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Polícia Civil prende oito pessoas durante operação contra tráfico de drogas por tele-entrega no Balneário Cassino

A Polícia Civil prendeu oito pessoas durante a segunda fase da Operação Meandro, deflagrada na manhã desta quinta-feira, no Balneário Cassino, em Rio Grande. A ação foi realizada por intermédio da 3ª Delegacia de Polícia de Rio Grande/Cassino e teve como principal objetivo combater o tráfico de drogas praticado na modalidade conhecida como tele-entrega.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário. Ao todo, sete investigados foram presos em cumprimento aos mandados judiciais. Além disso, durante o cumprimento de uma das ordens de busca e apreensão, um indivíduo acabou sendo preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

No local da prisão em flagrante, os policiais localizaram entorpecentes e outros elementos que, conforme a investigação, indicam a prática criminosa. O material apreendido deverá ser analisado e anexado ao procedimento policial, contribuindo para o avanço da apuração e para a responsabilização dos envolvidos.

A investigação teve início em janeiro de 2026, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Meandro. A partir das diligências realizadas desde então, os policiais civis reuniram elementos que apontaram para a atuação de um grupo criminoso voltado ao comércio ilícito de entorpecentes no município de Rio Grande.

Conforme a apuração, o esquema funcionava por meio de pedidos feitos por aplicativos de mensagens e também por telefone. Após o contato com os usuários, as drogas eram entregues em diferentes pontos da cidade, em uma dinâmica semelhante a um serviço de tele-entrega. Essa modalidade tem sido alvo de atenção das forças de segurança por facilitar a circulação dos entorpecentes e dificultar a identificação imediata dos responsáveis.

Ainda segundo a investigação, as drogas entregues pelo grupo tinham uma característica de identificação, sendo marcadas com fitas coloridas. O detalhe era utilizado como uma espécie de marca do material comercializado, além de servir para caracterizar a qualidade do entorpecente fornecido aos usuários.

Com o avanço das diligências, a equipe da 3ª Delegacia de Polícia de Rio Grande/Cassino reuniu informações consideradas suficientes para representar pelas medidas cautelares. Os pedidos foram analisados e deferidos pelo Poder Judiciário, permitindo o cumprimento dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nesta segunda fase da operação.

A ação mobilizou diversas unidades da Polícia Civil. Além da 3ª Delegacia de Polícia de Rio Grande/Cassino, participaram da operação equipes da DRACO, DPPGV, DEAM, 1ª Delegacia de Polícia e 2ª Delegacia de Polícia. A atuação conjunta reforça a integração entre as delegacias no enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas que atuam na região.

A Operação Meandro tem como foco o combate qualificado ao tráfico de entorpecentes, especialmente quando a atividade criminosa passa a utilizar ferramentas tecnológicas, como aplicativos de mensagens, para ampliar a distribuição e reduzir a exposição dos envolvidos. A prática de tele-entrega de drogas tem sido identificada em diferentes investigações policiais e exige trabalho de inteligência, acompanhamento e produção de provas ao longo do tempo.

Além das prisões, o cumprimento dos mandados de busca e apreensão permite que a polícia recolha materiais que possam auxiliar na comprovação da estrutura do esquema investigado. Telefones celulares, anotações, embalagens, balanças de precisão, porções de drogas e outros objetos podem ser analisados para identificar contatos, rotas de entrega, fornecedores, compradores e demais integrantes da rede criminosa.

No caso da Operação Meandro, a investigação aponta que os pedidos eram feitos de forma remota, com posterior entrega dos entorpecentes em locais combinados. Esse tipo de dinâmica busca dificultar a ação policial, já que os pontos de entrega podem variar e os envolvidos evitam manter grandes quantidades de drogas expostas em um único endereço. Mesmo assim, o trabalho investigativo permitiu mapear a atuação do grupo e subsidiar as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira.

Os presos foram encaminhados para os procedimentos legais. O indivíduo preso em flagrante responderá pelo crime constatado durante a ação, enquanto os demais foram detidos em cumprimento aos mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. A investigação segue em andamento para aprofundar a apuração sobre a participação de cada envolvido e possíveis conexões com outros crimes.

A Polícia Civil reforça que o combate ao tráfico de drogas permanece como uma das prioridades na região, principalmente em casos envolvendo atuação organizada, uso de tecnologia para comercialização e distribuição de entorpecentes em diferentes áreas do município. A responsabilização dos investigados dependerá do andamento do inquérito, da análise do material apreendido e das demais etapas do processo judicial.

A segunda fase da Operação Meandro representa mais um desdobramento da investigação iniciada no começo do ano e busca enfraquecer a atuação de grupos criminosos no Balneário Cassino e em Rio Grande. Novas diligências poderão ocorrer conforme o avanço das apurações.

Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias

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