Campanha de doação de sangue para servidores municipais é prorrogada até agosto em Pelotas

A Prefeitura de Pelotas prorrogou até o dia 10 de agosto a campanha “Sou Servidor, Sou Doador”, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos em parceria com o Hemocentro Regional de Pelotas. A iniciativa busca ampliar a participação dos trabalhadores dos poderes Executivo e Legislativo na doação de sangue e contribuir para a recuperação dos estoques mantidos pelo HemoPel. A campanha começou no dia 11 de junho, dentro da programação relacionada ao Junho Vermelho, período nacional de conscientização sobre a importância da doação de sangue. Desde então, centenas de servidores municipais participaram da mobilização. Mesmo com a adesão registrada nas primeiras semanas, a Secretaria de Recursos Humanos decidiu ampliar o prazo devido à necessidade de continuar reforçando o banco de sangue regional. A secretária municipal de Recursos Humanos, Carla Cassais, afirmou que a participação foi considerada positiva, mas destacou que ainda é possível aumentar o número de doadores. “A adesão foi muito boa, no entanto a contribuição pode ser ainda maior por meio do incentivo, principalmente porque os estoques seguem baixos no Hemocentro”, declarou. Servidores terão dois dias de dispensa Os servidores municipais que participarem da campanha terão direito a dois dias de dispensa do trabalho em razão da doação. Após o procedimento no Hemocentro, o trabalhador deverá solicitar o comprovante e entregá-lo pessoalmente no Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho. O setor está localizado na rua General Osório, 938. A entrega do documento é necessária para que a participação seja registrada e para que o servidor possa solicitar o benefício oferecido pela campanha. A Secretaria orienta que os trabalhadores guardem o comprovante recebido no momento da doação e procurem o departamento responsável dentro do período estabelecido administrativamente. A campanha contempla servidores vinculados aos poderes Executivo e Legislativo de Pelotas, conforme as regras definidas pela organização. Mobilização também busca alcançar a comunidade Além da participação direta dos servidores, a Prefeitura pretende utilizar a campanha para estimular outras pessoas a se tornarem doadoras. A Secretaria de Recursos Humanos considera que os trabalhadores municipais podem divulgar a iniciativa entre familiares, amigos, colegas e moradores das comunidades onde atuam. O objetivo é transformar a mobilização interna em uma ação de alcance mais amplo, ajudando o HemoPel a manter níveis adequados para atender os serviços de saúde. A doação de sangue é necessária durante todo o ano. Os estoques podem diminuir em períodos de férias, frio intenso, doenças respiratórias, feriados prolongados ou redução da circulação de pessoas. A demanda, no entanto, permanece constante, especialmente para cirurgias, atendimentos de emergência, tratamentos oncológicos, transfusões e acompanhamento de pacientes com doenças que exigem reposição frequente. HemoPel atende Pelotas e municípios da região O Hemocentro Regional de Pelotas é responsável pelo abastecimento de diferentes instituições de saúde do município e da região. Entre os locais atendidos estão o Hospital Universitário São Francisco de Paula, a Beneficência Portuguesa e o Pronto-Socorro de Pelotas. A instituição também fornece sangue e componentes para 23 municípios da Zona Sul, além de algumas cidades da região da Campanha. Essa abrangência torna necessário manter um número constante de doadores e um estoque capaz de responder a situações emergenciais ou ao aumento inesperado da demanda. Conforme Carla Cassais, a quantidade de hospitais e municípios atendidos reforça a importância da campanha. “A demanda é muito alta, uma vez que a instituição abastece os hospitais São Francisco de Paula e Beneficência Portuguesa, o Pronto-Socorro de Pelotas, as 23 cidades da Zona Sul e algumas da região da Campanha”, explicou. Quem pode doar sangue Para realizar a doação, a pessoa deve ter entre 16 e 69 anos. Jovens com idade entre 16 e 18 anos precisam apresentar autorização dos pais ou responsáveis. Também é necessário pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em boas condições de saúde, sem sintomas gripais, febre ou sinais de infecção. O doador deve apresentar um documento oficial com foto no momento do atendimento. Antes da coleta, todos passam por uma entrevista e avaliação realizada pela equipe do Hemocentro. O procedimento busca proteger a saúde do doador e garantir a segurança do sangue destinado aos pacientes. Pessoas com doenças, uso recente de determinados medicamentos, realização de procedimentos médicos ou outras condições específicas poderão receber orientações sobre impedimentos temporários ou permanentes. Alimentação, hidratação e descanso são importantes A orientação é que o doador se alimente e se hidrate adequadamente antes de comparecer ao HemoPel. Não é necessário estar em jejum. Pelo contrário, a pessoa deve fazer uma alimentação leve e evitar refeições muito gordurosas nas horas anteriores à coleta. Também é recomendado dormir pelo menos seis horas na noite anterior e não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação. Após o procedimento, o doador deve permanecer por alguns minutos no local, consumir o lanche oferecido e evitar esforços físicos intensos durante o restante do dia. A equipe do Hemocentro fornece todas as orientações necessárias antes e depois da coleta. Intervalos devem ser respeitados O intervalo entre as doações varia de acordo com o sexo do doador. Mulheres podem doar sangue a cada 90 dias. Para os homens, o intervalo mínimo é de 60 dias. O respeito a esses períodos é necessário para permitir que o organismo recupere os componentes retirados durante a coleta. A equipe do HemoPel consulta o histórico de cada pessoa e verifica se o intervalo mínimo foi cumprido antes de autorizar uma nova doação. Cuidados após contato com doenças respiratórias Pessoas que tiveram contato próximo e recente com pacientes diagnosticados com Influenza ou Covid-19 devem aguardar antes de procurar o Hemocentro. A pausa permite verificar se houve contágio e se surgirão sintomas nos dias seguintes. Quem contraiu uma dessas doenças deverá esperar dez dias depois do restabelecimento completo antes de doar. A pessoa precisa estar sem sintomas e em boas condições de saúde no momento da avaliação. Esses prazos podem ser atualizados conforme as orientações sanitárias vigentes e a avaliação individual realizada pela equipe responsável. Vacinas também exigem intervalo Quem recebeu vacina contra a gripe ou a CoronaVac deverá aguardar dois dias antes da doação. No caso
Samu capacita profissionais para atuação segura em situações de crise durante atendimentos de urgência

