invistam na capacitação de seus profissionais. A iniciativa realizada pelo 3º Batalhão de Bombeiro Militar reforça que o preparo adequado pode transformar a resposta diante de uma emergência e contribuir para salvar vidas.
Informações: CBMRS – 3º Batalhão de Bombeiro Militar
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