Hospital Escola da UFPel incorpora torre de videocirurgia com imagens em resolução 4K

O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas passou a utilizar uma nova torre de videocirurgia equipada com tecnologia de resolução 4K. O equipamento entrou em funcionamento no início de julho e já está disponível no Bloco Cirúrgico da instituição. A nova estrutura substitui a torre utilizada anteriormente e amplia a qualidade das imagens obtidas durante procedimentos minimamente invasivos realizados pelo Sistema Único de Saúde. A tecnologia 4K oferece resolução aproximadamente quatro vezes superior à Full HD. Na prática, isso permite que os profissionais visualizem com maior nitidez vasos sanguíneos, nervos, tecidos e outras estruturas anatômicas. A qualidade das imagens possui influência direta na precisão dos movimentos realizados durante as cirurgias e pode contribuir para aumentar a segurança e a eficiência dos procedimentos. Atualmente, o Hospital Escola realiza cerca de 300 cirurgias videolaparoscópicas por ano. A nova torre deverá ser utilizada em diferentes especialidades e tipos de intervenção. Tecnologia auxilia procedimentos minimamente invasivos A videocirurgia permite que os médicos realizem determinados procedimentos por meio de pequenas incisões. Uma câmera é introduzida no organismo e transmite as imagens para um monitor instalado na sala cirúrgica. A equipe utiliza essa visualização para conduzir instrumentos e acompanhar todas as etapas da operação. Em comparação com cirurgias abertas tradicionais, os procedimentos minimamente invasivos podem proporcionar incisões menores, menor perda de sangue, redução do período de recuperação e menor tempo de internação, dependendo do quadro clínico e da técnica indicada. Nem todos os pacientes ou doenças podem ser tratados dessa forma. A escolha depende da avaliação do cirurgião, da condição do paciente e da disponibilidade dos recursos necessários. A nova torre oferece suporte para cirurgias videolaparoscópicas, videotoracoscópicas e outras intervenções que dependem de imagens em alta definição. Equipamento será utilizado em diferentes especialidades A estrutura poderá atender procedimentos das áreas de Cirurgia Geral, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Urologia, Cirurgia Torácica, Cirurgia Pediátrica, Ginecologia e Oncologia Cirúrgica. Cada especialidade poderá utilizar a tecnologia conforme as indicações clínicas e as características das cirurgias realizadas no Hospital Escola. Em operações delicadas, a identificação precisa de pequenos vasos, nervos e limites entre tecidos pode fazer diferença na condução do procedimento. A resolução 4K amplia os detalhes apresentados na tela e facilita a observação de alterações que poderiam ser menos visíveis em equipamentos antigos. A torre também possui componentes responsáveis pela captação, processamento, iluminação e transmissão das imagens para os monitores da sala. Formação de estudantes e residentes será fortalecida Além do impacto direto no atendimento aos pacientes, a nova tecnologia deverá contribuir para a formação dos estudantes de Medicina e dos profissionais que participam dos programas de residência. O Hospital Escola funciona como unidade assistencial e espaço de ensino. Durante os procedimentos, estudantes e residentes acompanham a atuação das equipes e desenvolvem habilidades técnicas sob supervisão. Segundo a gerente de Ensino e Pesquisa da instituição, Silvana Orlandi, a maior definição das imagens facilita a identificação das estruturas anatômicas e aprimora o processo de aprendizagem. Com a visualização ampliada, os residentes podem compreender melhor cada etapa da cirurgia, observar as decisões tomadas pelos profissionais e acompanhar os movimentos realizados durante as intervenções. O chefe do Serviço de Residência Médica em Cirurgia Geral, Pedro Funari, também destacou que a qualidade visual contribui para o desenvolvimento técnico dos futuros especialistas. Assistência é realizada pelo SUS Os procedimentos realizados no Hospital Escola atendem pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde. A incorporação da torre representa uma atualização da estrutura disponível para a assistência pública e permite que técnicas modernas sejam utilizadas no atendimento da população. A instituição deverá organizar o uso do equipamento conforme a programação do Bloco Cirúrgico, as prioridades clínicas e as especialidades atendidas. A existência da tecnologia não altera os critérios de encaminhamento dos pacientes. O acesso continua ocorrendo de acordo com a regulação do SUS e com a avaliação das equipes responsáveis. A indicação da videocirurgia dependerá da análise médica de cada caso. Imagens mais precisas podem ampliar segurança Durante uma intervenção, os profissionais precisam reconhecer diferenças de cor, textura e formato entre tecidos muito próximos. Imagens com melhor resolução ajudam a identificar essas estruturas e a planejar os movimentos realizados com os instrumentos. A tecnologia não substitui a experiência da equipe médica, mas funciona como um recurso adicional para apoiar a tomada de decisões. O resultado final de uma cirurgia depende de diversos fatores, incluindo o quadro clínico, a complexidade do procedimento, a experiência dos profissionais e a resposta individual do paciente. Com a entrada em operação da nova torre, o Hospital Escola amplia sua capacidade tecnológica e fortalece simultaneamente a assistência, o ensino e a formação de especialistas. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticiasMATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Pelotas disponibiliza 400 doses da vacina Pneumo20 para o público infantil

A Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas informou que as 400 doses da vacina Pneumo20 recebidas pelo Município já estão disponíveis para aplicação. O novo imunizante passa a integrar o atendimento relacionado ao calendário infantil e amplia a proteção contra doenças provocadas pela bactéria pneumococo. Neste momento, a vacina é destinada principalmente a crianças com idade a partir dos dois meses e menores de cinco anos. A aplicação depende da avaliação individual da caderneta de vacinação, pois o esquema pode variar conforme as doses anteriormente recebidas. Por esse motivo, os responsáveis devem apresentar a caderneta da criança no momento do atendimento. O profissional de saúde verificará quais vacinas já foram administradas, os intervalos entre elas e a necessidade de completar ou atualizar o esquema. As doses estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde do município, nos ambulatórios da Universidade Católica de Pelotas e da Universidade Federal de Pelotas, além da Casa da Vacina. Antes de comparecer, a