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência realizou, nesta terça-feira (14), uma nova capacitação destinada aos profissionais que atuam diretamente nos atendimentos pré-hospitalares. A atividade teve como foco o manejo de situações de crise, as estratégias de comunicação com pacientes em estado de agitação e os procedimentos de contenção física que podem ser necessários em ocorrências específicas. O treinamento foi organizado pelo Núcleo de Educação em Urgências, responsável pela atualização e pelo aperfeiçoamento contínuo das equipes. A programação contou com a participação da enfermeira Inês Soria, representante da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, que conduziu discussões sobre os aspectos psicodinâmicos das crises e sobre as formas mais seguras de intervenção. O objetivo principal da capacitação foi padronizar os procedimentos adotados durante o socorro, oferecendo ferramentas para que os profissionais reconheçam situações de risco, utilizem técnicas de comunicação e adotem medidas proporcionais às condições apresentadas pelo paciente. A proposta também busca proteger os trabalhadores envolvidos no atendimento, já que episódios de intensa agitação, desorientação ou alteração comportamental podem expor pacientes, familiares e integrantes das equipes a riscos de lesões. Comunicação deve ser priorizada durante a abordagem Um dos principais pontos apresentados durante o treinamento foi a importância da comunicação verbal no atendimento de pessoas que estejam atravessando uma crise. Antes de qualquer intervenção física, sempre que houver condições de segurança, a equipe deve procurar estabelecer contato, transmitir tranquilidade, compreender o que está acontecendo e orientar o paciente de maneira clara. A fala pode funcionar como instrumento de contenção e reduzir a necessidade de medidas mais invasivas. O profissional deve utilizar uma linguagem objetiva, evitar confrontos, manter uma postura calma e respeitar o espaço da pessoa atendida. A maneira como a equipe se aproxima também pode influenciar a resposta do paciente. Movimentos bruscos, excesso de pessoas falando ao mesmo tempo e abordagens autoritárias podem ampliar a agitação e dificultar o atendimento. Por essa razão, o treinamento orienta que um dos profissionais assuma a comunicação principal, enquanto os demais acompanham a situação e permanecem preparados para intervir caso o risco aumente. Contenção física deve seguir critérios técnicos A contenção física pode ser necessária quando o paciente apresenta comportamento que coloque em risco a própria integridade, a segurança de outras pessoas ou o trabalho da equipe. No entanto, a medida não deve ser utilizada como primeira alternativa ou como forma de punição. A aplicação precisa estar vinculada a uma necessidade assistencial concreta, ser proporcional à situação e seguir protocolos técnicos. Durante a capacitação, os profissionais receberam orientações sobre posicionamento, divisão de funções, proteção das articulações e acompanhamento das condições clínicas da pessoa contida. A intervenção precisa ser realizada por uma equipe preparada e com comunicação coordenada. Cada integrante deve conhecer sua função para evitar movimentos desnecessários, falhas na abordagem e aumento do risco de lesões. Após a contenção, o paciente deve permanecer sob observação. É necessário acompanhar a respiração, a circulação, o nível de consciência e possíveis alterações físicas ou emocionais. A equipe também deve reavaliar continuamente se a medida ainda é necessária. Assim que a situação estiver controlada e houver segurança, a contenção deverá ser reduzida ou encerrada. Treinamento aborda aspectos psicodinâmicos das crises Além das técnicas práticas, a capacitação tratou dos fatores emocionais e comportamentais que podem estar presentes durante uma crise. Alterações intensas podem ocorrer em diferentes contextos, como quadros clínicos, sofrimento psicológico, intoxicações, uso de substâncias, desorientação, traumas e outras situações que exigem avaliação profissional. O treinamento não busca transformar os trabalhadores do atendimento pré-hospitalar em especialistas de todas as áreas, mas ampliar a capacidade de observação e de resposta inicial. Reconhecer sinais de medo, confusão, perda de contato com a realidade, irritabilidade ou agitação ajuda a equipe a ajustar a abordagem e diminuir os riscos. Cada ocorrência possui características próprias. Por isso, os profissionais precisam avaliar o ambiente, a presença de familiares, a existência de objetos perigosos, o comportamento da pessoa e as condições clínicas apresentadas. A atuação deve preservar a dignidade do paciente, mesmo quando são necessárias medidas de segurança. Padronização busca reduzir riscos durante o socorro A capacitação também pretende estabelecer procedimentos semelhantes entre os diferentes profissionais e equipes. Em situações de maior tensão, a falta de coordenação pode gerar insegurança e dificultar a tomada de decisões. Quando todos conhecem o protocolo, a equipe consegue agir de forma mais organizada. A padronização inclui a definição de quem realizará a comunicação, quais profissionais ficarão responsáveis por cada posição durante uma eventual contenção e como será feito o acompanhamento do paciente após a intervenção. Também é necessário registrar as circunstâncias do atendimento, as medidas adotadas e as condições observadas pela equipe. Essas informações ajudam na continuidade da assistência quando o paciente é encaminhado a uma unidade de saúde e permitem que os profissionais responsáveis pelo atendimento hospitalar compreendam o que ocorreu antes da chegada. Proteção das equipes também integra a capacitação Os trabalhadores do atendimento móvel atuam em ambientes diversos e, muitas vezes, imprevisíveis. As ocorrências podem acontecer em residências, vias públicas, estabelecimentos comerciais, locais com grande circulação de pessoas ou espaços onde existam riscos adicionais. A equipe precisa avaliar não apenas o estado do paciente, mas também as condições do ambiente. Quando houver ameaça grave, presença de armas, agressões ou risco elevado, pode ser necessário solicitar apoio de outros órgãos de segurança e emergência. O treinamento reforça que a proteção dos profissionais é essencial para que o atendimento possa continuar. Uma equipe exposta de maneira inadequada pode sofrer lesões e perder a capacidade de prestar o socorro necessário. Por esse motivo, as decisões devem considerar a segurança de todos os envolvidos, evitando aproximações precipitadas ou intervenções sem o número adequado de profissionais. Atendimentos exigem avaliação individualizada Nem toda pessoa agitada precisa ser contida fisicamente. Alguns pacientes podem responder à conversa, à redução de estímulos, à presença de um familiar ou à mudança de ambiente. Outros podem apresentar alterações clínicas que exigem intervenção rápida. A equipe deve realizar uma avaliação individualizada, considerando os sinais apresentados e os riscos imediatos. A agitação também pode estar relacionada a dor, falta
Banco de Sangue da Santa Casa de Pelotas reforça pedido por doações de todos os tipos sanguíneos

O Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas está reforçando o pedido de doações de todos os tipos sanguíneos para ampliar os estoques e garantir a continuidade do atendimento prestado aos pacientes da rede hospitalar. A mobilização busca sensibilizar a comunidade sobre a importância de manter uma quantidade segura de bolsas disponíveis. A necessidade de sangue é permanente, pois os estoques são utilizados diariamente em cirurgias, tratamentos, atendimentos de urgência, casos de hemorragia e diferentes procedimentos médicos. Além de atender a Hemoterapia da Santa Casa, o Banco de Sangue também auxilia outras instituições de saúde de Pelotas. Entre os hospitais atendidos estão o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, o Hospital Miguel Piltcher, o Hospital Unimed e a Beneficência Portuguesa, além de outros serviços que dependem do fornecimento de bolsas para seus pacientes. Por esse motivo, a doação realizada por uma única pessoa pode colaborar com atendimentos desenvolvidos em diferentes pontos da cidade. Doações podem ser feitas durante a semana e aos sábados O atendimento aos doadores ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Aos sábados, o Banco de Sangue funciona das 7h30 às 12h. A ampliação do horário para o sábado busca facilitar a participação de pessoas que não conseguem comparecer durante os dias úteis por causa do trabalho, dos estudos ou de outros compromissos. Quem pretende doar deve reservar um período para realizar o cadastro, passar pela triagem e concluir a coleta. Todo o procedimento é acompanhado por profissionais responsáveis por verificar se o candidato está apto naquele momento. A triagem é necessária para proteger tanto a pessoa que realiza a doação quanto o paciente que receberá o sangue. Mesmo quando alguém já doou anteriormente, será necessário passar novamente pela avaliação, pois as condições de saúde podem mudar entre uma doação e outra. Quem pode doar sangue Para realizar a doação, o candidato precisa estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 quilos e ter entre 18 e 69 anos, 11 meses e 29 dias. Jovens de 16 e 17 anos também podem doar, desde que apresentem autorização dos pais ou responsáveis legais, conforme as exigências adotadas pelo serviço. Pessoas que estão próximas do limite máximo de idade devem observar as regras relacionadas à primeira doação. A confirmação sobre a possibilidade de participação será realizada pela equipe durante a triagem. Além da idade e do peso, serão avaliadas as condições gerais de saúde, o uso de medicamentos, procedimentos recentes, cirurgias, viagens, sintomas e outros fatores que possam provocar impedimento temporário ou definitivo. Nem toda restrição significa que a pessoa nunca poderá doar. Em muitos casos, o impedimento é temporário e o candidato poderá retornar depois do período indicado pela equipe. Preparação antes da doação O candidato deve ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior. O descanso adequado ajuda a reduzir o risco de mal-estar durante ou depois da coleta. Também é necessário estar bem alimentado. Não é recomendado comparecer em jejum. A orientação é respeitar um intervalo mínimo de uma hora depois do café da manhã ou de um lanche. Quando a pessoa tiver almoçado, o intervalo deverá ser de pelo menos duas horas antes da doação. É importante evitar refeições muito gordurosas antes do procedimento, pois determinados alimentos podem interferir na avaliação do sangue coletado. O doador deve apresentar documento oficial com fotografia. Sem a identificação adequada, a coleta não poderá ser realizada. Também é necessário não fumar durante as duas horas que antecedem a doação. O consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado nas 12 horas anteriores. Beber água antes e depois do procedimento pode ajudar na recuperação e na manutenção do bem-estar. Situações que podem impedir a doação Pessoas grávidas ou que estejam amamentando não podem doar sangue durante os períodos definidos pelas normas de segurança. Também não poderão participar candidatos que utilizem drogas ou tenham sido expostos a situações consideradas de risco para doenças transmissíveis pelo sangue. Outros fatores podem provocar impedimento temporário, como febre, gripe, infecções, determinados tratamentos médicos, cirurgias recentes, procedimentos odontológicos, vacinação e uso de alguns medicamentos. A decisão final será tomada pelos profissionais responsáveis pela triagem. Por isso, é importante responder às perguntas com clareza e informar corretamente qualquer condição de saúde, tratamento ou situação recente. As informações prestadas durante o atendimento são utilizadas para garantir a segurança do processo e devem ser tratadas com responsabilidade. Caso o candidato não esteja apto naquele dia, poderá receber orientação sobre quando retornar para uma nova avaliação. Intervalos entre as doações Os homens devem respeitar um intervalo mínimo de 60 dias entre cada doação e podem realizar até quatro doações por ano. Para as mulheres, o intervalo mínimo é de 90 dias, com limite de três doações anuais. Esses períodos existem para permitir que o organismo recupere adequadamente os componentes retirados durante a coleta. Mesmo respeitando o intervalo, o candidato precisará passar novamente pela triagem antes de cada procedimento. A equipe também poderá orientar sobre cuidados posteriores, como manter boa hidratação, evitar esforços físicos intensos nas horas seguintes e observar possíveis sinais de mal-estar. Estoques precisam ser renovados constantemente O sangue doado possui prazo de utilização e não pode ser armazenado por tempo indeterminado. Por isso, os bancos de sangue precisam receber novos doadores com regularidade. Campanhas realizadas apenas em momentos de emergência ajudam temporariamente, mas não substituem a necessidade de um fluxo contínuo de doações. Períodos de férias, feriados prolongados, frio intenso e aumento de doenças respiratórias costumam provocar redução no comparecimento dos doadores. Ao mesmo tempo, a demanda dos hospitais permanece. Quando os estoques ficam baixos, cirurgias e outros procedimentos podem ser afetados, especialmente aqueles que dependem da disponibilidade de determinados tipos sanguíneos. Mesmo os tipos considerados mais comuns são necessários, porque também apresentam maior demanda. Os tipos mais raros, por sua vez, são essenciais para pacientes que possuem compatibilidades específicas. Doação ajuda pacientes de diferentes hospitais O sangue arrecadado pelo serviço pode ser destinado a pacientes internados, pessoas submetidas a procedimentos cirúrgicos, vítimas de acidentes e indivíduos em tratamentos
Morador relata espera superior a seis horas na UPA Areal e solicita fiscalização do atendimento

Um morador de Pelotas entrou em contato com o Pelotas Notícias para relatar uma longa espera por atendimento na Unidade de Pronto Atendimento do Areal durante a noite desta terça-feira (14). Conforme a mensagem encaminhada ao portal, havia pessoas aguardando no local desde aproximadamente as 17h e que, por volta das 23h30, ainda não teriam recebido atendimento médico. O leitor afirma que estava na unidade durante o período e solicita que os órgãos responsáveis realizem uma fiscalização para verificar as condições do atendimento, a organização do plantão, o número de profissionais disponíveis e os motivos que teriam provocado a demora relatada. A imagem enviada mostra uma área interna identificada como UPA Areal. O material, no entanto, não permite confirmar quantas pessoas estavam aguardando, quais eram os respectivos horários de chegada, a classificação de risco atribuída a cada paciente ou o fluxo de atendimentos realizado pela equipe durante o plantão. O Pelotas Notícias também não teve acesso aos prontuários, registros internos, escalas de servidores ou relatórios da unidade. Por esse motivo, a publicação apresenta o conteúdo como um relato encaminhado por um usuário do serviço, sem atribuir antecipadamente responsabilidade a profissionais, gestores ou à administração da UPA. Morador pede explicações sobre o tempo de espera Na mensagem enviada, o cidadão demonstra insatisfação com o período de espera e afirma que a situação deveria ser acompanhada mais de perto pelas autoridades responsáveis pela fiscalização da saúde pública. Segundo o relato, alguns usuários teriam chegado ao local ainda no fim da tarde e permanecido por mais de seis horas sem atendimento médico. O morador questiona se havia profissionais em quantidade suficiente para atender a demanda e solicita uma verificação sobre