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Polícia Federal cumpre mandados em Pelotas e Justiça determina sequestro de R$ 27,8 milhões

Segunda fase da Operação Stuttgart investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e reestruturações societárias envolvendo grupo empresarial

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) a segunda fase da Operação Stuttgart, investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e outras irregularidades relacionadas à estruturação de um grupo empresarial em Pelotas. Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no município.

A nova ofensiva busca aprofundar informações reunidas desde a primeira fase da operação e esclarecer mecanismos que, conforme a investigação, teriam sido utilizados para ocultar patrimônio, reorganizar empresas e contornar restrições impostas anteriormente.

De acordo com a Polícia Federal, a fase inicial da apuração identificou a existência de uma organização suspeita de atuar na estruturação de um grupo empresarial voltado ao comércio varejista. O conjunto empresarial investigado chegou a contar com mais de 60 estabelecimentos.

As investigações apontaram indícios de diferentes práticas, entre elas comercialização de mercadorias descaminhadas, sonegação fiscal, obtenção de empréstimos de forma fraudulenta e lavagem de capitais.

Um homem investigado por supostamente liderar o grupo chegou a ser preso preventivamente durante o andamento da investigação.

Apuração continuou após soltura

Mesmo após a soltura do investigado, a Polícia Federal prosseguiu com as diligências e afirma ter identificado novos movimentos relacionados ao patrimônio e às estruturas empresariais vinculadas ao caso.

Segundo a apuração, teria ocorrido continuidade da ocultação de patrimônio por meio da utilização de terceiros, além de mudanças na composição das empresas para tentar contornar restrições impostas no curso das investigações.

A PF também identificou a criação de mais de 50 novas empresas, havendo suspeitas de que parte dessas estruturas estaria sendo utilizada para inserir valores ocultados anteriormente na economia formal.

Esses elementos motivaram a representação por novas medidas judiciais e a deflagração da segunda fase da Operação Stuttgart.

Justiça determina bloqueio milionário

Além dos três mandados de busca e apreensão cumpridos em Pelotas, a Justiça determinou o sequestro de R$ 27,8 milhões em bens e valores relacionados à investigação.

O sequestro patrimonial é uma medida cautelar utilizada para impedir a movimentação ou transferência de determinados bens enquanto são apuradas sua origem e eventual relação com os fatos investigados.

Durante as diligências desta sexta-feira, os agentes federais apreenderam veículos, aparelhos celulares e documentos. O material será submetido à análise e poderá auxiliar na identificação de movimentações financeiras, relações empresariais e outros elementos considerados relevantes para o avanço da apuração.

A investigação permanece em andamento. Por se tratar de procedimento ainda em curso, as pessoas e empresas investigadas são consideradas inocentes até eventual decisão judicial definitiva.

Conteúdo produzido pelo Portal Pelotas Notícias. Reprodução não autorizada.

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