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Temporal deixa 13 escolas municipais com danos estruturais e mobiliza reparos em Pelotas

Equipes da Secretaria Municipal de Educação realizam avaliações nas unidades atingidas; três escolas apresentam prejuízos de maior proporção e passam por análise técnica

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Pelotas segue mobilizada para avaliar e reparar os danos registrados nas escolas da rede municipal após o temporal que atingiu o município na madrugada de segunda-feira (21). Até o momento, 13 das 94 unidades de ensino apresentaram prejuízos estruturais considerados significativos, principalmente em telhados e forros.

Desde as primeiras horas após a ocorrência, equipes da Educação passaram a percorrer os estabelecimentos para identificar os pontos mais afetados e definir as medidas necessárias para garantir condições adequadas de funcionamento. Nos dois primeiros dias de trabalho, 22 escolas foram visitadas pela SME.

Enquanto as avaliações estruturais avançam, as atividades escolares estão sendo retomadas de maneira gradual. A orientação adotada pelo Município considera as condições de cada unidade, já que os impactos do evento climático ocorreram em diferentes proporções e também afetaram serviços essenciais em algumas regiões da cidade.

Além dos estragos nos prédios escolares, unidades da rede enfrentaram dificuldades relacionadas ao fornecimento de energia elétrica, água, internet e condições de acesso após a tempestade. Por isso, o retorno das atividades vem sendo definido conforme a realidade encontrada em cada escola. 

Três escolas passam por avaliação mais detalhada

Entre as instituições atingidas, três apresentam danos que demandam uma análise técnica mais aprofundada. A Emef Balbino Mascarenhas, localizada no Simões Lopes, a Emef Ferreira Viana e o Colégio Municipal Pelotense (CMP) estão sendo avaliados pela Secretaria de Urbanismo e pelo Setor de Engenharia da SME.

As condições das coberturas dessas unidades são consideradas entre as situações de maior preocupação encontradas após o temporal. O levantamento técnico deverá indicar a extensão das intervenções necessárias e os custos para recuperação da estrutura dos prédios, incluindo cobertura e, nos casos necessários, instalações elétricas.

Para essas situações de maior proporção, a expectativa da administração municipal é buscar o direcionamento de recursos da Defesa Civil Nacional, diante do volume financeiro que poderá ser necessário para a reconstrução dos espaços atingidos.

As demais escolas que sofreram prejuízos também passam por levantamentos para identificar quais serviços precisarão ser executados e qual será a melhor forma de custeá-los.

Reparos emergenciais e recursos para manutenção

Parte das intervenções poderá ser atendida com recursos emergenciais do Município e também por meio do Plano de Aplicação de Recursos Financeiros (Parf), mecanismo utilizado para descentralizar verbas destinadas às instituições da rede municipal.

O programa permite que as escolas de Ensino Fundamental utilizem os recursos em serviços como manutenção elétrica, predial e hidráulica, contratação de serviços e aquisição de bens necessários ao funcionamento das instituições. A definição das prioridades é realizada no âmbito de cada escola, por meio dos respectivos conselhos escolares.

O Parf conta com quatro repasses ao longo do ano. A quarta parcela, que estava prevista para outubro, já foi creditada às escolas, permitindo que as instituições utilizem os valores para pequenas manutenções relacionadas aos danos provocados pelo temporal.

Enquanto os levantamentos continuam, os setores de manutenção, infraestrutura e engenharia seguem verificando os prejuízos registrados na rede municipal. Telhas também foram destinadas a algumas das escolas mais afetadas como parte das primeiras ações emergenciais.

Rede municipal retoma atividades gradualmente

A retomada das aulas ocorre de acordo com as condições de cada instituição. Após a suspensão determinada imediatamente depois do temporal, a SME passou a orientar um retorno progressivo, permitindo que unidades em condições adequadas restabeleçam seus atendimentos enquanto as demais permanecem aguardando a normalização dos serviços ou a conclusão das intervenções necessárias.

O trabalho de recuperação ocorre em meio aos impactos deixados pelo evento climático em diferentes regiões de Pelotas, com danos registrados também em imóveis, postes, árvores e demais estruturas da cidade.

Com 94 instituições compondo a rede municipal de ensino, o levantamento realizado pela SME aponta, até o momento, 13 escolas com danos estruturais significativos. A análise técnica dos prédios continuará determinando as prioridades de atendimento e os recursos necessários para cada intervenção. 

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