população pode verificar o horário de funcionamento da unidade escolhida e confirmar a disponibilidade do serviço de vacinação naquele turno. Vacina protege contra 20 sorotipos A Pneumo20 foi desenvolvida para oferecer proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida como pneumococo. Essa bactéria pode provocar diferentes doenças, incluindo pneumonia, meningite, infecção generalizada, otite e outras complicações. Crianças pequenas, idosos e pessoas com determinadas condições de saúde podem apresentar maior risco de agravamento. A ampliação da cobertura para 20 sorotipos busca aumentar a proteção oferecida pelo calendário de vacinação e reduzir a circulação de variantes associadas às formas mais graves das doenças pneumocócicas. A vacinação não elimina todos os riscos de infecção, mas reduz a probabilidade de desenvolvimento de quadros graves e de complicações que podem exigir hospitalização. Calendário passa por período de transição A incorporação da Pneumo20 ao Sistema Único de Saúde ocorre de forma gradual. Durante essa etapa, diferentes vacinas pneumocócicas poderão continuar sendo utilizadas conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações e a disponibilidade dos estoques. O esquema informado para o período prevê uma dose da Pneumo20 aos dois meses de idade, uma dose da Pneumo10 aos quatro meses e uma dose de reforço da Pneumo20 aos 12 meses. A necessidade do reforço e a definição do esquema adequado devem ser confirmadas pelo profissional responsável pela vacinação. É necessário respeitar o intervalo mínimo recomendado entre as doses. Durante a transição, deve haver pelo menos 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas Pneumo13 e Pneumo23 continuarão sendo utilizadas nas situações previstas pelo Programa Nacional de Imunizações enquanto ocorre a substituição gradual e a organização dos estoques. Avaliação da caderneta é indispensável Como existem diferentes situações possíveis, a Secretaria orienta que os responsáveis não tentem definir o esquema apenas com base na idade da criança. O histórico registrado na caderneta é indispensável para identificar doses anteriores, atrasos, intervalos e possíveis necessidades de atualização. Crianças que iniciaram o esquema com outra vacina pneumocócica poderão receber orientações específicas para dar continuidade à imunização. A decisão será tomada pelo profissional de saúde com base nas normas vigentes e nas informações apresentadas pela família. A caderneta deve ser preservada e levada a todas as consultas e campanhas. O documento permite acompanhar não apenas a vacinação, mas também outras informações relevantes sobre a saúde infantil. Casos especiais podem ser avaliados pelo CRIE Pessoas que não fazem parte das indicações rotineiras do calendário infantil podem ter acesso a vacinas pneumocócicas em situações específicas, mediante avaliação do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais. O atendimento nesses casos depende de indicação clínica e da apresentação dos documentos solicitados, como relatório ou solicitação médica, receita, exames e identificação da condição de saúde. O CRIE atende pessoas que possuem doenças, tratamentos ou condições que alteram o risco de infecções e exigem esquemas diferenciados. A existência de uma condição de saúde não significa automaticamente que determinada vacina será indicada. A definição depende da análise médica e dos protocolos do Ministério da Saúde. Vacinação reduz risco de formas graves A imunização infantil é uma das principais estratégias de prevenção de doenças transmissíveis e de redução da mortalidade. A proteção contra o pneumococo possui importância especial porque a bactéria pode causar infecções invasivas, principalmente em crianças nos primeiros anos de vida. Ao manter o esquema atualizado, os responsáveis contribuem para a proteção individual da criança e para a redução da circulação das variantes contempladas pelas vacinas. A chegada das 400 doses amplia a capacidade de atendimento em Pelotas e permite iniciar a adaptação do calendário à nova vacina. A orientação é procurar uma unidade de vacinação com a caderneta da criança e seguir as recomendações fornecidas pela equipe de saúde. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticiasMATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Anvisa atualiza critérios para a composição das vacinas contra a Covid-19 no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma atualização das regras relacionadas à composição das vacinas contra a Covid-19 comercializadas e utilizadas no Brasil. A decisão foi tomada durante a 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Agência, realizada na quarta-feira, 8 de julho de 2026. A medida busca manter os imunizantes disponíveis no país alinhados ao cenário epidemiológico e às variantes mais recentes do vírus SARS-CoV-2 em circulação. Como o coronavírus sofre alterações ao longo do tempo, a composição das vacinas precisa ser revisada periodicamente para preservar uma resposta adequada contra as linhagens predominantes. Pelas novas diretrizes, a recomendação preferencial permanece para vacinas monovalentes que tenham a variante LP.8.1 como antígeno. Essa linhagem já vinha sendo utilizada como referência nas atualizações anteriores aprovadas para os imunizantes contra a doença. A norma também admite vacinas desenvolvidas a partir da cepa JN.1, incluindo variantes derivadas como XFG e NB.1.8.1. Para que essas formulações sejam aceitas, os fabricantes deverão apresentar informações que demonstrem respostas amplas e robustas de anticorpos neutralizantes ou eficácia contra as variantes do coronavírus que estiverem circulando. Na prática, a atualização representa uma regra técnica direcionada principalmente aos laboratórios, fabricantes e responsáveis pelos pedidos de registro ou alteração dos imunizantes. As empresas precisam demonstrar que a composição proposta mantém os padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos pela autoridade sanitária. A decisão não significa a criação de uma nova campanha de vacinação, nem altera automaticamente o número de doses indicado para cada pessoa. Também não representa a retirada imediata de todos os imunizantes que estejam disponíveis nos serviços de saúde. As estratégias de vacinação, a definição dos públicos prioritários, os intervalos entre as doses e a distribuição dos imunizantes permanecem sob responsabilidade do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações. A população deve seguir as orientações divulgadas pelos órgãos de saúde e pelas equipes responsáveis pela vacinação em cada município. A atualização da composição das vacinas é um procedimento adotado para acompanhar a evolução do vírus. Assim como ocorre