
O Tribunal do Júri condenou três réus pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos, crime ocorrido em 2022, no município de São Gabriel. A decisão foi proferida na madrugada de sábado (4), após cinco dias de julgamento.
Os réus foram condenados a 24 anos de reclusão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além da pena de prisão, também foi determinada indenização de R$ 100 mil à família de Gabriel e a perda dos cargos de policiais militares.
O julgamento teve início na segunda-feira (29), com a fase de depoimentos de testemunhas. Ao longo da semana, foram realizados os atos processuais, incluindo debates entre acusação e defesa, além de diligências relacionadas ao caso. Na noite de quarta-feira (1º) e na manhã de quinta-feira (2), representantes do Ministério Público, do Judiciário, jurados e defensores dos réus estiveram no local onde o corpo de Gabriel foi encontrado, na localidade de Lava Pé, em São Gabriel.
O caso teve grande repercussão no Rio Grande do Sul desde 2022, quando o jovem desapareceu e, posteriormente, foi encontrado morto. A morte de Gabriel mobilizou familiares, amigos e a comunidade, que passaram a acompanhar de perto as investigações e a cobrar justiça.
Durante o julgamento, a acusação sustentou a responsabilidade dos réus pelos fatos. A decisão do Conselho de Sentença reconheceu a participação dos acusados no crime, resultando na condenação dos três.
O júri também foi marcado pela presença de representantes do Ministério Público, que acompanharam o caso desde a denúncia até o julgamento em plenário. Atuaram no caso os promotores de Justiça Maria Fernanda Rabelo, Karine Teixeira e Eugênio Paes Amorim.
A condenação representa um desfecho importante para uma ação penal que envolveu grande comoção pública. Para os familiares de Gabriel, o julgamento simbolizou a busca por responsabilização diante de um crime que marcou profundamente a história da família e da comunidade de São Gabriel.
O caso também trouxe à tona discussões sobre responsabilidade institucional, atuação de agentes públicos e a importância de mecanismos de controle e fiscalização. Durante as manifestações em plenário, foi destacada a relevância de recursos como câmeras corporais e de procedimentos capazes de garantir maior transparência nas ações de segurança.
Ao longo do julgamento, foram apresentados depoimentos, argumentos técnicos e elementos relacionados à investigação. Após a conclusão da fase de instrução, acusação e defesa apresentaram suas teses aos jurados, que ao final decidiram pela condenação.
A morte de Gabriel Marques Cavalheiro permanece como um caso de grande impacto emocional e jurídico. A condenação dos réus encerra uma etapa importante do processo, embora o caso siga sendo lembrado pela dor da família e pela mobilização em torno da busca por justiça.
Gabriel tinha apenas 18 anos quando morreu. Desde então, familiares e pessoas próximas acompanharam uma trajetória marcada por sofrimento, espera e cobrança por respostas. O julgamento trouxe uma decisão aguardada por todos que acompanharam o caso desde o início.
A sentença determinou pena de 24 anos em regime fechado, indenização à família da vítima e perda dos cargos ocupados pelos condenados. A decisão reforça a gravidade dos fatos reconhecidos pelo Tribunal do Júri.
O caso de Gabriel Marques Cavalheiro segue como um dos episódios de maior repercussão envolvendo agentes públicos no Estado nos últimos anos. A condenação marca um momento de responsabilização judicial e reacende o debate sobre confiança, conduta e fiscalização nas instituições de segurança.
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