
Um jovem pelotense, nascido e criado na Cohab 2, também conhecida como Cohab Tablada, compartilhou com o Pelotas Notícias parte da sua trajetória após viajar para a Ucrânia como voluntário. Aos 19 anos, ele conta que sempre teve vontade de seguir uma vida ligada ao meio militar e que decidiu buscar esse caminho fora do Brasil, em uma experiência marcada por risco, disciplina, adaptação e propósito pessoal.
Segundo o relato enviado ao Pelotas Notícias, o jovem vive atualmente na Ucrânia e afirma que chegou ao país de forma tranquila. Ele contou que teve a passagem custeada pelo governo ucraniano e que, ao chegar, foi bem recebido, respeitado e tratado de forma adequada pelas pessoas com quem teve contato.
Nascido e criado em Pelotas, o jovem mantém vínculos familiares na cidade. Conforme relatou, o pai, o irmão mais velho e a irmã seguem morando no município. A ligação com Pelotas permanece presente mesmo com a distância e com a rotina em outro país, marcada por treinamentos, adaptação cultural e a convivência em um ambiente de conflito.
O pelotense afirma que sempre teve vontade de atuar como militar de guerra. Segundo ele, o caminho tradicional do combate não despertava o mesmo interesse e, no ano passado, descobriu a possibilidade de realizar inscrição como voluntário no site oficial da Legião Internacional de Defesa da Ucrânia ou por meio de recrutadores ligados a batalhões específicos.
A partir dessa decisão, o jovem começou a organizar a documentação necessária. Ele relatou que retirou o passaporte no fim de 2025 e, em abril deste ano, iniciou o processo para poder viajar e servir na Ucrânia. A decisão, segundo ele, foi motivada por uma vontade antiga e por um sentimento de propósito.
A trajetória também foi cercada por preocupações. O jovem contou que recebeu apoio de algumas pessoas, mas que boa parte das reações foi marcada pelo medo e pela visão negativa de que ele estaria indo para uma situação de risco extremo. Ele reconhece que o risco existe e é constante, mas afirma estar realizado por servir em uma causa na qual acredita.
De acordo com o relato, os treinamentos realizados na Ucrânia são intensos e realistas. Ele descreve a rotina como exigente, com simulações de missões e preparação para situações de campo. O jovem afirma que esse processo faz parte da adaptação necessária para quem chega ao país com o objetivo de atuar como voluntário.
Mesmo diante da distância da família e da realidade dura do conflito, o pelotense diz seguir firme na decisão. Para ele, a experiência representa a realização de uma vontade pessoal e de um propósito que pretende manter “até o fim”, apesar das dificuldades e dos riscos.
A história chama atenção por envolver um jovem de Pelotas em uma realidade distante da rotina da cidade, mas que revela uma decisão individual tomada após planejamento, documentação e busca por informações. A presença de brasileiros em contextos internacionais de voluntariado militar costuma despertar curiosidade, preocupação e debate, especialmente pela gravidade dos riscos envolvidos.
O relato também mostra o impacto emocional de uma escolha como essa. De um lado, há o desejo pessoal de seguir uma missão ligada à vida militar. De outro, há a preocupação natural de familiares, amigos e pessoas próximas diante da possibilidade de exposição a situações perigosas.
Aos 19 anos, prestes a completar 20 no dia 28 de agosto, o jovem afirma estar consciente da decisão que tomou. Ele relata que se sente respeitado no ambiente em que está e que segue em processo de adaptação à nova rotina.
A experiência também carrega um forte contraste com a origem em Pelotas. Saindo de uma comunidade local, onde nasceu e foi criado, o jovem passou a viver em uma realidade marcada por treinamentos, disciplina e distância da família. A história reforça como trajetórias individuais podem tomar rumos inesperados e levar pessoas de diferentes lugares a experiências internacionais complexas.
O Pelotas Notícias preserva o relato como uma história pessoal, baseada nas informações enviadas pelo próprio jovem. A publicação busca apresentar a trajetória dele, sem estimular qualquer tipo de adesão a conflitos armados e sem romantizar os riscos envolvidos. Trata-se de uma decisão individual, tomada em um contexto específico e com consequências que exigem responsabilidade.
O jovem também mantém um perfil nas redes sociais, onde compartilha registros da rotina na Ucrânia. O Instagram informado por ele é @barcellos_ua.
A história do pelotense mostra uma escolha marcada por coragem, risco e convicção pessoal. Mesmo longe de casa, ele afirma seguir ligado à cidade onde nasceu e cresceu, enquanto vive uma experiência que transforma sua rotina e sua visão de mundo.
Instagram: @barcellos_ua
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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