com outros agentes infecciosos, o SARS-CoV-2 passa por mutações que podem originar novas linhagens. Algumas dessas variantes conseguem ganhar predominância e substituir as anteriores ao longo do tempo. Por esse motivo, autoridades sanitárias e instituições científicas acompanham os dados epidemiológicos, a circulação das variantes, os casos registrados e a resposta oferecida pelos imunizantes disponíveis. Essas informações auxiliam na escolha das linhagens que deverão servir de referência para as próximas formulações. A vacina monovalente é aquela desenvolvida com base em uma única variante ou linhagem do vírus. A utilização da LP.8.1 como antígeno preferencial tem o objetivo de aproximar a composição dos imunizantes das características observadas nas variantes mais recentes. Já a possibilidade de utilização de formulações derivadas da JN.1 oferece alternativas para garantir o acesso às vacinas, desde que os produtos apresentem evidências suficientes de proteção contra as linhagens em circulação. A Anvisa já havia aprovado, em março de 2026, uma atualização que mantinha a cepa LP.8.1 e admitia o uso da JN.1 para evitar atrasos na vacinação. A nova deliberação acrescenta critérios relacionados às variantes derivadas e à demonstração de resposta imunológica ou eficácia. Antes de serem disponibilizadas, as novas composições continuam submetidas à avaliação regulatória. Essa análise considera informações técnicas sobre o processo de fabricação, estabilidade, controle de qualidade, segurança e capacidade de produzir uma resposta imunológica adequada. A atualização da fórmula não significa que todo o processo de avaliação seja reiniciado do zero. Entretanto, as alterações precisam ser analisadas e autorizadas pela Agência antes de serem implementadas pelos fabricantes. A decisão também não modifica as recomendações individuais de vacinação. Pessoas com dúvidas sobre o esquema indicado, atrasos nas doses, condições de saúde ou possíveis contraindicações devem buscar orientação em uma unidade de saúde. A vacinação continua sendo uma das estratégias utilizadas para reduzir o risco de formas graves da Covid-19, especialmente entre idosos, pessoas imunocomprometidas e integrantes de outros grupos definidos pelas autoridades de saúde. A atualização periódica pretende permitir que os produtos acompanhem as mudanças do vírus sem abandonar os critérios de segurança e qualidade. O processo segue uma lógica semelhante à utilizada na atualização de outros imunizantes cuja composição precisa ser ajustada conforme a circulação viral. A norma aprovada pela Diretoria Colegiada deverá orientar os próximos pedidos apresentados pelos fabricantes e as análises realizadas pela Agência. Dessa forma, futuras vacinas contra a Covid-19 disponibilizadas no Brasil deverão atender aos critérios definidos para as linhagens recomendadas. É importante destacar que a atualização técnica da composição não deve ser interpretada como motivo para adiar uma dose recomendada pelas autoridades sanitárias. As pessoas devem acompanhar as orientações do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais. As informações oficiais sobre públicos atendidos, disponibilidade de doses e locais de vacinação são divulgadas pelos órgãos responsáveis pelo Programa Nacional de Imunizações e pela organização dos serviços de saúde em cada cidade. Com a nova decisão, a Anvisa busca garantir que os imunizantes contra a Covid-19 utilizados no país continuem acompanhando as alterações do coronavírus e mantenham evidências adequadas de proteção contra as variantes em circulação. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias MATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA 📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627 📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
UBS DE PELOTAS AMPLIAM HORÁRIO E PASSAM A ATENDER DURANTE A NOITE

Unidades Básicas de Saúde de diferentes regiões de Pelotas estão oferecendo atendimento em horário estendido, com o objetivo de facilitar o acesso de moradores que trabalham durante o dia ou encontram dificuldades para procurar os serviços no horário convencional. A UBS Barro Duro terá atendimento até as 22h. Na UBS Osório, o funcionamento será estendido até as 20h. Já as unidades Py Crespo, Bom Jesus e Guabiroba permanecerão abertas até as 21h. A ampliação permite que a população procure atendimento básico de saúde no período noturno, evitando que situações que podem ser acompanhadas nas unidades sejam direcionadas aos serviços de urgência. Confira os horários: UBS Barro Duro: atendimento até as 22h UBS Osório: atendimento até as 20h UBS Py Crespo: atendimento até as 21h UBS Bom Jesus: atendimento até as 21h UBS Guabiroba: atendimento até as 21h A orientação é que os moradores busquem a unidade mais próxima e verifiquem os serviços disponíveis durante o horário estendido. Envie sua notícia: (53) 99705-1627 Postado por: @jornalpelotasnoticias SIGA: @pelotaspopular Leia tudo no portal oficial: https://portalpelotasnoticias.com.br #pelotasnoticias #jornalpelotasnoticias #absolutamentetudosobrepelotas
Família denuncia espera prolongada por leito e pacientes acomodados nos corredores do Pronto-Socorro de Pelotas

Uma família procurou o Pelotas Notícias para relatar a situação enfrentada durante os últimos dias no Pronto-Socorro de Pelotas. De acordo com a denunciante, o pai permanece há aproximadamente quatro dias na unidade, após ser atendido por um quadro de infecção no pé, aguardando transferência para um leito hospitalar. Segundo a filha do paciente, ele recebeu atendimento e teve o membro afetado protegido com curativos, mas continuava acomodado em uma maca no corredor enquanto aguardava encaminhamento para um quarto. A família afirma estar preocupada com a evolução do quadro e entende que a internação hospitalar precisa ocorrer com urgência. As imagens encaminhadas ao Pelotas Notícias mostram diferentes macas posicionadas nos corredores da unidade, algumas ocupadas por pacientes cobertos com mantas. Também aparecem cadeiras e equipamentos hospitalares distribuídos ao longo da passagem. Em outro relato encaminhado durante a madrugada, a denunciante afirmou que um casal já atendido permanecia sentado em cadeiras enquanto aguardava a disponibilidade de leitos. Conforme a manifestação, naquele momento também não haveria maca disponível para acomodar essas pessoas. A reportagem preserva os nomes, os rostos e outras informações que poderiam identificar os pacientes. Os registros são utilizados para demonstrar as condições relatadas pela família, sem divulgar prontuários, diagnósticos completos ou dados pessoais protegidos. A permanência de pacientes nos corredores evidencia a pressão enfrentada pelo atendimento de