a estrutura disponibilizada à população naquela noite. A demora em serviços de saúde causa preocupação especialmente porque as pessoas procuram unidades de urgência quando apresentam sintomas, dores ou condições que consideram necessárias de avaliação profissional. Além do atendimento médico, o tempo de permanência também envolve questões como conforto, disponibilidade de assentos, acesso à água, condições sanitárias e informações sobre a previsão de atendimento. O morador pede que a situação não seja tratada apenas como um episódio isolado e defende que os responsáveis acompanhem os tempos de espera registrados na unidade, especialmente nos períodos de maior movimento. Atendimento segue classificação de risco As Unidades de Pronto Atendimento utilizam protocolos de acolhimento e classificação de risco. Isso significa que a ordem de atendimento não depende exclusivamente do horário de chegada. Pacientes com sinais de maior gravidade podem ser atendidos antes de pessoas que chegaram anteriormente, mas apresentam condições consideradas menos urgentes pela equipe responsável pela triagem. Casos como dificuldade respiratória, suspeita de infarto, acidente vascular cerebral, hemorragias, alterações graves de consciência e outras situações de risco imediato recebem prioridade. Essa organização é necessária para reduzir a possibilidade de agravamento e preservar a vida dos pacientes em estado mais grave. Por outro lado, mesmo os casos classificados como menos urgentes precisam receber orientação adequada, acompanhamento durante a espera e informações claras sobre o funcionamento do serviço. A existência da classificação de risco não impede que os tempos de atendimento sejam fiscalizados. Também é necessário verificar se a unidade possui profissionais, equipamentos e estrutura compatíveis com a quantidade de pessoas que procura o serviço. Relato não permite identificar as causas da demora A partir das informações encaminhadas pelo leitor, não é possível determinar se a demora ocorreu devido a uma demanda acima do habitual, atendimento simultâneo de pacientes graves, falta de profissionais, indisponibilidade temporária de salas, necessidade de exames ou outro motivo relacionado ao funcionamento do plantão. Também não há confirmação sobre quantos médicos, enfermeiros, técnicos e demais trabalhadores estavam em atividade naquele horário. Esses dados precisam ser esclarecidos pela administração da UPA ou pela Secretaria Municipal de Saúde, responsáveis por informar o fluxo registrado, a quantidade de atendimentos realizados e a composição da equipe. O relato do morador pode servir como ponto de partida para uma avaliação das condições encontradas naquela noite, mas não substitui uma apuração técnica baseada nos registros oficiais. Usuários devem comunicar situações de agravamento Durante a espera, pacientes que apresentarem piora dos sintomas devem procurar imediatamente a equipe de enfermagem e informar a mudança no quadro. A classificação de risco pode ser revista quando surgem novos sinais, aumento da dor, alteração de consciência, falta de ar, sangramento ou qualquer outra condição que indique agravamento. Familiares e acompanhantes também devem comunicar à equipe caso percebam mudanças importantes no estado de saúde da pessoa que aguarda atendimento. Em situações de emergência com risco imediato, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192. Quando a condição não for urgente, o atendimento em uma Unidade Básica de Saúde pode ser mais adequado. A definição, entretanto, depende dos sintomas apresentados e da avaliação profissional. Fiscalização pode analisar estrutura e fluxo Uma fiscalização sobre o atendimento pode verificar o cumprimento das escalas, o quantitativo de profissionais, os tempos médios de espera, a classificação dos pacientes, as condições da estrutura e os procedimentos adotados durante o plantão. Também pode analisar se houve algum problema pontual ou se os atrasos se repetem em determinados dias e horários. A transparência dessas informações é importante para que a população compreenda as dificuldades enfrentadas pelo serviço e para que os gestores adotem medidas quando forem identificadas falhas. Entre as possíveis providências estão o reforço de equipes em horários de maior procura, reorganização do fluxo interno, melhoria na comunicação com os usuários e acompanhamento dos indicadores de atendimento. Espaço permanece aberto para esclarecimentos O Pelotas Notícias mantém o espaço aberto para que a administração da UPA Areal e a Secretaria Municipal de Saúde apresentem esclarecimentos sobre o movimento registrado na noite de terça-feira, os tempos de espera, a equipe disponível e as providências adotadas. Também poderão ser informados os canais oficiais para reclamações, sugestões e acompanhamento de situações relacionadas ao atendimento. A publicação não identifica o morador que encaminhou o relato, preservando sua privacidade. Também não expõe pacientes ou profissionais presentes na unidade. O objetivo é dar
Hospital Escola da UFPel incorpora torre de videocirurgia com imagens em resolução 4K

O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas passou a utilizar uma nova torre de videocirurgia equipada com tecnologia de resolução 4K. O equipamento entrou em funcionamento no início de julho e já está disponível no Bloco Cirúrgico da instituição. A nova estrutura substitui a torre utilizada anteriormente e amplia a qualidade das imagens obtidas durante procedimentos minimamente invasivos realizados pelo Sistema Único de Saúde. A tecnologia 4K oferece resolução aproximadamente quatro vezes superior à Full HD. Na prática, isso permite que os profissionais visualizem com maior nitidez vasos sanguíneos, nervos, tecidos e outras estruturas anatômicas. A qualidade das imagens possui influência direta na precisão dos movimentos realizados durante as cirurgias e pode contribuir para aumentar a segurança e a eficiência dos procedimentos. Atualmente, o Hospital Escola realiza cerca de 300 cirurgias videolaparoscópicas por ano. A nova torre deverá ser utilizada em diferentes especialidades e tipos de intervenção. Tecnologia auxilia procedimentos minimamente invasivos A videocirurgia permite que os médicos realizem determinados procedimentos por meio de pequenas incisões. Uma câmera é introduzida no organismo e transmite as imagens para um monitor instalado na sala cirúrgica. A equipe utiliza essa visualização para conduzir instrumentos e acompanhar todas as etapas da operação. Em comparação com cirurgias abertas tradicionais, os procedimentos minimamente invasivos podem proporcionar incisões menores, menor perda de sangue, redução do período de recuperação e menor tempo de internação, dependendo do quadro clínico e da técnica indicada. Nem todos os pacientes ou doenças podem ser tratados dessa forma. A escolha depende da avaliação do cirurgião, da condição do paciente e da disponibilidade dos recursos necessários. A nova torre oferece suporte para cirurgias videolaparoscópicas, videotoracoscópicas e outras intervenções que dependem de imagens em alta definição. Equipamento será utilizado em diferentes especialidades A estrutura poderá atender procedimentos das áreas de Cirurgia Geral, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Urologia, Cirurgia Torácica, Cirurgia Pediátrica, Ginecologia e Oncologia Cirúrgica. Cada especialidade poderá utilizar a tecnologia conforme as indicações clínicas e as características das cirurgias realizadas no Hospital Escola. Em operações