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Pelotas caminha para 48 horas com moradores sem água e energia elétrica após temporal

Danos provocados pelo vendaval ainda afetam serviços essenciais em diferentes regiões do município; abastecimento de água depende da recuperação completa da rede elétrica

Pelotas segue enfrentando os reflexos do forte temporal que atingiu o município na madrugada de segunda-feira (21). Com a chegada desta terça-feira (22) ao fim de mais um dia de trabalhos de recuperação, moradores de diferentes regiões da cidade continuam convivendo com falta de energia elétrica, problemas no abastecimento de água e outros transtornos provocados pelos danos à infraestrutura.

A tempestade atingiu Pelotas com ventos registrados em 89 quilômetros por hora, provocando quedas de árvores e postes, destelhamentos, bloqueios de vias e danos em imóveis e estruturas públicas e privadas. Nas primeiras horas após o evento, aproximadamente 93 mil unidades consumidoras estavam sem fornecimento de energia elétrica somente em Pelotas, conforme dados divulgados a partir do painel de monitoramento da CEEE Equatorial. 

Desde então, equipes trabalham na reconstrução da rede e no restabelecimento do fornecimento, mas diferentes pontos da cidade ainda apresentam problemas. A dimensão dos danos dificultou a retomada imediata dos serviços, especialmente em áreas onde houve queda de postes, árvores sobre a fiação ou estruturas danificadas pelo vendaval.

A falta de energia elétrica trouxe também consequências diretas para outro serviço essencial: o abastecimento de água. As Estações de Tratamento de Água (ETAs) foram atingidas pela interrupção no fornecimento de eletricidade, comprometendo o tratamento e o bombeamento para diferentes regiões da cidade. 

Na atualização divulgada nesta terça-feira, quatro das cinco estações monitoradas pelo Sanep ainda não operavam normalmente. A ETA Santa Bárbara teve a energia restabelecida e voltou a funcionar, enquanto a situação permanecia limitada nas demais unidades. Na ETA Sinnott, a energia retornou à estação de tratamento, porém a unidade de bombeamento de água bruta ainda não havia retomado completamente a operação. Moreira, Quilombo e São Gonçalo também permaneciam dependentes da recuperação do fornecimento elétrico. 

A consequência é percebida diretamente nas residências. Moradores de diferentes bairros relatam torneiras secas ou abastecimento irregular, enquanto em algumas áreas a água retorna de forma gradual conforme o sistema volta a ser pressurizado.

Para reduzir os impactos, o Sanep mantém uma operação emergencial com caminhões-pipa. A distribuição de água potável começou por regiões como Areal Fundos e Solar da Figueira, com orientação para que moradores utilizem recipientes limpos e adequados para armazenamento. 

Os reflexos do temporal também atingiram serviços públicos. Unidades de saúde tiveram funcionamento limitado ou suspenso em razão da falta de energia e água, enquanto as aulas da rede municipal permaneceram suspensas nesta terça-feira devido aos danos estruturais e à ausência dos serviços essenciais em diferentes escolas. 

Diante do cenário, Pelotas caminha para completar cerca de 48 horas desde a passagem do temporal ainda com moradores enfrentando dificuldades relacionadas ao fornecimento de água e energia.

A recuperação ocorre de maneira gradual e depende das condições de cada trecho da rede elétrica e das estruturas de abastecimento. Enquanto os trabalhos seguem, a orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e mantenha distância de postes danificados, cabos caídos ou estruturas que possam apresentar risco.

A tempestade de segunda-feira está entre os episódios climáticos recentes que causaram maiores impactos à infraestrutura do município, deixando um cenário de reconstrução em diferentes regiões de Pelotas. 

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