urgência e emergência, especialmente quando a demanda por internações é superior à quantidade de leitos disponíveis na rede hospitalar. O Pronto-Socorro realiza o atendimento inicial, a avaliação e a estabilização dos pacientes. Quando a equipe médica define a necessidade de internação, o encaminhamento depende da disponibilidade de vaga compatível com o quadro apresentado. Enquanto essa vaga não é liberada, o paciente pode permanecer na unidade aguardando a regulação. A demora, no entanto, gera preocupação entre familiares e pode dificultar o conforto, a privacidade e o acompanhamento adequado das pessoas internadas provisoriamente nos corredores. No interior do Pronto-Socorro existe um aviso que reproduz o conteúdo de uma decisão judicial relacionada ao tempo de permanência de pacientes na unidade à espera de leito em hospital geral. O texto informa que, após a definição médica, o tempo indicado seria de até 72 horas para a disponibilização de leito clínico e de até 48 horas para leito de Unidade de Terapia Intensiva. O aviso também menciona a possibilidade de aplicação de multa diária de R$ 10 mil por paciente em caso de descumprimento. A redação do aviso corresponde ao conteúdo previsto na legislação municipal que determinou a exposição dessa informação em local visível no Pronto-Socorro. Documentação oficial do Ministério Público do Rio Grande do Sul reproduz os prazos e a referência ao processo judicial mencionado na placa. A existência do aviso, contudo, não significa que a multa seja aplicada automaticamente. A análise depende das condições específicas do paciente, da definição médica, do tempo efetivamente transcorrido, da disponibilidade de leitos e da avaliação dos órgãos jurídicos competentes. Por esse motivo, a reportagem não afirma que houve descumprimento judicial no caso relatado. Essa conclusão somente pode ser tomada após análise documental, incluindo prontuário, horário da indicação médica de internação, classificação do leito necessário e registros do sistema de regulação. A família afirma que o período de espera já ultrapassou quatro dias. Essa informação foi repassada pela denunciante e ainda não foi confirmada oficialmente pela administração da unidade. Também não foram fornecidos à reportagem documentos médicos que permitam confirmar o horário exato em que foi indicada a internação, o tipo de leito solicitado ou a posição atual do paciente no sistema de regulação. A publicação da denúncia tem como objetivo chamar atenção para as condições observadas e solicitar esclarecimentos dos responsáveis, sem antecipar conclusões sobre eventual falha, negligência ou responsabilidade de profissionais e instituições. É importante destacar que a ausência de leitos pode envolver diferentes hospitais e órgãos da rede pública de saúde. A situação não depende exclusivamente dos trabalhadores que atuam diretamente no Pronto-Socorro, responsáveis pelo atendimento de pacientes em condições frequentemente graves e complexas. As imagens mostram profissionais circulando em uma unidade com diversas pessoas em atendimento. A denúncia apresentada pela família é direcionada principalmente à demora para transferência e às condições de permanência nos corredores, e não acusa nominalmente médicos, enfermeiros ou demais trabalhadores. A família relata preocupação especial com a infecção apresentada pelo paciente. O Pelotas Notícias não realizará qualquer interpretação sobre a gravidade da lesão a partir das fotografias, pois somente a equipe médica responsável pode avaliar o diagnóstico, a evolução e o tratamento necessário. A divulgação das imagens do membro afetado será feita com cautela, evitando exposição desnecessária e respeitando a dignidade do paciente. Casos envolvendo demora na disponibilização de leitos podem ser registrados nos canais oficiais de atendimento e fiscalização, como a Ouvidoria do SUS, o Ministério Público e a Defensoria Pública. Cada órgão avaliará os documentos e as circunstâncias antes de orientar ou adotar medidas. O aviso instalado no Pronto-Socorro também informa que situações relacionadas à decisão judicial podem ser apresentadas ao Ministério Público, à Defensoria Pública ou analisadas por advogado. A busca por esses órgãos é uma decisão da família e não representa confirmação prévia de irregularidade. A reportagem solicitará esclarecimentos sobre o número de pacientes que aguardavam leitos, a quantidade de pessoas acomodadas nos corredores, a situação do paciente citado e as providências adotadas para encaminhamento à rede hospitalar. Também será solicitado posicionamento sobre a disponibilidade de macas e sobre os protocolos utilizados quando a capacidade interna do Pronto-Socorro está próxima do limite. O Pelotas Notícias reforça que as informações publicadas sobre o período de espera e as condições enfrentadas pelo paciente são baseadas no relato da família e nas imagens encaminhadas. O espaço permanece aberto para manifestação do Pronto-Socorro de Pelotas, da Secretaria Municipal de Saúde, da gestão municipal e das instituições hospitalares envolvidas na regulação dos leitos. A matéria poderá ser atualizada caso sejam encaminhados esclarecimentos oficiais, documentos ou novas informações sobre a transferência do paciente. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticiasMATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Pessoas em situação de rua ocupam espaços no Centro de Pelotas e evidenciam desafio do acolhimento social

Imagens registradas durante a noite no Centro de Pelotas mostram colchões, lonas, coberturas improvisadas e diferentes objetos pessoais organizados junto a uma edificação pública. O espaço vem sendo utilizado como proteção por pessoas em situação de rua, especialmente durante períodos de chuva, umidade e temperaturas mais baixas. A cena evidencia um dos problemas sociais mais complexos enfrentados pelos municípios. A situação de rua não possui uma causa única e pode envolver desemprego, falta de moradia, rompimento de vínculos familiares, violência doméstica, dependência química, dificuldades relacionadas à saúde mental, perda de documentos e ausência de uma rede de apoio. Em Pelotas, equipes ligadas à assistência social realizam abordagens e oferecem encaminhamento para serviços de acolhimento. Entretanto, nem todas as pessoas encontradas nas ruas aceitam a transferência para os abrigos ou estruturas disponibilizadas pelo município. Essa recusa não deve ser interpretada de forma simplificada como falta de interesse em receber ajuda. Existem diferentes fatores que podem influenciar a decisão de permanecer no local onde a pessoa já organizou seus pertences e estabeleceu vínculos. Algumas pessoas têm receio de perder documentos, roupas, equipamentos de trabalho