
Com a volta às aulas da rede municipal prevista para esta segunda-feira (3), famílias que vivem na Colônia Z3, em Pelotas, demonstram preocupação com as condições que as crianças e os adolescentes terão que enfrentar para chegar às escolas.
Imagens encaminhadas ao Pelotas Notícias mostram diversos trechos das ruas da comunidade cobertos por lama e grandes pontos de água acumulada. Em alguns locais, praticamente não há espaço seco para a passagem dos moradores, obrigando pedestres a atravessarem áreas alagadas ou caminharem pelas laterais das vias.
Para as famílias, a situação se torna ainda mais preocupante com o retorno das atividades escolares. Crianças poderão sair de casa e precisar atravessar a água e o barro, correndo o risco de chegar às escolas com calçados, uniformes e outros pertences molhados.
Os registros foram realizados na principal rua utilizada pelo ônibus dentro da Colônia Z3. Mesmo sendo uma das vias mais importantes para a circulação dos moradores e do transporte coletivo, o trecho apresenta poças extensas, buracos e grande quantidade de lama.
Segundo relatos encaminhados ao portal, as demais ruas internas da comunidade estariam em condições ainda mais graves. Moradores afirmam que existem locais onde o acesso se torna extremamente difícil após períodos de chuva, tanto para quem está a pé quanto para motoristas, ciclistas e motociclistas.
A situação também gera preocupação entre as famílias que dependem do transporte escolar. Mesmo quando o ônibus consegue circular pela via principal, muitas crianças precisam caminhar por ruas internas até chegar aos pontos de embarque.
Esse trajeto, conforme relatado pelos moradores, poderá ser realizado em meio à lama e à água parada. Além do desconforto, a comunidade aponta riscos de quedas, acidentes e danos aos materiais escolares transportados pelos estudantes.
As famílias afirmam que o problema não surgiu apenas com as últimas chuvas. A falta de drenagem adequada, as valetas obstruídas, os buracos e a ausência de material em determinados trechos são reclamações recorrentes dentro da Colônia Z3.
Moradores pedem uma ação urgente dos órgãos municipais responsáveis. Entre as medidas solicitadas estão a colocação de material adequado nas vias, o nivelamento das ruas, a limpeza das valetas e a criação de condições para o escoamento da água.
A comunidade também pede que os trabalhos sejam realizados de forma completa. Conforme os relatos, apenas passar máquinas sem colocar material pode revolver o solo e aumentar a quantidade de barro, agravando as dificuldades de circulação depois das chuvas.
Para os moradores, o retorno das aulas reforça a urgência da situação. Eles destacam que as crianças não deveriam precisar atravessar trechos alagados ou chegar à escola com roupas e calçados molhados por falta de condições mínimas nas ruas.
As imagens mostram que a água ocupa áreas extensas da via e encobre parte dos buracos. Durante a noite e no início da manhã, quando há menor visibilidade, os riscos para quem circula pelo local podem ser ainda maiores.
Além dos estudantes, a situação afeta trabalhadores, idosos e moradores que precisam sair diariamente para consultas, compras e outras atividades. A passagem de veículos também pode lançar água e barro sobre pedestres e residências próximas.
A comunidade espera que equipes da Prefeitura realizem uma vistoria e apresentem uma solução para os pontos mais críticos. Os moradores pedem prioridade para a principal rota do ônibus e para as ruas utilizadas pelas crianças no deslocamento até as escolas e pontos de embarque.
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Pelotas e dos órgãos municipais responsáveis pela manutenção das vias e pela infraestrutura da Colônia Z3.
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