
A Prefeitura de Pelotas iniciou, na manhã desta quarta-feira (15), a retirada do pavimento asfáltico da rua Lobo da Costa, no trecho localizado entre as ruas Marechal Deodoro e General Osório, no Centro Histórico. O asfalto, implantado em outubro de 2023 pela administração municipal anterior, será substituído por calçamento em paralelepípedos.
A intervenção é realizada pela Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação e começou com a utilização de máquinas para romper e remover a camada de asfalto existente. Após a conclusão desta etapa, o Município deverá preparar a base da via para a implantação do novo pavimento.
Segundo o secretário municipal de Obras e Pavimentação, Rogério Salazar, a retirada do asfalto representa a primeira fase da reconstrução do trecho. A atual administração considera que o uso de paralelepípedos é mais compatível com as características urbanísticas e históricas da região central de Pelotas.
A rua Lobo da Costa está inserida em uma área marcada pela presença de imóveis históricos, estabelecimentos comerciais, serviços públicos e intensa circulação de pedestres e veículos. Por essa razão, intervenções realizadas no local costumam envolver não apenas questões relacionadas à mobilidade, mas também à preservação das características do Centro Histórico.
Asfalto havia sido implantado em outubro de 2023
O pavimento que começou a ser retirado nesta quarta-feira foi executado em outubro de 2023. Na ocasião, a Prefeitura promoveu o recapeamento do trecho depois de intervenções realizadas pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas nas redes subterrâneas.
A administração municipal daquele período informou que o objetivo da aplicação do asfalto era melhorar as condições de circulação, proporcionar mais conforto aos motoristas, ampliar a segurança e aumentar a durabilidade da pavimentação.
A obra integrava um contrato com valor superior a R$ 1 milhão, financiado com recursos provenientes de emenda parlamentar e contrapartida do Município. O valor contratual abrangia o conjunto de serviços previstos pela administração e não apenas, necessariamente, o trecho que agora passa por nova intervenção.
Menos de três anos após a execução do recapeamento, a atual Prefeitura decidiu remover a camada asfáltica. Conforme informado pela administração municipal, o pavimento apresentava condições consideradas precárias e seria necessária uma nova intervenção para recuperar a via.
Município opta pelo retorno dos paralelepípedos
A nova obra prevê a reconstrução do trecho com paralelepípedos, material tradicionalmente utilizado em diferentes ruas da área central de Pelotas.
A escolha está relacionada à intenção de manter um padrão de pavimentação considerado mais adequado ao conjunto arquitetônico e urbanístico do Centro Histórico. O Município também deverá avaliar as condições da base da rua antes da recolocação das pedras.
A retirada do asfalto permite verificar possíveis problemas existentes abaixo da camada superficial, incluindo deformações, falhas na compactação, danos provocados por intervenções subterrâneas ou pontos que necessitem de correção antes da nova pavimentação.
Após a preparação do solo, os paralelepípedos deverão ser assentados e nivelados para garantir condições adequadas de tráfego. A obra também poderá envolver ajustes relacionados à drenagem, às sarjetas e aos encontros com calçadas e cruzamentos.
Intervenção modifica novamente o pavimento do trecho
A mudança representa uma nova alteração no tipo de pavimentação da rua Lobo da Costa em um intervalo inferior a três anos.
Em 2023, a aplicação do asfalto foi apresentada como parte de uma estratégia de requalificação viária. Agora, o Município retoma o calçamento em pedras, argumentando que o material possui maior compatibilidade com a região histórica e que o asfalto existente precisava ser removido em razão das condições encontradas.
A sequência de intervenções deverá gerar questionamentos sobre a durabilidade da obra anterior, os critérios técnicos adotados em cada momento e os custos associados à retirada e à reconstrução do pavimento.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o valor específico da nova obra, o prazo total de execução ou a destinação do material retirado. Também não foi informado se haverá apuração técnica sobre as causas da deterioração verificada no asfalto aplicado em 2023.
Trânsito poderá sofrer alterações durante a obra
Durante a execução dos serviços, motoristas e pedestres deverão redobrar a atenção ao circular pela rua Lobo da Costa e pelas vias próximas.
A presença de máquinas, trabalhadores, materiais e trechos com o pavimento removido poderá exigir bloqueios totais ou parciais. Dependendo do avanço da obra, desvios poderão ser implantados para preservar a segurança das equipes e de quem transita pela região.
A rua Marechal Deodoro e a rua General Osório são importantes corredores da área central, o que pode aumentar os reflexos da intervenção no trânsito do entorno.
A orientação é para que os condutores respeitem a sinalização temporária e reduzam a velocidade nas proximidades do trecho em obras. Pedestres também devem evitar áreas isoladas e utilizar os espaços indicados para circulação.
Centro Histórico reúne diferentes padrões de pavimentação
A área central de Pelotas possui ruas com asfalto, paralelepípedos e outros tipos de revestimento. A definição do material utilizado depende de fatores como fluxo de veículos, condições do solo, redes subterrâneas, drenagem, manutenção e preservação histórica.
Os paralelepípedos apresentam características diferentes do asfalto. Embora possam exigir manutenção periódica para corrigir desnivelamentos, as pedras permitem intervenções localizadas e podem ser retiradas e recolocadas quando são necessários reparos nas redes de água, esgoto ou drenagem.
O asfalto, por outro lado, oferece uma superfície inicialmente mais regular e silenciosa, mas pode apresentar fissuras, deformações e perda de qualidade quando a base não está adequada ou quando ocorrem sucessivas escavações.
No caso da rua Lobo da Costa, a atual administração optou por reconstruir o trecho com pedras, retomando uma solução tradicionalmente associada às áreas históricas da cidade.
Obra seguirá sob responsabilidade da Secretaria de Obras
A Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação ficará responsável pela condução dos serviços e pelo acompanhamento das diferentes etapas.
Depois da retirada completa do asfalto, as equipes deverão avaliar as condições do trecho e preparar a estrutura necessária para o assentamento dos paralelepípedos. O andamento dependerá das condições climáticas e das eventuais correções identificadas durante a execução.
A expectativa é de que a intervenção restabeleça condições adequadas de circulação e mantenha uma aparência compatível com o entorno histórico.
A Prefeitura ainda deverá informar o cronograma completo, o prazo estimado para liberação da rua e os custos envolvidos na reconstrução.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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