informal e outros objetos acumulados ao longo do tempo. Outras permanecem acompanhadas por animais e encontram dificuldades para acessar espaços que não permitem a entrada dos bichos. Também podem existir situações envolvendo casais, famílias ou grupos que não desejam ser separados. Regras de convivência, horários, necessidade de identificação, proibição do consumo de determinadas substâncias e experiências negativas anteriores também podem dificultar a adesão ao acolhimento institucional. Há ainda pessoas que enfrentam transtornos de saúde mental ou dependência química e necessitam de acompanhamento especializado. Nesses casos, apenas disponibilizar uma vaga não é suficiente para produzir uma mudança imediata. O trabalho precisa envolver abordagem humanizada, acompanhamento contínuo e construção de confiança. Em muitos casos, são necessárias várias visitas até que a pessoa aceite conversar, receber atendimento ou considerar a possibilidade de deixar a rua. Mesmo diante da recusa ao acolhimento, as equipes podem oferecer orientações, roupas, cobertores, alimentação, encaminhamento para atendimento de saúde e apoio para emissão de documentos. A continuidade do contato é importante para que a pessoa reconheça os profissionais e saiba onde procurar ajuda quando decidir aceitar algum tipo de encaminhamento. A legislação e as políticas de assistência social reconhecem a autonomia da população adulta. Quando não existe uma situação de risco que exija intervenção emergencial ou uma determinação das autoridades competentes, a pessoa não pode ser retirada à força simplesmente por estar ocupando um espaço público. Essa realidade impõe um desafio para o município. Ao mesmo tempo em que precisa proteger a vida e oferecer alternativas, o poder público também deve respeitar direitos individuais e evitar abordagens que tratem a população em situação de rua como um problema policial. A presença de estruturas improvisadas em áreas centrais costuma gerar preocupação entre moradores, comerciantes e pessoas que circulam pela região. Existem questionamentos relacionados à higiene, segurança, uso das calçadas e conservação dos espaços públicos. Essas preocupações precisam ser consideradas, mas a resposta não pode se limitar à retirada dos pertences ou ao deslocamento das pessoas para outro ponto da cidade. Sem uma solução social efetiva, o problema apenas muda de endereço. A atuação integrada entre assistência social, saúde, habitação, segurança pública e órgãos responsáveis pela manutenção urbana é fundamental. Cada pessoa possui uma trajetória diferente e pode necessitar de um tipo específico de atendimento. Algumas precisam de acolhimento temporário. Outras necessitam de tratamento de saúde, recuperação de documentos, acesso a benefícios, qualificação profissional ou apoio para restabelecer vínculos familiares. Também existem casos em que o retorno à família não é seguro ou possível. Por isso, a construção de uma saída das ruas precisa ser individualizada e acompanhada por profissionais capacitados. Os períodos de frio e chuva aumentam a preocupação. A exposição prolongada à umidade, ao vento e às baixas temperaturas pode provocar hipotermia, infecções respiratórias e agravamento de doenças preexistentes. Pessoas que dormem em calçadas e marquises também ficam mais expostas à violência, furtos, acidentes e atropelamentos. O risco é maior durante a madrugada, quando existe menor circulação e redução da vigilância natural das vias. Nesses períodos, a oferta de abrigo precisa ser acompanhada de busca ativa e reforço das equipes. Também é necessário garantir condições adequadas de higiene, alimentação, segurança e respeito dentro dos locais de acolhimento. A qualidade do serviço influencia diretamente a decisão de aceitar ou não uma vaga. Ambientes que transmitem segurança, preservam a dignidade e permitem o atendimento de necessidades individuais tendem a construir maior confiança. A população também pode ajudar. Doações de roupas em bom estado, cobertores, produtos de higiene e alimentos devem ser direcionadas preferencialmente aos serviços e organizações que já trabalham com esse público. A entrega direta pode ser realizada com respeito e cuidado, mas é importante evitar exposição, fotografias invasivas ou cobranças. A ajuda não deve ser condicionada à aceitação de conselhos, julgamentos ou decisões impostas. Em situações de emergência, quando uma pessoa aparentar estar desacordada, apresentar confusão, dificuldade para respirar ou sinais de hipotermia, é necessário acionar o atendimento de saúde. A situação observada no Centro de Pelotas reforça que o enfrentamento da realidade das ruas exige mais do que intervenções pontuais. É necessário manter políticas permanentes de acolhimento, saúde, habitação e reinserção social. Também é importante criar estratégias para evitar que novas pessoas cheguem às ruas. Prevenção de despejos, apoio a famílias em vulnerabilidade, acesso ao aluguel social, tratamento de saúde mental e políticas de geração de renda podem reduzir o agravamento do problema. O município precisa acompanhar cada caso, registrar as abordagens e avaliar quais alternativas estão sendo oferecidas. A existência de uma vaga de abrigo é importante, mas não encerra a responsabilidade do poder público quando a pessoa não aceita o encaminhamento. A recusa deve ser compreendida como parte de um processo. O vínculo pode levar tempo, principalmente quando a pessoa acumulou experiências de abandono, violência ou desconfiança em relação às instituições. As imagens registradas no Centro mostram uma realidade que permanece visível, mas que muitas vezes se torna naturalizada no cotidiano da
Campanha “Sou Servidor, Sou Doador” encerra nesta sexta-feira em Pelotas

