
Moradores da região da Balsa, nas proximidades do Anglo, em Pelotas, relatam preocupação com a instalação de barracas e estruturas improvisadas às margens de um valão. A comunidade afirma que o espaço passou a concentrar grande quantidade de materiais, entulhos e resíduos, situação que estaria provocando sujeira, mau cheiro e insegurança para quem vive nas proximidades.
De acordo com os relatos encaminhados ao Pelotas Notícias, algumas estruturas foram montadas no local após a retirada ou destruição de pequenas construções que existiam anteriormente na área. Desde então, pessoas que trabalham com a coleta de materiais recicláveis teriam passado a utilizar o espaço para armazenar objetos recolhidos em diferentes pontos da cidade.
Imagens registradas no local mostram barracas construídas com lonas, madeiras, tecidos e outros materiais. Ao redor das estruturas, também é possível observar resíduos espalhados pelo terreno, próximo à rua e às margens do valão.
A principal preocupação dos moradores está relacionada às condições sanitárias e ambientais da área. Conforme os relatos, o acúmulo de lixo pode favorecer a presença de ratos, insetos e outros animais, além de contribuir para a contaminação do solo e da água.
Os residentes também demonstram preocupação com a possibilidade de parte dos materiais ser carregada para dentro do valão em dias de chuva. O descarte irregular pode dificultar o escoamento da água, provocar obstruções e agravar pontos de alagamento na região.
Outro problema mencionado pela comunidade é a sensação de insegurança. Moradores afirmam que a rua possui grande número de pessoas idosas e que algumas delas passaram a evitar circular pelo local em determinados horários ou deixar as residências abertas, principalmente durante a noite.
Apesar das reclamações, a comunidade destaca a necessidade de que qualquer intervenção seja realizada de forma integrada, garantindo não apenas a limpeza e a fiscalização da área, mas também atendimento adequado às pessoas que estão ocupando o espaço.
Os moradores solicitam que equipes da assistência social realizem uma abordagem para identificar as necessidades das pessoas instaladas no local e verificar se elas possuem acesso a programas sociais, acolhimento ou outras formas de acompanhamento oferecidas pelo município.
Também é solicitada uma vistoria dos setores responsáveis pela limpeza urbana, fiscalização ambiental, drenagem e vigilância sanitária. A intenção é verificar a situação do terreno, avaliar os riscos existentes e recolher os resíduos que estejam sendo armazenados ou descartados de maneira inadequada.
A área próxima ao valão exige atenção especial, principalmente porque qualquer obstrução pode comprometer o sistema de drenagem. Durante períodos de chuva intensa, materiais como móveis, madeiras, plásticos e sacolas podem ser arrastados pela água, bloqueando a passagem e aumentando os riscos para toda a comunidade.
Os moradores ainda defendem que sejam adotadas medidas para impedir novos descartes irregulares depois da realização da limpeza. Entre as providências sugeridas estão o acompanhamento periódico da área, a instalação de sinalização e o reforço da fiscalização.
A comunidade espera que a situação seja avaliada pelos órgãos competentes e que uma solução seja construída com responsabilidade, preservando a segurança dos moradores, as condições ambientais do local e a dignidade das pessoas que estão vivendo nas estruturas improvisadas.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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