
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Tapes, deflagrou entre os dias 22 e 23 de abril de 2026 a operação denominada “Galope do Tráfico”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de atuar de forma estruturada no tráfico de drogas no município.
A ação resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça após representação da autoridade policial responsável pela investigação. Os alvos são dois homens, de 18 e 23 anos, apontados como integrantes do grupo investigado.
Segundo informações da Polícia Civil, as investigações tiveram início a partir de levantamentos que indicavam a atuação organizada de um grupo criminoso com divisão de tarefas bem definida. Conforme apurado, os envolvidos atuariam em diferentes etapas da cadeia do tráfico, incluindo armazenamento, fracionamento, distribuição e comercialização de entorpecentes na cidade.
Ainda de acordo com a apuração, a estrutura criminosa apresentava características típicas de organização, com hierarquia interna e funções específicas atribuídas a cada integrante. Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a suposta liderança exercida por um indivíduo que já se encontra recolhido ao sistema prisional. Mesmo detido, ele continuaria, conforme a investigação, coordenando atividades ilícitas de dentro do presídio, incluindo a distribuição de drogas e a arrecadação de valores oriundos do tráfico.
A Polícia Civil também aponta que o grupo utilizaria práticas de intimidação e violência para cobrança de dívidas relacionadas à comercialização de entorpecentes, o que reforça a gravidade das atividades investigadas.
Outro aspecto que chamou a atenção durante as diligências foi a forma de atuação de um dos investigados, que, conforme relatado, realizava a entrega de drogas utilizando um cavalo como meio de locomoção. A estratégia, segundo os investigadores, teria como objetivo dificultar a identificação e abordagem por parte das forças de segurança, especialmente em áreas de menor circulação de viaturas. Essa característica peculiar acabou inspirando o nome da operação.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, as equipes policiais apreenderam aparelhos celulares, porções de drogas e outros objetos considerados relevantes para o andamento das investigações. O material recolhido deverá passar por análise, podendo contribuir para o aprofundamento das provas já reunidas.
Os investigados poderão responder por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, além de possíveis delitos relacionados à posse ou porte ilegal de arma de fogo, caso confirmados no decorrer das investigações.
A operação contou com o apoio de agentes de outras unidades da Polícia Civil da região, reforçando o trabalho integrado no combate ao tráfico de drogas e à criminalidade organizada. A mobilização de efetivo e recursos demonstra, segundo a corporação, o comprometimento institucional com ações qualificadas de repressão ao crime.
A Polícia Civil destaca ainda que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos, mapear a extensão da atuação do grupo e aprofundar a responsabilização penal dos integrantes.
A corporação também reforça a importância da colaboração da comunidade por meio de denúncias, que podem auxiliar no combate a crimes e na atuação das forças de segurança.