delicadas, a identificação precisa de pequenos vasos, nervos e limites entre tecidos pode fazer diferença na condução do procedimento. A resolução 4K amplia os detalhes apresentados na tela e facilita a observação de alterações que poderiam ser menos visíveis em equipamentos antigos. A torre também possui componentes responsáveis pela captação, processamento, iluminação e transmissão das imagens para os monitores da sala. Formação de estudantes e residentes será fortalecida Além do impacto direto no atendimento aos pacientes, a nova tecnologia deverá contribuir para a formação dos estudantes de Medicina e dos profissionais que participam dos programas de residência. O Hospital Escola funciona como unidade assistencial e espaço de ensino. Durante os procedimentos, estudantes e residentes acompanham a atuação das equipes e desenvolvem habilidades técnicas sob supervisão. Segundo a gerente de Ensino e Pesquisa da instituição, Silvana Orlandi, a maior definição das imagens facilita a identificação das estruturas anatômicas e aprimora o processo de aprendizagem. Com a visualização ampliada, os residentes podem compreender melhor cada etapa da cirurgia, observar as decisões tomadas pelos profissionais e acompanhar os movimentos realizados durante as intervenções. O chefe do Serviço de Residência Médica em Cirurgia Geral, Pedro Funari, também destacou que a qualidade visual contribui para o desenvolvimento técnico dos futuros especialistas. Assistência é realizada pelo SUS Os procedimentos realizados no Hospital Escola atendem pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde. A incorporação da torre representa uma atualização da estrutura disponível para a assistência pública e permite que técnicas modernas sejam utilizadas no atendimento da população. A instituição deverá organizar o uso do equipamento conforme a programação do Bloco Cirúrgico, as prioridades clínicas e as especialidades atendidas. A existência da tecnologia não altera os critérios de encaminhamento dos pacientes. O acesso continua ocorrendo de acordo com a regulação do SUS e com a avaliação das equipes responsáveis. A indicação da videocirurgia dependerá da análise médica de cada caso. Imagens mais precisas podem ampliar segurança Durante uma intervenção, os profissionais precisam reconhecer diferenças de cor, textura e formato entre tecidos muito próximos. Imagens com melhor resolução ajudam a identificar essas estruturas e a planejar os movimentos realizados com os instrumentos. A tecnologia não substitui a experiência da equipe médica, mas funciona como um recurso adicional para apoiar a tomada de decisões. O resultado final de uma cirurgia depende de diversos fatores, incluindo o quadro clínico, a complexidade do procedimento, a experiência dos profissionais e a resposta individual do paciente. Com a entrada em operação da nova torre, o Hospital Escola amplia sua capacidade tecnológica e fortalece simultaneamente a assistência, o ensino e a formação de especialistas. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticiasMATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Pelotas disponibiliza 400 doses da vacina Pneumo20 para o público infantil

A Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas informou que as 400 doses da vacina Pneumo20 recebidas pelo Município já estão disponíveis para aplicação. O novo imunizante passa a integrar o atendimento relacionado ao calendário infantil e amplia a proteção contra doenças provocadas pela bactéria pneumococo. Neste momento, a vacina é destinada principalmente a crianças com idade a partir dos dois meses e menores de cinco anos. A aplicação depende da avaliação individual da caderneta de vacinação, pois o esquema pode variar conforme as doses anteriormente recebidas. Por esse motivo, os responsáveis devem apresentar a caderneta da criança no momento do atendimento. O profissional de saúde verificará quais vacinas já foram administradas, os intervalos entre elas e a necessidade de completar ou atualizar o esquema. As doses estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde do município, nos ambulatórios da Universidade Católica de Pelotas e da Universidade Federal de Pelotas, além da Casa da Vacina. Antes de comparecer, a população pode verificar o horário de funcionamento da unidade escolhida e confirmar a disponibilidade do serviço de vacinação naquele turno. Vacina protege contra 20 sorotipos A Pneumo20 foi desenvolvida para oferecer proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida como pneumococo. Essa bactéria pode provocar diferentes doenças, incluindo pneumonia, meningite, infecção generalizada, otite e outras complicações. Crianças pequenas, idosos e pessoas com determinadas condições de saúde podem apresentar maior risco de agravamento. A ampliação da cobertura para 20 sorotipos busca aumentar a proteção oferecida pelo calendário de vacinação e reduzir a circulação de variantes associadas às formas mais graves das doenças pneumocócicas. A vacinação não elimina todos os riscos de infecção, mas reduz a probabilidade de desenvolvimento de quadros graves e de complicações que podem exigir hospitalização. Calendário passa por período de transição A incorporação da Pneumo20 ao Sistema Único de Saúde ocorre de forma gradual. Durante essa etapa, diferentes vacinas pneumocócicas poderão continuar sendo utilizadas conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações e a disponibilidade dos estoques. O esquema informado para o período prevê uma dose da Pneumo20 aos dois meses de idade, uma dose da Pneumo10 aos quatro meses e uma dose de reforço da Pneumo20 aos 12 meses. A necessidade do reforço e a definição do esquema adequado devem ser confirmadas pelo profissional responsável pela vacinação. É necessário respeitar o intervalo mínimo recomendado entre as doses. Durante a transição, deve haver pelo menos 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas Pneumo13 e Pneumo23 continuarão sendo utilizadas nas situações previstas pelo Programa Nacional de Imunizações enquanto ocorre a substituição gradual e a organização dos estoques. Avaliação da caderneta é indispensável Como existem diferentes situações possíveis, a Secretaria orienta que os responsáveis não tentem definir o esquema apenas com base na idade da criança. O histórico registrado na caderneta é indispensável para identificar doses anteriores, atrasos, intervalos e possíveis necessidades de atualização. Crianças que iniciaram o esquema com outra vacina pneumocócica poderão receber orientações específicas para dar continuidade à imunização. A decisão será tomada pelo profissional de saúde com base nas normas vigentes e nas informações apresentadas pela família. A caderneta deve ser preservada e levada a todas as consultas e campanhas. O documento permite acompanhar não apenas a vacinação, mas também outras informações relevantes sobre a saúde infantil. Casos especiais podem ser avaliados pelo CRIE Pessoas que não fazem parte das indicações rotineiras do calendário infantil podem ter acesso a vacinas pneumocócicas em situações específicas, mediante avaliação do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais. O atendimento nesses casos depende de indicação clínica e da apresentação dos documentos solicitados, como relatório ou solicitação médica, receita, exames e identificação da condição de saúde. O CRIE atende pessoas que possuem doenças, tratamentos ou condições que alteram o risco de infecções e exigem esquemas diferenciados. A existência de uma condição de saúde não significa automaticamente que determinada vacina será indicada. A definição depende da análise médica e dos protocolos do Ministério da Saúde. Vacinação reduz risco de formas graves A imunização infantil é uma das principais estratégias de prevenção de doenças transmissíveis e de redução da mortalidade. A proteção contra o pneumococo possui importância especial porque a bactéria pode causar infecções invasivas, principalmente em crianças nos primeiros anos de vida. Ao manter o esquema atualizado, os responsáveis contribuem para a proteção individual da criança e para a redução da circulação das variantes contempladas pelas vacinas. A chegada das 400 doses amplia a capacidade de atendimento em Pelotas e permite iniciar a adaptação do calendário à nova vacina. A orientação é procurar uma unidade de vacinação com a caderneta da criança e seguir as recomendações fornecidas pela equipe de saúde. