
A dragagem da Hidrovia da Lagoa Mirim deve ter início em até 30 dias, conforme previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A ordem de serviço para elaboração dos projetos e execução da obra foi assinada nesta semana, marcando um avanço importante para a infraestrutura logística da região Sul do Rio Grande do Sul.
O investimento previsto é de aproximadamente R$ 51,3 milhões. O prazo estimado para a execução dos serviços é de 23 meses. A intervenção tem como objetivo garantir melhores condições de navegabilidade no trecho entre o Porto de Santa Vitória do Palmar e o Canal do Sangradouro, permitindo que embarcações possam circular com mais segurança e regularidade durante todo o ano.
A obra é considerada estratégica para o desenvolvimento regional, principalmente por fortalecer o transporte hidroviário e ampliar a capacidade de integração logística entre diferentes pontos do Estado. A Hidrovia da Lagoa Mirim está conectada ao Canal São Gonçalo, ao Porto de Pelotas e ao sistema hidroviário da Lagoa dos Patos, criando uma rota importante para o escoamento da produção e para a movimentação de cargas.
Com a dragagem, a expectativa é de que a navegação seja favorecida em períodos em que o baixo calado dificulta ou impede a circulação de embarcações. A melhoria da profundidade do canal deve ampliar a segurança operacional, reduzir limitações de passagem e permitir maior previsibilidade para empresas, produtores e operadores logísticos que dependem do transporte por água.
A intervenção também deve contribuir para a redução dos custos de transporte. O modal hidroviário é considerado uma alternativa importante para movimentação de cargas em grandes volumes, especialmente quando integrado a portos, rodovias e outros sistemas de escoamento. Com melhores condições de navegabilidade, a região pode ganhar competitividade e atrair novos investimentos.
Outro ponto destacado é a integração logística entre Brasil e Uruguai. A Lagoa Mirim tem posição estratégica na ligação entre os dois países, e a melhoria da hidrovia pode fortalecer a circulação de mercadorias, impulsionar a economia regional e ampliar as possibilidades de cooperação no transporte de cargas.
A obra também tem impacto direto sobre Pelotas, já que a hidrovia se conecta ao Canal São Gonçalo e ao Porto de Pelotas. A melhoria na navegação pode fortalecer o papel do município dentro do sistema hidroviário da Lagoa dos Patos, ampliando a importância da cidade na cadeia logística regional.
Além dos reflexos no transporte, a dragagem pode estimular o desenvolvimento econômico em municípios da região, com geração de empregos diretos e indiretos ao longo do período de execução e também após a conclusão da obra. A expectativa é de que a melhoria da infraestrutura ajude a impulsionar setores produtivos que dependem de alternativas mais eficientes para o escoamento da produção.
A assinatura da ordem de serviço representa uma etapa importante para tirar a intervenção do papel. A partir de agora, os trabalhos devem avançar com a elaboração dos projetos e a execução dos serviços previstos. O acompanhamento do cronograma será fundamental para garantir que a obra avance dentro do prazo estimado e atenda às necessidades da região.
A dragagem da Hidrovia da Lagoa Mirim é vista como uma obra de grande relevância para o fortalecimento do transporte hidroviário no Rio Grande do Sul. A melhoria da navegabilidade deve beneficiar o Porto de Santa Vitória do Palmar, o Canal do Sangradouro, o Canal São Gonçalo, o Porto de Pelotas e todo o sistema integrado à Lagoa dos Patos.
Com a execução da obra, a região poderá contar com uma alternativa logística mais eficiente, capaz de reduzir custos, melhorar a competitividade da produção local e ampliar as possibilidades de desenvolvimento econômico no Sul do Estado.
Fonte: GZH e DNIT
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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