
Uma grande operação integrada foi realizada nesta quinta-feira (23) em diferentes pontos das regiões do Laranjal, Barro Duro e Colônia Z3, em Pelotas, com o objetivo de combater crimes de abigeato, abate clandestino de animais e comercialização irregular de carne.
Denominada Operação Sangradouro, a ação contou com o apoio da Polícia Civil, Brigada Militar e Exército Brasileiro. Durante os trabalhos, as equipes cumpriram mais de cinco mandados de busca e apreensão em endereços relacionados às investigações.


Na Colônia Z3, os agentes localizaram uma estrutura que seria utilizada como abatedouro clandestino. No interior do local, foram encontradas grandes quantidades de carne, partes de animais penduradas e equipamentos que, conforme as informações iniciais, seriam utilizados para o corte, armazenamento e preparação dos produtos.
Aproximadamente meia tonelada de carne foi apreendida durante a operação. As condições em que o material estava armazenado também deverão ser analisadas pelos órgãos responsáveis, considerando os riscos que produtos sem procedência, inspeção sanitária ou refrigeração adequada podem representar à saúde dos consumidores.
As investigações apontam que animais furtados em propriedades rurais das regiões do Laranjal, Barro Duro e Colônia Z3 poderiam estar sendo levados até o local clandestino para o abate. Conforme as informações preliminares, parte do deslocamento seria realizada por meio de embarcações, utilizando os caminhos por água existentes na região.


Após o abate, a carne seria preparada e posteriormente distribuída. A investigação busca esclarecer qual seria o destino final dos produtos e se eles estavam sendo comercializados em estabelecimentos da região sem qualquer comprovação de origem ou fiscalização sanitária.
Dois estabelecimentos comerciais localizados na Colônia Z3 foram averiguados durante a operação. A eventual responsabilidade dos proprietários ou responsáveis pelos locais ainda será apurada pela Polícia Civil. A fiscalização e a presença das equipes nos comércios não significam, por si só, a confirmação de participação nos crimes investigados.
Além da carne, as forças de segurança apreenderam uma arma de fogo, diversas munições, máscaras, roupas, facas, uma balança e outros objetos que poderão auxiliar na apuração dos fatos. Entre os materiais encontrados estavam peças de vestuário que poderiam ser utilizadas para dificultar a identificação dos envolvidos.
As máscaras apreendidas também chamaram a atenção das equipes e passarão por análise. A investigação deverá apurar se os objetos teriam sido utilizados na prática de furtos de animais, no transporte da carne ou em outras ações criminosas relacionadas ao grupo investigado.
A arma de fogo e as munições foram recolhidas e encaminhadas para perícia. A Polícia Civil deverá verificar a procedência do armamento, a existência de registro e se a arma pode estar relacionada a outros crimes registrados no município ou na zona rural.
Durante a Operação Sangradouro, uma pessoa foi presa em flagrante. O preso foi encaminhado para a realização dos procedimentos legais, permanecendo à disposição da Justiça.
O crime de abigeato consiste no furto de animais de criação, como bovinos, ovinos e outros rebanhos. Além do prejuízo causado aos produtores rurais, a prática pode alimentar uma cadeia clandestina de abate, transporte e venda de carne sem procedência comprovada.
A comercialização de carne proveniente de abate clandestino também representa um risco à saúde pública, pois os animais não passam por inspeção veterinária e os produtos podem ser manipulados e armazenados em condições inadequadas.
Todo o material recolhido durante a Operação Sangradouro foi encaminhado para os procedimentos legais. A carne apreendida deverá receber a destinação determinada pelas autoridades sanitárias e pelos responsáveis pela investigação.
A Polícia Civil dará continuidade ao trabalho para identificar todas as pessoas envolvidas, esclarecer a origem dos animais, apurar como funcionava o transporte por embarcações e verificar para quais locais a carne era distribuída.
Também deverá ser investigado há quanto tempo o possível esquema estava em funcionamento e se existem outros pontos de abate, armazenamento ou comercialização ligados ao grupo. Novas diligências e operações não estão descartadas.
A ocorrência permanece em andamento e poderá receber novas atualizações após a conclusão das diligências e a divulgação do balanço oficial da operação.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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