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticiasMATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Anvisa atualiza critérios para a composição das vacinas contra a Covid-19 no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma atualização das regras relacionadas à composição das vacinas contra a Covid-19 comercializadas e utilizadas no Brasil. A decisão foi tomada durante a 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Agência, realizada na quarta-feira, 8 de julho de 2026. A medida busca manter os imunizantes disponíveis no país alinhados ao cenário epidemiológico e às variantes mais recentes do vírus SARS-CoV-2 em circulação. Como o coronavírus sofre alterações ao longo do tempo, a composição das vacinas precisa ser revisada periodicamente para preservar uma resposta adequada contra as linhagens predominantes. Pelas novas diretrizes, a recomendação preferencial permanece para vacinas monovalentes que tenham a variante LP.8.1 como antígeno. Essa linhagem já vinha sendo utilizada como referência nas atualizações anteriores aprovadas para os imunizantes contra a doença. A norma também admite vacinas desenvolvidas a partir da cepa JN.1, incluindo variantes derivadas como XFG e NB.1.8.1. Para que essas formulações sejam aceitas, os fabricantes deverão apresentar informações que demonstrem respostas amplas e robustas de anticorpos neutralizantes ou eficácia contra as variantes do coronavírus que estiverem circulando. Na prática, a atualização representa uma regra técnica direcionada principalmente aos laboratórios, fabricantes e responsáveis pelos pedidos de registro ou alteração dos imunizantes. As empresas precisam demonstrar que a composição proposta mantém os padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos pela autoridade sanitária. A decisão não significa a criação de uma nova campanha de vacinação, nem altera automaticamente o número de doses indicado para cada pessoa. Também não representa a retirada imediata de todos os imunizantes que estejam disponíveis nos serviços de saúde. As estratégias de vacinação, a definição dos públicos prioritários, os intervalos entre as doses e a distribuição dos imunizantes permanecem sob responsabilidade do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações. A população deve seguir as orientações divulgadas pelos órgãos de saúde e pelas equipes responsáveis pela vacinação em cada município. A atualização da composição das vacinas é um procedimento adotado para acompanhar a evolução do vírus. Assim como ocorre com outros agentes infecciosos, o SARS-CoV-2 passa por mutações que podem originar novas linhagens. Algumas dessas variantes conseguem ganhar predominância e substituir as anteriores ao longo do tempo. Por esse motivo, autoridades sanitárias e instituições científicas acompanham os dados epidemiológicos, a circulação das variantes, os casos registrados e a resposta oferecida pelos imunizantes disponíveis. Essas informações auxiliam na escolha das linhagens que deverão servir de referência para as próximas formulações. A vacina monovalente é aquela desenvolvida com base em uma única variante ou linhagem do vírus. A utilização da LP.8.1 como antígeno preferencial tem o objetivo de aproximar a composição dos imunizantes das características observadas nas variantes mais recentes. Já a possibilidade de utilização de formulações derivadas da JN.1 oferece alternativas para garantir o acesso às vacinas, desde que os produtos apresentem evidências suficientes de proteção contra as linhagens em circulação. A Anvisa já havia aprovado, em março de 2026, uma atualização que mantinha a cepa LP.8.1 e admitia o uso da JN.1 para evitar atrasos na vacinação. A nova deliberação acrescenta critérios relacionados às variantes derivadas e à demonstração de resposta imunológica ou eficácia. Antes de serem disponibilizadas, as novas composições continuam submetidas à avaliação regulatória. Essa análise considera informações técnicas sobre o processo de fabricação, estabilidade, controle de qualidade, segurança e capacidade de produzir uma resposta imunológica adequada. A atualização da fórmula não significa que todo o processo de avaliação seja reiniciado do zero. Entretanto, as alterações precisam ser analisadas e autorizadas pela Agência antes de serem implementadas pelos fabricantes. A decisão também não modifica as recomendações individuais de vacinação. Pessoas com dúvidas sobre o esquema indicado, atrasos nas doses, condições de saúde ou possíveis contraindicações devem buscar orientação em uma unidade de saúde. A vacinação continua sendo uma das estratégias utilizadas para reduzir o risco de formas graves da Covid-19, especialmente entre idosos, pessoas imunocomprometidas e integrantes de outros grupos definidos pelas autoridades de saúde. A atualização periódica pretende permitir que os produtos acompanhem as mudanças do vírus sem abandonar os critérios de segurança e qualidade. O processo segue uma lógica semelhante à utilizada na atualização de outros imunizantes cuja composição precisa ser ajustada conforme a circulação viral. A norma aprovada pela Diretoria Colegiada deverá orientar os próximos pedidos apresentados pelos fabricantes e as análises realizadas pela Agência. Dessa forma, futuras vacinas contra a Covid-19 disponibilizadas no Brasil deverão atender aos critérios definidos para as linhagens recomendadas. É importante destacar que a atualização técnica da composição não deve ser interpretada como motivo para adiar uma dose recomendada pelas autoridades sanitárias. As pessoas devem acompanhar as orientações do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais. As informações oficiais sobre públicos atendidos, disponibilidade de doses e locais de vacinação são divulgadas pelos órgãos responsáveis pelo Programa Nacional de Imunizações e pela organização dos serviços de saúde em cada cidade. Com a nova decisão, a Anvisa busca garantir que os imunizantes contra a Covid-19 utilizados no país continuem acompanhando as alterações do coronavírus e mantenham evidências adequadas de proteção contra as variantes em circulação. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias MATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA 📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627 📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
UBS DE PELOTAS AMPLIAM HORÁRIO E PASSAM A ATENDER DURANTE A NOITE

