
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, descartou a possibilidade de retornar ao PSDB e afirmou que seguirá no PSD, mesmo após demonstrar insatisfação com a decisão do partido de lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República.
Nos últimos dias, lideranças do PSDB intensificaram contatos com Leite, tentando convencê-lo a voltar à sigla e disputar o Palácio do Planalto. O movimento ocorre após a escolha de Caiado pelo PSD, definida no fim de março, que frustrou parte das expectativas internas do partido.
Apesar do convite, Leite afirmou que não pretende mudar de partido neste momento. O governador reforçou que sua decisão é permanecer no PSD e seguir focado na gestão do Rio Grande do Sul até o fim do mandato.
A escolha de Caiado foi resultado de um processo interno da sigla, que avaliou diferentes nomes para a disputa presidencial de 2026. Leite era um dos pré-candidatos, mas acabou derrotado na definição conduzida pela cúpula partidária.
Após o anúncio, o governador gaúcho manifestou publicamente desconforto com a decisão e avaliou que o cenário político nacional segue marcado pela polarização. Ainda assim, evitou ampliar o conflito dentro do partido e sinalizou que continuará contribuindo com o PSD.
Nos bastidores, a movimentação do PSDB é vista como uma tentativa de recuperar protagonismo político, especialmente diante da perda de espaço nos últimos anos. Leite, que já foi filiado à legenda por décadas, deixou o partido em 2025 para ingressar no PSD.
Mesmo com o cenário indefinido para a disputa presidencial, o governador indicou que sua prioridade segue sendo a administração estadual, afastando, ao menos por enquanto, uma candidatura ao Planalto.















