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Hospital Escola da UFPel incorpora torre de videocirurgia com imagens em resolução 4K

O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas passou a utilizar uma nova torre de videocirurgia equipada com tecnologia de resolução 4K. O equipamento entrou em funcionamento no início de julho e já está disponível no Bloco Cirúrgico da instituição.

A nova estrutura substitui a torre utilizada anteriormente e amplia a qualidade das imagens obtidas durante procedimentos minimamente invasivos realizados pelo Sistema Único de Saúde.

A tecnologia 4K oferece resolução aproximadamente quatro vezes superior à Full HD. Na prática, isso permite que os profissionais visualizem com maior nitidez vasos sanguíneos, nervos, tecidos e outras estruturas anatômicas.

A qualidade das imagens possui influência direta na precisão dos movimentos realizados durante as cirurgias e pode contribuir para aumentar a segurança e a eficiência dos procedimentos.

Atualmente, o Hospital Escola realiza cerca de 300 cirurgias videolaparoscópicas por ano. A nova torre deverá ser utilizada em diferentes especialidades e tipos de intervenção.

Tecnologia auxilia procedimentos minimamente invasivos

A videocirurgia permite que os médicos realizem determinados procedimentos por meio de pequenas incisões. Uma câmera é introduzida no organismo e transmite as imagens para um monitor instalado na sala cirúrgica.

A equipe utiliza essa visualização para conduzir instrumentos e acompanhar todas as etapas da operação.

Em comparação com cirurgias abertas tradicionais, os procedimentos minimamente invasivos podem proporcionar incisões menores, menor perda de sangue, redução do período de recuperação e menor tempo de internação, dependendo do quadro clínico e da técnica indicada.

Nem todos os pacientes ou doenças podem ser tratados dessa forma. A escolha depende da avaliação do cirurgião, da condição do paciente e da disponibilidade dos recursos necessários.

A nova torre oferece suporte para cirurgias videolaparoscópicas, videotoracoscópicas e outras intervenções que dependem de imagens em alta definição.

Equipamento será utilizado em diferentes especialidades

A estrutura poderá atender procedimentos das áreas de Cirurgia Geral, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Urologia, Cirurgia Torácica, Cirurgia Pediátrica, Ginecologia e Oncologia Cirúrgica.

Cada especialidade poderá utilizar a tecnologia conforme as indicações clínicas e as características das cirurgias realizadas no Hospital Escola.

Em operações delicadas, a identificação precisa de pequenos vasos, nervos e limites entre tecidos pode fazer diferença na condução do procedimento.

A resolução 4K amplia os detalhes apresentados na tela e facilita a observação de alterações que poderiam ser menos visíveis em equipamentos antigos.

A torre também possui componentes responsáveis pela captação, processamento, iluminação e transmissão das imagens para os monitores da sala.

Formação de estudantes e residentes será fortalecida

Além do impacto direto no atendimento aos pacientes, a nova tecnologia deverá contribuir para a formação dos estudantes de Medicina e dos profissionais que participam dos programas de residência.

O Hospital Escola funciona como unidade assistencial e espaço de ensino. Durante os procedimentos, estudantes e residentes acompanham a atuação das equipes e desenvolvem habilidades técnicas sob supervisão.

Segundo a gerente de Ensino e Pesquisa da instituição, Silvana Orlandi, a maior definição das imagens facilita a identificação das estruturas anatômicas e aprimora o processo de aprendizagem.

Com a visualização ampliada, os residentes podem compreender melhor cada etapa da cirurgia, observar as decisões tomadas pelos profissionais e acompanhar os movimentos realizados durante as intervenções.

O chefe do Serviço de Residência Médica em Cirurgia Geral, Pedro Funari, também destacou que a qualidade visual contribui para o desenvolvimento técnico dos futuros especialistas.

Assistência é realizada pelo SUS

Os procedimentos realizados no Hospital Escola atendem pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde.

A incorporação da torre representa uma atualização da estrutura disponível para a assistência pública e permite que técnicas modernas sejam utilizadas no atendimento da população.

A instituição deverá organizar o uso do equipamento conforme a programação do Bloco Cirúrgico, as prioridades clínicas e as especialidades atendidas.

A existência da tecnologia não altera os critérios de encaminhamento dos pacientes. O acesso continua ocorrendo de acordo com a regulação do SUS e com a avaliação das equipes responsáveis.

A indicação da videocirurgia dependerá da análise médica de cada caso.

Imagens mais precisas podem ampliar segurança

Durante uma intervenção, os profissionais precisam reconhecer diferenças de cor, textura e formato entre tecidos muito próximos.

Imagens com melhor resolução ajudam a identificar essas estruturas e a planejar os movimentos realizados com os instrumentos.

A tecnologia não substitui a experiência da equipe médica, mas funciona como um recurso adicional para apoiar a tomada de decisões.

O resultado final de uma cirurgia depende de diversos fatores, incluindo o quadro clínico, a complexidade do procedimento, a experiência dos profissionais e a resposta individual do paciente.

Com a entrada em operação da nova torre, o Hospital Escola amplia sua capacidade tecnológica e fortalece simultaneamente a assistência, o ensino e a formação de especialistas.

Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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