A 5ª edição da Campanha “Sou Servidor, Sou Doador” encerra nesta sexta-feira (10), em Pelotas. A iniciativa, promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Recursos Humanos, incentiva servidores do Executivo e do Legislativo municipal a realizarem doação de sangue no Hemocentro Regional de Pelotas. A campanha está ligada ao Junho Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de sangue. Mesmo após o período nacional de mobilização, a ação segue com o objetivo de reforçar os estoques do HemoPel e estimular a participação dos servidores públicos em uma prática solidária que pode salvar vidas. A proposta busca mobilizar parte dos mais de 10 mil funcionários da Prefeitura e da Câmara Municipal. A participação dos servidores é considerada importante para ajudar a manter o banco de sangue abastecido e, ao mesmo tempo, incentivar a comunidade a aderir à doação regular. O Hemocentro Regional de Pelotas atende uma demanda ampla. Além de contribuir com hospitais de Pelotas, como o São Francisco de Paula e a Beneficência Portuguesa, o banco de sangue também auxilia o Pronto-Socorro de Pelotas, municípios da Zona Sul e algumas cidades da região da Campanha. A necessidade regional gira em torno de cerca de 1,2 mil doadores por mês. Durante a campanha, os servidores que realizarem a doação de sangue até esta sexta-feira passam a ter direito a duas folgas. Uma delas é concedida no próprio dia da doação. A segunda poderá ser combinada posteriormente com a chefia imediata, dentro do prazo de até seis meses. Para garantir o benefício, o servidor precisa apresentar o comprovante de doação no Departamento de Saúde e Segurança, localizado na rua General Osório, 938. A entrega deve ser feita pessoalmente para que o registro seja validado. A campanha foi aberta oficialmente no dia 11 de junho, em cerimônia realizada no Largo do Mercado Central. O lançamento contou com atividades de mobilização e atrações, incluindo a apresentação da Banda da Brigada Militar. A iniciativa também contou com articulação entre diferentes setores e instituições parceiras para facilitar o deslocamento dos voluntários até o HemoPel durante a programação. A doação de sangue é um ato simples, mas essencial para o funcionamento da rede de saúde. O sangue doado pode ser utilizado em cirurgias, atendimentos de urgência, tratamentos oncológicos, casos de anemia grave, acidentes, complicações clínicas e diversas situações em que pacientes dependem de transfusão. Para doar, é necessário atender a alguns critérios básicos. O doador deve ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Pessoas entre 16 e 18 anos precisam apresentar autorização dos pais ou responsáveis. Também é necessário estar alimentado, hidratado, ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior e apresentar documento oficial com foto. Quem pretende doar não deve ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. Também é preciso estar sem sintomas gripais. Em casos de contato recente com pessoas com Influenza ou Covid-19, a orientação é aguardar o período necessário para garantir que não houve contágio. Pessoas que tiveram Influenza ou Covid-19 também devem respeitar prazo de recuperação antes de doar. No caso de vacinação contra a gripe ou imunização com CoronaVac, o intervalo recomendado é de dois dias. Para outras vacinas contra a Covid-19, o prazo é de sete dias. Outro ponto importante é respeitar os intervalos entre as doações. Conforme o protocolo sanitário, mulheres podem doar sangue a cada 90 dias, enquanto homens podem doar a cada 60 dias. O respeito a esses intervalos garante a segurança do doador e a qualidade do sangue coletado. O HemoPel está localizado na avenida Bento Gonçalves, 4569, atrás do Colégio Municipal Pelotense. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, sem interrupção ao meio-dia. O local também disponibiliza canais de contato para informações e agendamentos. A campanha “Sou Servidor, Sou Doador” reforça a importância da solidariedade dentro do serviço público. Ao participar, servidores municipais contribuem diretamente para o atendimento de pacientes que dependem dos estoques do Hemocentro. A mobilização também serve como exemplo para a população. A doação de sangue precisa ocorrer durante todo o ano, não apenas em momentos de campanha ou emergência. Manter os estoques em níveis adequados é fundamental para que hospitais e unidades de saúde consigam responder às demandas de forma segura. Com o encerramento da campanha nesta sexta-feira, a Prefeitura reforça o chamado aos servidores que ainda não participaram. A adesão até o último dia pode ajudar a ampliar o número de bolsas coletadas e fortalecer o atendimento regional. A doação de sangue é um gesto de responsabilidade coletiva. Em poucos minutos, o doador pode contribuir para salvar vidas e oferecer esperança a pacientes e famílias que enfrentam momentos delicados de saúde. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias MATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA 📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627 📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Secretaria de Saúde promove seminário sobre emergências climáticas em Pelotas

Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde participaram do seminário “Emergências Climáticas: Vivência e Planejamento em Pelotas”, realizado na terça-feira (7), como parte do cronograma do Programa de Residências em Saúde. A atividade foi voltada aos residentes da área médica e multiprofissional e teve como foco a preparação das equipes para situações de maior impacto relacionadas a eventos climáticos extremos. O encontro reuniu representantes do Departamento de Vigilância em Saúde, da Rede de Atenção Psicossocial e da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. A integração entre diferentes áreas foi um dos pontos centrais da atividade, já que situações de emergência climática exigem respostas rápidas, planejamento prévio e atuação conjunta entre os serviços públicos. Durante o seminário, foram discutidos temas relacionados ao Plano de Contingência Participativo do Município, ferramenta essencial para organizar as ações que devem ser adotadas antes, durante e depois de eventos climáticos de grande proporção. O planejamento busca orientar fluxos de atendimento, definir responsabilidades e fortalecer a capacidade de resposta das equipes em situações de risco. A pauta também abordou a importância do cuidado com a saúde mental em cenários de emergência. Enchentes, alagamentos, desabrigamento, perdas materiais e interrupção da rotina podem gerar impactos emocionais significativos na população atingida. Por isso, a presença da Rede de Atenção Psicossocial no debate foi considerada fundamental para reforçar a necessidade de acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento das pessoas em situação de sofrimento. Além da saúde mental, o Departamento de Vigilância em Saúde compartilhou experiências práticas sobre a atuação durante as enchentes. As equipes relataram trabalhos relacionados à prevenção de surtos, ao monitoramento de riscos ambientais e ao controle de doenças transmissíveis, aspectos que ganham relevância em períodos de alagamento e deslocamento de famílias. Em situações de emergência climática, a saúde pública precisa atuar em diferentes frentes ao mesmo tempo. Entre as preocupações estão a qualidade da água, o risco de contaminação, a circulação de doenças, a presença de animais peçonhentos, a exposição prolongada à umidade e as condições de higiene em áreas atingidas. Todos esses fatores exigem vigilância constante e orientação adequada à população. O seminário buscou justamente preparar os profissionais para lidar com esse conjunto de desafios. A