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Prefeitura conclui demolição de sete imóveis em área de risco às margens do Canal do Pepino

A Prefeitura de Pelotas concluiu, na manhã desta sexta-feira (31), a demolição de sete imóveis localizados em uma área considerada de risco às margens do Canal do Pepino, no início da Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, na região do Porto.

A operação foi realizada de forma integrada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil e pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas.

Cinco das sete residências atingidas já haviam desabado em junho deste ano. Conforme as informações divulgadas, não houve registro de vítimas.

As estruturas que ainda permaneciam no local começaram a ser removidas na quinta-feira (30), com a conclusão dos serviços no dia seguinte.

A intervenção teve como finalidade eliminar riscos para moradores e pessoas que circulam pela área, além de permitir o início das obras necessárias para a recuperação das margens do canal.

Área apresentava risco de novos desabamentos

Os imóveis estavam construídos em uma região próxima ao Canal do Pepino e apresentavam comprometimento estrutural.

Após os desabamentos registrados anteriormente, técnicos avaliaram que a permanência das estruturas restantes poderia representar riscos para a população.

A demolição foi definida como medida necessária para impedir novos acidentes e permitir o acesso seguro das equipes responsáveis pelos serviços de recuperação.

O trecho continua interditado e não deve ser acessado por pessoas sem autorização.

A recomendação é que moradores e pedestres respeitem a sinalização instalada no local durante o andamento dos trabalhos.

Famílias foram encaminhadas para atendimento

Segundo a Prefeitura, as famílias afetadas foram encaminhadas para a Casa de Passagem.

Os moradores também foram incluídos no cadastro habitacional do Município e deverão ter acesso ao benefício de aluguel social enquanto aguardam a definição do processo de reassentamento.

O atendimento busca garantir uma alternativa temporária de moradia para as famílias que não podem retornar aos imóveis demolidos.

A administração municipal deverá acompanhar cada caso e avaliar a possibilidade de inclusão dos moradores em programas habitacionais.

O reassentamento definitivo dependerá da disponibilidade de imóveis, dos critérios definidos pelos programas públicos e da situação de cada núcleo familiar.

Sanep fará recuperação do trecho

Após a retirada das construções, o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas deverá iniciar as medidas de recuperação da área.

As intervenções previstas incluem a reconstrução da encosta, a recuperação dos taludes e o reforço ou reconstrução do muro de contenção.

Essas estruturas são importantes para estabilizar o terreno e reduzir o risco de novos deslizamentos ou desabamentos nas proximidades do canal.

O Sanep informou que os serviços neste trecho serão realizados com recursos próprios.

O cronograma detalhado para a execução das obras não foi divulgado.

A área deverá permanecer isolada enquanto houver movimentação de máquinas e risco para a circulação.

Outros oito pontos deverão receber obras

Além do trecho onde ocorreu a demolição, outros oito pontos ao longo do Canal do Pepino deverão passar por intervenções.

Os serviços serão realizados com recursos da Defesa Civil Nacional, em um investimento estimado em aproximadamente R$ 1 milhão.

As obras deverão abranger áreas consideradas vulneráveis e com necessidade de recuperação das margens, taludes ou estruturas de contenção.

Os pontos exatos e o cronograma das intervenções ainda deverão ser detalhados pelos órgãos responsáveis.

A recuperação do canal é considerada importante para melhorar as condições de drenagem e reduzir o risco de alagamentos, erosões e desmoronamentos.

Imóveis próximos aos canais serão avaliados

De acordo com o secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Milton Martins, moradores de imóveis situados a menos de 10,5 metros do eixo de mananciais ou macrodrenagens deverão ser notificados.

A medida pretende identificar residências construídas em áreas que possam representar risco para os ocupantes ou dificultar os trabalhos de manutenção dos canais.

Após a notificação, a Prefeitura deverá dialogar com as famílias para avaliar alternativas de reassentamento e inclusão em programas habitacionais.

Cada situação deverá ser analisada individualmente, levando em consideração as condições do imóvel, os riscos existentes e a realidade da família.

Faixa livre permitirá manutenção dos canais

A retirada de construções instaladas muito próximas aos canais também busca garantir uma faixa adequada para a circulação de máquinas.

Essa área é necessária para que as equipes possam executar serviços de limpeza, retirada de resíduos, desassoreamento, recuperação de margens e manutenção das estruturas de drenagem.

Quando não existe espaço para a passagem dos equipamentos, os serviços ficam prejudicados ou deixam de ser realizados em determinados pontos.

Segundo a Defesa Civil, a manutenção regular dos canais é uma das medidas importantes para prevenir alagamentos e cheias.

A faixa de segurança também pode reduzir os riscos para moradores que vivem próximos às margens.

Trabalho envolve diferentes órgãos

A ação no Canal do Pepino exige a participação de setores relacionados à Defesa Civil, saneamento, assistência social, habitação e fiscalização urbana.

A Defesa Civil atua na avaliação dos riscos e na definição das medidas emergenciais.

O Sanep é responsável pelos serviços de saneamento, drenagem e recuperação das estruturas do canal.

As equipes de assistência social e habitação ficam responsáveis pelo acompanhamento das famílias atingidas e pelos encaminhamentos para benefícios e programas de moradia.

A integração entre os órgãos é necessária para que a retirada das famílias e a recuperação da área ocorram de forma coordenada.

Prevenção de novos acidentes

A demolição dos imóveis busca impedir que estruturas comprometidas desabem de maneira inesperada.

Construções localizadas em áreas sujeitas à erosão, movimentação do solo ou avanço da água podem apresentar perda de sustentação ao longo do tempo.

Em períodos de chuva intensa, o risco pode aumentar devido à saturação do terreno e à elevação do nível dos canais.

Por esse motivo, as equipes técnicas realizam vistorias e podem recomendar a interdição ou remoção dos imóveis quando existe risco para os moradores.

A Prefeitura reforça que qualquer sinal de rachadura, movimentação do solo ou instabilidade deve ser comunicado aos órgãos responsáveis.

Trecho segue interditado

Mesmo com a conclusão da demolição, o local continuará interditado durante a preparação e a execução das obras de recuperação.

A presença de entulhos, máquinas e áreas de solo instável impede a liberação imediata do trecho.

As equipes deverão remover os resíduos e preparar a área antes de iniciar a reconstrução da encosta e das estruturas de contenção.

Não há previsão divulgada para a conclusão completa das intervenções.

O Pelotas Notícias permanece com espaço aberto para novas informações da Prefeitura, do Sanep, da Defesa Civil e das famílias atingidas.

Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias – @pelotasnoticias

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