Unidades Básicas de Saúde de diferentes regiões de Pelotas estão oferecendo atendimento em horário estendido, com o objetivo de facilitar o acesso de moradores que trabalham durante o dia ou encontram dificuldades para procurar os serviços no horário convencional. A UBS Barro Duro terá atendimento até as 22h. Na UBS Osório, o funcionamento será estendido até as 20h. Já as unidades Py Crespo, Bom Jesus e Guabiroba permanecerão abertas até as 21h. A ampliação permite que a população procure atendimento básico de saúde no período noturno, evitando que situações que podem ser acompanhadas nas unidades sejam direcionadas aos serviços de urgência. Confira os horários: UBS Barro Duro: atendimento até as 22h UBS Osório: atendimento até as 20h UBS Py Crespo: atendimento até as 21h UBS Bom Jesus: atendimento até as 21h UBS Guabiroba: atendimento até as 21h A orientação é que os moradores busquem a unidade mais próxima e verifiquem os serviços disponíveis durante o horário estendido. Envie sua notícia: (53) 99705-1627 Postado por: @jornalpelotasnoticias SIGA: @pelotaspopular Leia tudo no portal oficial: https://portalpelotasnoticias.com.br #pelotasnoticias #jornalpelotasnoticias #absolutamentetudosobrepelotas
Família denuncia espera prolongada por leito e pacientes acomodados nos corredores do Pronto-Socorro de Pelotas

Uma família procurou o Pelotas Notícias para relatar a situação enfrentada durante os últimos dias no Pronto-Socorro de Pelotas. De acordo com a denunciante, o pai permanece há aproximadamente quatro dias na unidade, após ser atendido por um quadro de infecção no pé, aguardando transferência para um leito hospitalar. Segundo a filha do paciente, ele recebeu atendimento e teve o membro afetado protegido com curativos, mas continuava acomodado em uma maca no corredor enquanto aguardava encaminhamento para um quarto. A família afirma estar preocupada com a evolução do quadro e entende que a internação hospitalar precisa ocorrer com urgência. As imagens encaminhadas ao Pelotas Notícias mostram diferentes macas posicionadas nos corredores da unidade, algumas ocupadas por pacientes cobertos com mantas. Também aparecem cadeiras e equipamentos hospitalares distribuídos ao longo da passagem. Em outro relato encaminhado durante a madrugada, a denunciante afirmou que um casal já atendido permanecia sentado em cadeiras enquanto aguardava a disponibilidade de leitos. Conforme a manifestação, naquele momento também não haveria maca disponível para acomodar essas pessoas. A reportagem preserva os nomes, os rostos e outras informações que poderiam identificar os pacientes. Os registros são utilizados para demonstrar as condições relatadas pela família, sem divulgar prontuários, diagnósticos completos ou dados pessoais protegidos. A permanência de pacientes nos corredores evidencia a pressão enfrentada pelo atendimento de urgência e emergência, especialmente quando a demanda por internações é superior à quantidade de leitos disponíveis na rede hospitalar. O Pronto-Socorro realiza o atendimento inicial, a avaliação e a estabilização dos pacientes. Quando a equipe médica define a necessidade de internação, o encaminhamento depende da disponibilidade de vaga compatível com o quadro apresentado. Enquanto essa vaga não é liberada, o paciente pode permanecer na unidade aguardando a regulação. A demora, no entanto, gera preocupação entre familiares e pode dificultar o conforto, a privacidade e o acompanhamento adequado das pessoas internadas provisoriamente nos corredores. No interior do Pronto-Socorro existe um aviso que reproduz o conteúdo de uma decisão judicial relacionada ao tempo de permanência de pacientes na unidade à espera de leito em hospital geral. O texto informa que, após a definição médica, o tempo indicado seria de até 72 horas para a disponibilização de leito clínico e de até 48 horas para leito de Unidade de Terapia Intensiva. O aviso também menciona a possibilidade de aplicação de multa diária de R$ 10 mil por paciente em caso de descumprimento. A redação do aviso corresponde ao conteúdo previsto na legislação municipal que determinou a exposição dessa informação em local visível no Pronto-Socorro. Documentação oficial do Ministério Público do Rio Grande do Sul reproduz os prazos e a referência ao processo judicial mencionado na placa. A existência do aviso, contudo, não significa que a multa seja aplicada automaticamente. A análise depende das condições específicas do paciente, da definição médica, do tempo efetivamente transcorrido, da disponibilidade de leitos e da avaliação dos órgãos jurídicos competentes. Por esse motivo, a reportagem não afirma que houve descumprimento judicial no caso relatado. Essa conclusão somente pode ser tomada após análise documental, incluindo prontuário, horário da indicação médica de internação, classificação do leito necessário e registros do sistema de regulação. A família afirma que o período de espera já ultrapassou quatro dias. Essa informação foi repassada pela denunciante e ainda não foi confirmada oficialmente pela administração da unidade. Também não foram fornecidos à reportagem documentos médicos que permitam confirmar o horário exato em que foi indicada a internação, o tipo de leito solicitado ou a posição atual do paciente no sistema de regulação. A publicação da denúncia tem como objetivo chamar atenção para as condições observadas e solicitar esclarecimentos dos responsáveis, sem antecipar conclusões sobre eventual falha, negligência ou responsabilidade de profissionais e instituições. É importante destacar que a ausência de leitos pode envolver diferentes hospitais e órgãos da rede pública de saúde. A situação não depende exclusivamente dos trabalhadores que atuam diretamente no Pronto-Socorro, responsáveis pelo atendimento de pacientes em condições frequentemente graves e complexas. As imagens mostram profissionais circulando em uma unidade com diversas pessoas em atendimento. A denúncia apresentada pela família é direcionada principalmente à demora para transferência e às condições de permanência nos corredores, e não acusa nominalmente médicos, enfermeiros ou demais trabalhadores. A família relata preocupação especial com a infecção apresentada pelo paciente. O Pelotas Notícias não realizará qualquer interpretação sobre a gravidade da lesão a partir das fotografias, pois somente a equipe médica responsável pode avaliar o diagnóstico, a evolução e o tratamento necessário. A divulgação das imagens do membro afetado será feita com cautela, evitando exposição desnecessária e respeitando a dignidade do paciente. Casos envolvendo demora na disponibilização de leitos podem ser registrados nos canais oficiais de atendimento e fiscalização, como a Ouvidoria do SUS, o Ministério Público e a Defensoria Pública. Cada órgão avaliará os documentos e as circunstâncias antes de orientar ou adotar medidas. O aviso instalado no Pronto-Socorro também informa que situações relacionadas à decisão judicial podem ser apresentadas ao Ministério Público, à Defensoria Pública ou analisadas por advogado. A busca por esses órgãos é uma decisão da família e não representa confirmação prévia de irregularidade. A reportagem solicitará esclarecimentos sobre o número de pacientes que aguardavam leitos, a quantidade de pessoas acomodadas nos corredores, a situação do paciente citado e as providências adotadas para encaminhamento à rede hospitalar. Também será solicitado posicionamento sobre a disponibilidade de macas e sobre os protocolos utilizados quando a capacidade interna do Pronto-Socorro está próxima do limite. O Pelotas Notícias reforça que as informações publicadas sobre o período de espera e as condições enfrentadas pelo paciente são baseadas no relato da família e nas imagens encaminhadas. O espaço permanece aberto para manifestação do Pronto-Socorro de Pelotas, da Secretaria Municipal de Saúde, da gestão municipal e das instituições hospitalares envolvidas na regulação dos leitos. A matéria poderá ser atualizada caso sejam encaminhados esclarecimentos oficiais, documentos ou novas informações sobre a transferência do paciente. Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticiasMATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com