capacitação de residentes da área médica e multiprofissional amplia a capacidade de resposta da rede e contribui para que os futuros profissionais estejam mais preparados para atuar em contextos de crise. A troca de experiências entre os setores também permite que os participantes compreendam melhor o funcionamento das ações integradas. Em eventos climáticos extremos, a atuação isolada de uma única área costuma ser insuficiente. Saúde, defesa civil, assistência social, vigilância, atenção básica e rede psicossocial precisam trabalhar de forma coordenada para garantir atendimento mais eficiente à população. Outro ponto destacado durante a atividade foi a necessidade de antecipação. O planejamento em emergências climáticas não deve começar apenas quando o evento já está em andamento. Mapear riscos, organizar equipes, definir fluxos, capacitar profissionais e orientar a comunidade são etapas fundamentais para reduzir danos e proteger vidas. Pelotas já enfrentou situações recentes que reforçaram a importância desse tipo de preparação. As enchentes e os impactos provocados por eventos climáticos evidenciaram a necessidade de respostas rápidas e de equipes treinadas para atuar em diferentes cenários. A experiência acumulada nesses momentos serve agora como base para aperfeiçoar protocolos e fortalecer a rede municipal. A participação dos residentes também tem papel estratégico. Por estarem em processo de formação prática dentro dos serviços de saúde, esses profissionais precisam compreender a realidade do município e os desafios que podem surgir em momentos de emergência. O seminário oferece uma formação complementar importante, conectando teoria, vivência e planejamento. A proposta da Secretaria de Saúde é qualificar a atuação dos profissionais e fortalecer a preparação da rede para possíveis eventos futuros. A capacitação permite que as equipes estejam mais alinhadas, com maior clareza sobre os procedimentos e sobre a importância do trabalho integrado. Além do atendimento imediato, as emergências climáticas também exigem acompanhamento no período posterior ao evento. Muitas consequências aparecem dias ou semanas depois, como agravamento de doenças, sofrimento emocional, dificuldades de acesso a medicamentos, problemas de saneamento e necessidade de monitoramento em áreas de risco. Por isso, a preparação precisa envolver ações de curto, médio e longo prazo. O seminário “Emergências Climáticas: Vivência e Planejamento em Pelotas” reforça a importância de tratar o tema como uma prioridade permanente. A realidade climática tem exigido cada vez mais preparo dos municípios, especialmente em regiões vulneráveis a chuvas intensas, alagamentos e outros eventos extremos. Com a realização da atividade, a Secretaria Municipal de Saúde busca fortalecer a formação dos profissionais e aprimorar a capacidade de resposta da rede pública. A integração entre vigilância, saúde mental, defesa civil e demais setores é essencial para que Pelotas esteja mais preparada para proteger a população em situações de emergência. A ação também destaca o papel da prevenção. Investir em planejamento e capacitação antes que uma crise aconteça é uma forma de reduzir riscos, evitar improvisos e garantir que a população receba atendimento mais organizado e seguro quando necessário. O encontro contribuiu para ampliar o debate sobre saúde pública e mudanças climáticas, mostrando que os impactos desses eventos vão além da infraestrutura e atingem diretamente a vida, a saúde e o bem-estar das pessoas. Por isso, a atuação qualificada dos profissionais é parte fundamental da resposta municipal. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias MATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA 📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627 📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Inscrições abertas para a I Mostra Pelotas Aqui tem SUS

Estão abertas as inscrições para a I Mostra Pelotas Aqui tem SUS, evento que será realizado no dia 12 de dezembro, das 10h às 15h, com foco na apresentação de trabalhos desenvolvidos por profissionais e estudantes que atuam em serviços vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas. A iniciativa busca estimular, valorizar e divulgar atividades, experiências e serviços realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde no município. A proposta é criar um espaço de troca de conhecimentos, apresentação de práticas e fortalecimento das ações desenvolvidas no cotidiano da saúde pública. As inscrições devem ser realizadas entre os dias 6 de julho e 15 de outubro, por meio do edital disponível no link: https://transparencia.pelotas.com.br/informacoespublicas/publicacoes/publicacao.php?id_publicacao=389&ano=2026 A mostra é voltada para profissionais e estudantes que atuam em serviços ligados à Secretaria Municipal de Saúde. Os trabalhos apresentados deverão estar relacionados às práticas, experiências e projetos desenvolvidos dentro da rede municipal, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades, competências e soluções aplicadas ao dia a dia do SUS em Pelotas. O evento também pretende dar visibilidade às iniciativas que muitas vezes acontecem dentro dos serviços de saúde, mas que nem sempre chegam ao conhecimento da população e de outros profissionais da rede. A apresentação dos trabalhos será uma oportunidade para compartilhar resultados, desafios, metodologias e experiências que possam contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de saúde no município. De acordo com as regras do edital, os trabalhos deverão estar vinculados a eixos temáticos definidos pela organização. O primeiro eixo trata de Gestão do Trabalho, Planejamento em Saúde, Inovação Administrativa Financeira e Educação na Saúde. Esse campo abrange experiências relacionadas à organização dos serviços, qualificação das equipes, planejamento de ações e melhorias nos processos administrativos e de gestão. O segundo eixo envolve Atenção Especializada e Hospitalar em Saúde e Regulação do SUS. Nessa área, poderão ser inscritos trabalhos relacionados aos serviços especializados, fluxos de atendimento, regulação, encaminhamentos e estratégias voltadas à qualificação do acesso da população aos diferentes níveis de atenção. O terceiro eixo é voltado à Atenção Primária à Saúde, uma das principais portas de entrada do SUS. Nesse tema, podem ser apresentados trabalhos realizados em unidades básicas, estratégias de saúde da família, ações territoriais, acompanhamento de usuários, prevenção, promoção da saúde e cuidado contínuo nas comunidades. O quarto eixo contempla a Atenção à Saúde Mental, área que reúne ações voltadas ao cuidado psicossocial, acolhimento, acompanhamento de usuários, fortalecimento da rede de