
Mais de 60 profissionais da CEEE Equatorial e da Axia Energia estão mobilizados em uma operação para reconstruir duas torres de transmissão severamente danificadas durante a passagem do ciclone extratropical pelo extremo sul do Rio Grande do Sul.
As estruturas integram a linha de transmissão responsável pelo atendimento aos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí e sofreram danos significativos na última quinta-feira (6), quando fortes ventos atingiram a região e comprometeram diferentes pontos da infraestrutura elétrica.
Com a queda e os danos nas torres, houve interrupção da linha de alta tensão, ampliando os problemas no fornecimento de energia elétrica para moradores e estabelecimentos da região.
Desde então, equipes técnicas foram deslocadas para a área e trabalham na reconstrução das estruturas e na recomposição do sistema elétrico. Imagens da operação mostram profissionais e maquinário pesado atuando em uma área alagada da Lagoa Mirim, evidenciando a complexidade do trabalho necessário para recuperar a transmissão.
A mobilização envolve profissionais especializados e diferentes equipamentos para possibilitar o acesso às estruturas danificadas e a execução das etapas necessárias para restabelecer completamente a linha.
Além dos trabalhos na região da Lagoa Mirim, a CEEE Equatorial mantém equipes distribuídas por diversos municípios afetados pelo ciclone extratropical. O fenômeno provocou quedas de postes, árvores sobre redes, rompimento de cabos e outros danos que deixaram milhares de consumidores sem energia elétrica.
Neste domingo (9), a concessionária informou que o fornecimento havia sido restabelecido para 92% dos clientes afetados pelo ciclone extratropical em sua área de concessão.
No momento de maior impacto do evento climático, cerca de 375 mil clientes chegaram a ficar sem energia elétrica. O número vem diminuindo conforme as equipes concluem os reparos e conseguem restabelecer os diferentes circuitos atingidos.
De acordo com a atualização divulgada na manhã deste domingo, por volta das 10h18 aproximadamente 28 mil clientes ainda permaneciam aguardando o retorno do fornecimento de energia.
A recuperação completa do sistema depende não apenas de reparos pontuais em postes e cabos, mas também de intervenções de maior complexidade, como a reconstrução das torres atingidas no extremo sul do Estado.
As estruturas de transmissão possuem papel fundamental no transporte da energia elétrica em alta tensão entre diferentes regiões. Quando uma torre desse porte é danificada, a recomposição exige uma operação especializada, mobilização de profissionais, equipamentos de grande porte e cuidados adicionais de segurança.
Na região da Lagoa Mirim, as condições do terreno também representam um desafio para as equipes. Parte dos trabalhos precisa ser realizada em áreas com presença de água, exigindo planejamento específico para movimentação de máquinas, materiais e trabalhadores.
Enquanto as obras avançam, moradores de diferentes localidades ainda aguardam a completa normalização do fornecimento. A expectativa é de que novas regiões tenham a energia restabelecida gradualmente conforme os serviços sejam concluídos.
O ciclone deixou um cenário de danos em vários municípios da metade sul do Rio Grande do Sul. Além da rede elétrica, foram registrados prejuízos em residências, prédios públicos, árvores, postes e outras estruturas.
A recuperação da rede elétrica tornou-se uma das principais frentes de trabalho após a passagem do fenômeno, especialmente em municípios onde os danos atingiram estruturas estratégicas de transmissão.
As equipes continuam atuando neste domingo para reduzir o número de consumidores ainda sem energia e recuperar os pontos de maior complexidade.
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