
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou à Justiça, nesta terça-feira (26), o casal investigado pela morte do cão conhecido como “Branquinho”, caso ocorrido em novembro de 2025 no Bairro Coronel Aparício Borges, em Porto Alegre.
Conforme divulgado pelo promotor de Justiça Felipe Teixeira Neto, responsável pela denúncia, o animal teria sido submetido a extrema violência, incluindo agressões repetidas e arrastamento com uma corda, situação que teria causado a morte do cachorro. Ainda segundo o Ministério Público, câmeras de monitoramento instaladas na residência dos investigados registraram imagens relacionadas às agressões e ao descarte posterior do corpo do animal.
Além da denúncia envolvendo o cão “Branquinho”, o MPRS também apresentou uma segunda denúncia relacionada a maus-tratos contra outros animais encontrados sob responsabilidade do casal. Conforme as investigações, até o início de maio de 2026, os denunciados mantinham cães, gato, equinos e galináceos em condições consideradas extremamente precárias.
De acordo com o Ministério Público, os animais teriam sido encontrados sem alimentação adequada, sem acesso regular à água potável e em ambiente insalubre, com acúmulo de fezes e barro. Relatórios veterinários e laudos técnicos teriam apontado sofrimento físico e psicológico dos animais resgatados.
O Ministério Público solicitou à Justiça a prisão preventiva do homem investigado, além da suspensão imediata e por tempo indeterminado da guarda de quaisquer animais pelos denunciados. O órgão também informou que os investigados já responderiam a outro processo semelhante, circunstância citada como agravante nas denúncias apresentadas.
O caso segue em tramitação na Justiça.
Imagens divulgadas pelo MPRS.
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