Pessoas em situação de rua ocupam espaços no Centro de Pelotas e evidenciam desafio do acolhimento social

Imagens registradas durante a noite no Centro de Pelotas mostram colchões, lonas, coberturas improvisadas e diferentes objetos pessoais organizados junto a uma edificação pública. O espaço vem sendo utilizado como proteção por pessoas em situação de rua, especialmente durante períodos de chuva, umidade e temperaturas mais baixas. A cena evidencia um dos problemas sociais mais complexos enfrentados pelos municípios. A situação de rua não possui uma causa única e pode envolver desemprego, falta de moradia, rompimento de vínculos familiares, violência doméstica, dependência química, dificuldades relacionadas à saúde mental, perda de documentos e ausência de uma rede de apoio. Em Pelotas, equipes ligadas à assistência social realizam abordagens e oferecem encaminhamento para serviços de acolhimento. Entretanto, nem todas as pessoas encontradas nas ruas aceitam a transferência para os abrigos ou estruturas disponibilizadas pelo município. Essa recusa não deve ser interpretada de forma simplificada como falta de interesse em receber ajuda. Existem diferentes fatores que podem influenciar a decisão de permanecer no local onde a pessoa já organizou seus pertences e estabeleceu vínculos. Algumas pessoas têm receio de perder documentos, roupas, equipamentos de trabalho informal e outros objetos acumulados ao longo do tempo. Outras permanecem acompanhadas por animais e encontram dificuldades para acessar espaços que não permitem a entrada dos bichos. Também podem existir situações envolvendo casais, famílias ou grupos que não desejam ser separados. Regras de convivência, horários, necessidade de identificação, proibição do consumo de determinadas substâncias e experiências negativas anteriores também podem dificultar a adesão ao acolhimento institucional. Há ainda pessoas que enfrentam transtornos de saúde mental ou dependência química e necessitam de acompanhamento especializado. Nesses casos, apenas disponibilizar uma vaga não é suficiente para produzir uma mudança imediata. O trabalho precisa envolver abordagem humanizada, acompanhamento contínuo e construção de confiança. Em muitos casos, são necessárias várias visitas até que a pessoa aceite conversar, receber atendimento ou considerar a possibilidade de deixar a rua. Mesmo diante da recusa ao acolhimento, as equipes podem oferecer orientações, roupas, cobertores, alimentação, encaminhamento para atendimento de saúde e apoio para emissão de documentos. A continuidade do contato é importante para que a pessoa reconheça os profissionais e saiba onde procurar ajuda quando decidir aceitar algum tipo de encaminhamento. A legislação e as políticas de assistência social reconhecem a autonomia da população adulta. Quando não existe uma situação de risco que exija intervenção emergencial ou uma determinação das autoridades competentes, a pessoa não pode ser retirada à força simplesmente por estar ocupando um espaço público. Essa realidade impõe um desafio para o município. Ao mesmo tempo em que precisa proteger a vida e oferecer alternativas, o poder público também deve respeitar direitos individuais e evitar abordagens que tratem a população em situação de rua como um problema policial. A presença de estruturas improvisadas em áreas centrais costuma gerar preocupação entre moradores, comerciantes e pessoas que circulam pela região. Existem questionamentos relacionados à higiene, segurança, uso das calçadas e conservação dos espaços públicos. Essas preocupações precisam ser consideradas, mas a resposta não pode se limitar à retirada dos pertences ou ao deslocamento das pessoas para outro ponto da cidade. Sem uma solução social efetiva, o problema apenas muda de endereço. A atuação integrada entre assistência social, saúde, habitação, segurança pública e órgãos responsáveis pela manutenção urbana é fundamental. Cada pessoa possui uma trajetória diferente e pode necessitar de um tipo específico de atendimento. Algumas precisam de acolhimento temporário. Outras necessitam de tratamento de saúde, recuperação de documentos, acesso a benefícios, qualificação profissional ou apoio para restabelecer vínculos familiares. Também existem casos em que o retorno à família não é seguro ou possível. Por isso, a construção de uma saída das ruas precisa ser individualizada e acompanhada por profissionais capacitados. Os períodos de frio e chuva aumentam a preocupação. A exposição prolongada à umidade, ao vento e às baixas temperaturas pode provocar hipotermia, infecções respiratórias e agravamento de doenças preexistentes. Pessoas que dormem em calçadas e marquises também ficam mais expostas à violência, furtos, acidentes e atropelamentos. O risco é maior durante a madrugada, quando existe menor circulação e redução da vigilância natural das vias. Nesses períodos, a oferta de abrigo precisa ser acompanhada de busca ativa e reforço das equipes. Também é necessário garantir condições adequadas de higiene, alimentação, segurança e respeito dentro dos locais de acolhimento. A qualidade do serviço influencia diretamente a decisão de aceitar ou não uma vaga. Ambientes que transmitem segurança, preservam a dignidade e permitem o atendimento de necessidades individuais tendem a construir maior confiança. A população também pode ajudar. Doações de roupas em bom estado, cobertores, produtos de higiene e alimentos devem ser direcionadas preferencialmente aos serviços e organizações que já trabalham com esse público. A entrega direta pode ser realizada com respeito e cuidado, mas é importante evitar exposição, fotografias invasivas ou cobranças. A ajuda não deve ser condicionada à aceitação de conselhos, julgamentos ou decisões impostas. Em situações de emergência, quando uma pessoa aparentar estar desacordada, apresentar confusão, dificuldade para respirar ou sinais de hipotermia, é necessário acionar o atendimento de saúde. A situação observada no Centro de Pelotas reforça que o enfrentamento da realidade das ruas exige mais do que intervenções pontuais. É necessário manter políticas permanentes de acolhimento, saúde, habitação e reinserção social. Também é importante criar estratégias para evitar que novas pessoas cheguem às ruas. Prevenção de despejos, apoio a famílias em vulnerabilidade, acesso ao aluguel social, tratamento de saúde mental e políticas de geração de renda podem reduzir o agravamento do problema. O município precisa acompanhar cada caso, registrar as abordagens e avaliar quais alternativas estão sendo oferecidas. A existência de uma vaga de abrigo é importante, mas não encerra a responsabilidade do poder público quando a pessoa não aceita o encaminhamento. A recusa deve ser compreendida como parte de um processo. O vínculo pode levar tempo, principalmente quando a pessoa acumulou experiências de abandono, violência ou desconfiança em relação às instituições. As imagens registradas no Centro mostram uma realidade que permanece visível, mas que muitas vezes se torna naturalizada no cotidiano da