atenção e estratégias de cuidado em saúde mental no município. O quinto eixo trata da Vigilância em Saúde, incluindo experiências relacionadas à prevenção, monitoramento, controle de riscos, ações sanitárias, epidemiológicas, ambientais e demais práticas que auxiliam na proteção da saúde coletiva. O sexto eixo é dedicado ao Controle Social, tema fundamental para a participação da comunidade nas políticas públicas de saúde. Esse eixo contempla experiências que envolvam conselhos, conferências, participação popular, escuta da comunidade e fortalecimento do diálogo entre gestão, trabalhadores e usuários do SUS. Os trabalhos inscritos deverão ser apresentados em formato de resumo expandido. Conforme o edital, o material deve contemplar introdução, objetivos, metodologia, resultados, conclusão e referências. A organização reforça que os trabalhos são de inteira responsabilidade dos autores. A comissão organizadora não fará correções nos materiais enviados. Por isso, propostas que estiverem fora das normas descritas no edital poderão ser rejeitadas. A orientação é que os interessados leiam atentamente todas as regras antes de realizar a inscrição. A I Mostra Pelotas Aqui tem SUS representa uma oportunidade para reconhecer o trabalho de quem atua diariamente na saúde pública municipal. Além de valorizar os profissionais e estudantes envolvidos nos serviços, o evento também contribui para fortalecer a rede, incentivar a inovação e ampliar o compartilhamento de experiências positivas. A participação na mostra pode ajudar a aproximar diferentes setores da saúde, estimular novas práticas e dar visibilidade a ações que impactam diretamente a vida da população. Ao reunir trabalhos de diversas áreas, o evento pretende evidenciar a importância do SUS e o papel das equipes que constroem a saúde pública no município. Mais informações, regras completas e o formulário de inscrição estão disponíveis no edital, pelo link: https://transparencia.pelotas.com.br/informacoespublicas/publicacoes/publicacao.php?id_publicacao=389&ano=2026 Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias MATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA 📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627 📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Farmácia da UBS Virgílio Costa passa a funcionar em tempo integral

A Farmácia Distrital da Unidade Básica de Saúde Virgílio Costa passa a contar com atendimento em tempo integral a partir desta segunda-feira (6). A mudança amplia o horário de funcionamento do serviço e busca facilitar o acesso da população aos medicamentos disponibilizados aos usuários do sistema público de saúde. Com o novo funcionamento, a farmácia atenderá das 7h30 às 12h e das 13h às 17h. A ampliação representa uma medida importante para melhorar a rotina de quem depende do serviço, especialmente moradores que precisam conciliar a retirada de medicamentos com horários de trabalho, estudo, consultas ou demais compromissos do dia a dia. A UBS Virgílio Costa é uma unidade de referência para a comunidade atendida e concentra diferentes demandas da atenção básica. Com a farmácia funcionando durante os dois turnos, a expectativa é tornar o atendimento mais acessível e reduzir dificuldades enfrentadas por usuários que antes encontravam limitação de horário para buscar seus medicamentos. A medida também contribui para melhorar a organização do fluxo de atendimento. Quando o serviço funciona por mais tempo ao longo do dia, a procura pode ser melhor distribuída, evitando concentração excessiva de pessoas em períodos específicos. Isso favorece tanto os usuários quanto os profissionais que atuam no atendimento. O acesso à medicação é uma parte essencial do cuidado em saúde. Muitos tratamentos dependem da retirada regular de medicamentos, e qualquer dificuldade nesse processo pode comprometer a continuidade do acompanhamento de pacientes. Por isso, a ampliação do horário da farmácia distrital representa um avanço para quem precisa manter tratamentos de uso contínuo ou retirar medicamentos prescritos após atendimento médico. A mudança também beneficia pacientes idosos, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores e famílias que precisam se deslocar até a unidade em horários mais adequados à sua rotina. Em muitos casos, a possibilidade de atendimento em dois turnos reduz a necessidade de faltar ao trabalho ou reorganizar completamente o dia para conseguir acessar o serviço. A atenção básica tem papel fundamental na prevenção, acompanhamento e cuidado contínuo da população. Dentro dessa estrutura, as farmácias das unidades de saúde cumprem uma função importante, garantindo que os medicamentos cheguem aos usuários de forma organizada e dentro dos critérios estabelecidos pelo sistema. A ampliação do funcionamento da farmácia da UBS Virgílio Costa reforça a necessidade de aproximar os serviços públicos da realidade da população. Quanto maior a disponibilidade de horários, maior a chance de que os usuários consigam acessar o atendimento sem enfrentar barreiras desnecessárias. Além de facilitar a retirada de medicamentos, o atendimento em tempo integral pode contribuir para orientar melhor os usuários sobre procedimentos, disponibilidade de itens e encaminhamentos necessários. O contato direto com a equipe permite que a população tire dúvidas e receba informações importantes sobre o uso correto dos medicamentos. A mudança também pode ajudar a reduzir deslocamentos repetidos. Quando o usuário encontra a farmácia em funcionamento nos dois turnos, diminui a possibilidade de chegar à unidade e não conseguir atendimento por limitação de horário. Isso representa economia de tempo, menor desgaste e mais eficiência no acesso ao serviço. A Farmácia Distrital da UBS Virgílio Costa passa, portanto, a cumprir uma rotina mais ampla de atendimento, alinhada à necessidade de melhorar a acessibilidade aos serviços de saúde. A população atendida pela unidade deve ficar atenta ao novo horário e buscar o serviço dentro do período informado: das 7h30 às 12h e das 13h às 17h. A ampliação do horário é uma ação voltada à melhoria do atendimento público e ao fortalecimento da rede básica de saúde. Em um cenário em que muitas famílias dependem diretamente dos serviços oferecidos pelas unidades básicas, iniciativas que tornam o acesso mais simples e organizado têm impacto direto na qualidade de vida da população. A partir desta segunda-feira, os usuários da UBS Virgílio Costa passam a contar com mais tempo disponível para atendimento na farmácia, o que deve contribuir para uma rotina mais tranquila e eficiente no acesso aos medicamentos. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticiasMATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com