
Um homem foi preso em flagrante duas vezes em um intervalo inferior a 30 horas durante ações realizadas pela Polícia Civil de Dom Pedrito. A prisão mais recente ocorreu durante uma tentativa de golpe envolvendo falsos comprovantes de Pix contra uma empresa do ramo de alimentação situada na região central do município.
Na mesma ocorrência, um segundo suspeito também foi detido. A ação foi conduzida por policiais civis da Delegacia de Polícia de Dom Pedrito, sob coordenação do delegado Luís Alexandre Borba Camargo, com apoio de equipes da Brigada Militar.
Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, a empresa vinha registrando prejuízos ao longo de vários dias após receber comprovantes falsos de transferências realizadas por meio do Pix. Os suspeitos efetuavam pedidos, apresentavam os documentos como se os pagamentos tivessem sido concluídos e, posteriormente, retiravam os produtos.
Um dos episódios anteriores teria ocorrido no dia 14. Após perceberem que os valores não haviam sido efetivamente transferidos, funcionários da empresa procuraram a delegacia para registrar a ocorrência e apresentar os elementos disponíveis.
Enquanto o registro policial estava sendo realizado, os suspeitos teriam tentado aplicar novamente o mesmo golpe. A empresa recebeu um novo pedido acompanhado de outro suposto comprovante de pagamento, o que permitiu que os agentes acompanhassem a situação em tempo real.
Suspeitos foram monitorados durante nova tentativa
Ao serem informados sobre a nova movimentação, os policiais civis iniciaram o monitoramento da tentativa de retirada dos produtos. A Brigada Militar foi chamada para auxiliar na abordagem e na segurança da ocorrência.
Os dois homens foram detidos no momento em que, conforme a investigação, tentavam retirar os produtos utilizando mais um comprovante falso de Pix.
Imagens analisadas pelos investigadores teriam mostrado que um dos presos era o mesmo homem que já havia comparecido anteriormente ao estabelecimento. Esse elemento deverá ser reunido aos demais documentos, depoimentos e registros relacionados aos golpes denunciados pela empresa.
Os materiais recolhidos serão analisados durante a continuidade do inquérito. A Polícia Civil deverá verificar a quantidade de golpes praticados, o valor total do prejuízo e a possível participação de outras pessoas.
Também será apurado se os suspeitos utilizaram o mesmo método contra outros estabelecimentos comerciais do município ou da região.
Um dos presos havia sido detido no dia anterior
Um dos aspectos que chamou a atenção das autoridades foi o fato de um dos homens já ter sido preso em flagrante menos de 30 horas antes.
Na quinta-feira (16), ele havia sido alvo de um mandado de busca cumprido pela Delegacia de Polícia de Dom Pedrito durante uma investigação relacionada ao tráfico de drogas.
Durante a ação, os policiais localizaram entorpecentes e dinheiro. O homem foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante, mas acabou liberado ainda no mesmo dia após decisão judicial.
Conforme a Polícia Civil, o suspeito também havia sido preso em 2025 em outra ocorrência relacionada ao tráfico de drogas.
A existência de registros anteriores, entretanto, não representa condenação automática no caso mais recente. Cada fato precisa ser analisado separadamente, com respeito ao direito de defesa e às garantias previstas na legislação.
Delegado solicita nova prisão preventiva
Após a segunda prisão em flagrante, o delegado Luís Alexandre Borba Camargo representou novamente pela decretação da prisão preventiva do investigado.
O pedido será analisado pelo Poder Judiciário, que deverá avaliar os fundamentos apresentados pela Polícia Civil, a documentação reunida e os requisitos previstos na legislação.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e pode ser decretada durante uma investigação ou processo quando a Justiça entende que existem elementos suficientes para justificar a restrição da liberdade antes do julgamento.
Entre as situações analisadas podem estar a necessidade de garantir a ordem pública, preservar a investigação, evitar interferências na coleta de provas ou assegurar a aplicação da lei penal.
A decisão sobre a manutenção do homem no sistema prisional caberá exclusivamente ao Poder Judiciário.
Golpes com comprovantes falsos exigem atenção
O caso reforça a necessidade de comerciantes e prestadores de serviços confirmarem diretamente no aplicativo ou na conta bancária se o valor foi efetivamente recebido antes de liberar produtos.
Comprovantes enviados por mensagens podem ser adulterados ou criados digitalmente para apresentar dados semelhantes aos documentos emitidos por instituições financeiras.
A confirmação deve ser feita por meio do extrato bancário ou da notificação oficial do banco. Apenas a imagem do comprovante não garante que a transferência tenha sido concluída.
Empresas também devem preservar conversas, números de telefone, imagens de câmeras, dados dos pedidos e documentos encaminhados pelos suspeitos. Esses registros podem auxiliar a polícia na identificação dos envolvidos e na comprovação dos prejuízos.
Em caso de tentativa ou consumação de golpe, a orientação é não confrontar os suspeitos e comunicar imediatamente as forças de segurança.
Os dois homens presos foram apresentados à autoridade policial para os procedimentos legais. A investigação continuará para esclarecer todos os episódios relatados pela empresa e identificar possíveis outras vítimas.
A prisão em flagrante não representa condenação definitiva. Os investigados possuem direito à defesa, e eventual responsabilidade criminal será definida após o avanço do inquérito e as decisões do Poder Judiciário.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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