
A Polícia Civil, por meio da 9ª Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato, deflagrou a segunda fase da Operação Lenhadores em Capão do Leão, na região Sul do Estado. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem por receptação qualificada e na recuperação de 180 toneladas de madeira para exportação.
A ofensiva foi coordenada pela delegada Paula Aline Vieira Garcia e mobilizou agentes da 9ª Decrab em novas diligências e buscas no município. A operação dá continuidade ao trabalho de investigação contra um esquema criminoso voltado ao furto sistemático e à receptação de madeira de reflorestamento na região.
Segundo a Polícia Civil, a madeira recuperada nesta etapa havia sido furtada de uma floresta localizada no município. O volume apreendido representa um resultado expressivo dentro da investigação e reforça a dimensão do esquema apurado pelas equipes especializadas.
A Operação Lenhadores teve sua primeira fase deflagrada em 13 de maio de 2026. Na ocasião, dois homens foram presos e 160 toneladas de material ilícito foram apreendidas. Conforme a investigação, o prejuízo financeiro causado à empresa vítima ultrapassa R$ 10 milhões.
Com a nova fase, o total de madeira recuperada nas duas etapas chega a 340 toneladas. A Polícia Civil avalia que a ação enfraquece a cadeia econômica ilegal que alimenta o comércio de madeira sem documentação fiscal ou florestal.
As investigações apontam que o esquema não causava apenas prejuízo financeiro direto à empresa atingida. De acordo com a 9ª Decrab, a atuação do grupo investigado também provocava impactos ambientais, econômicos e de segurança pública.
Entre os pontos levantados pela Polícia Civil está o risco à exportação. Conforme a investigação, criminosos invadiam áreas de reserva ambiental e realizavam derrubadas irregulares. Esse tipo de ação poderia colocar a empresa vítima em situação crítica, com risco de perda de certificações exigidas pelo mercado internacional.
A manutenção de selos e documentos de origem é fundamental para empresas que atuam com madeira destinada à exportação. Quando há extração irregular, furto ou interferência criminosa em áreas de reflorestamento e reserva, a empresa prejudicada pode enfrentar consequências comerciais, ambientais e legais, mesmo sendo vítima do crime.
A Polícia Civil também aponta a ocorrência de crimes ambientais graves. Segundo a investigação, o grupo utilizava métodos de alta degradação, incluindo incêndios criminosos em áreas de floresta. A prática teria como objetivo forçar o descarte da madeira e facilitar a subtração das árvores.
Além disso, os investigadores identificaram cortes irregulares de árvores sadias. A retirada ilegal de madeira compromete áreas produtivas, causa danos ambientais e alimenta um mercado clandestino que prejudica empresas regularizadas e produtores que seguem as normas ambientais e fiscais.
Outro ponto citado pela Polícia Civil é o uso da densidade das matas para ocultar outros ilícitos. Conforme a investigação, áreas de floresta também vinham sendo utilizadas pelo grupo para esconder gado e veículos furtados na zona rural.
A atuação da 9ª Decrab busca combater crimes rurais que afetam diretamente produtores, empresas, trabalhadores e comunidades da região. O furto de madeira de reflorestamento, além de gerar alto prejuízo econômico, exige logística, receptação e escoamento do material, o que indica a possível participação de diferentes pessoas e empresas no esquema.
Com a deflagração da segunda fase da Operação Lenhadores, a Polícia Civil afirma que avançou no enfrentamento da estrutura financeira e operacional ligada ao crime. A recuperação de 180 toneladas de madeira representa não apenas a devolução de patrimônio à vítima, mas também a interrupção de uma rota ilegal de comercialização.
A receptação de madeira sem origem regular pode envolver empresas, intermediários e compradores que movimentam o produto sem a documentação exigida, como Documento de Origem Florestal ou guia florestal. A ausência desses documentos é um dos indícios analisados durante investigações sobre comércio ilegal de madeira.
A prisão em flagrante realizada nesta etapa ocorreu durante as buscas em Capão do Leão. O homem preso foi autuado por receptação qualificada, crime que, conforme a investigação, estaria relacionado ao recebimento ou manutenção de material de origem ilícita.
As apurações seguem para identificar outros integrantes do grupo investigado e possíveis empresas envolvidas na receptação dos materiais furtados. A Polícia Civil também busca mapear a cadeia de distribuição e comercialização da madeira retirada ilegalmente.
A Operação Lenhadores reforça a atuação da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato no combate a crimes patrimoniais e ambientais na zona rural. O trabalho envolve investigação, diligências, análise de informações e ações de campo para recuperar bens e responsabilizar os envolvidos.
A região Sul do Estado possui áreas produtivas importantes, incluindo propriedades rurais, reflorestamentos e atividades ligadas à madeira. Por isso, crimes dessa natureza causam impacto significativo tanto no setor econômico quanto no meio ambiente.
A Polícia Civil destaca que a continuidade das investigações é essencial para desmontar a estrutura de receptação e impedir que o produto furtado seja reinserido no mercado. A identificação de compradores e intermediários é considerada uma etapa importante para combater o ciclo completo do crime.
Com a segunda fase da operação, a 9ª Decrab-Região Sul amplia os resultados obtidos desde maio e mantém o foco na responsabilização de todos os envolvidos. A ação em Capão do Leão demonstra a importância da investigação especializada no enfrentamento de crimes rurais complexos, que envolvem patrimônio, meio ambiente e comércio ilegal.
A Polícia Civil segue com as diligências para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis participantes do esquema.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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