ABSOLUTAMENTE TUDO SOBRE PELOTAS

FAIXAS COM PROVOCAÇÕES SOBRE O GRENAL SE ESPALHAM POR PELOTAS E REACENDEM DEBATE SOBRE LIMITES DA RIVALIDADE

Faixas e cartazes com mensagens relacionadas à histórica rivalidade entre Grêmio e Internacional começaram a chamar atenção em diferentes pontos de Pelotas nos últimos dias. Os registros mostram provocações instaladas em prédios, fachadas e estruturas próximas a áreas de circulação pública, utilizando episódios da história dos dois clubes como combustível para a disputa entre torcedores.

Esse tipo de provocação não é novidade no futebol gaúcho. Grêmio e Internacional protagonizam uma das rivalidades mais tradicionais do Brasil, e as brincadeiras entre gremistas e colorados atravessam gerações, famílias e grupos de amigos.

O questionamento surge, porém, quando a disputa ultrapassa o ambiente esportivo e passa a ocupar diferentes espaços da cidade.

Uma faixa instalada em determinado ponto pode provocar uma resposta em outro. Depois aparece um novo cartaz, outra mensagem e uma nova provocação. O que começa como uma brincadeira pode ganhar proporções maiores se não houver responsabilidade.

RIVALIDADE FAZ PARTE DO FUTEBOL, MAS PRECISA TER LIMITES

O Grenal é justamente conhecido pela intensidade.

Dias antes de uma partida, as conversas já tomam conta das ruas, redes sociais, locais de trabalho e grupos de amigos. Depois do jogo, quem vence provoca, enquanto quem perde espera a próxima oportunidade para devolver a brincadeira.

Esse ambiente faz parte da cultura do futebol gaúcho.

O problema começa quando a provocação se transforma em hostilidade, depredação, ameaça ou confronto entre torcedores.

A camisa diferente não pode transformar outra pessoa em inimiga. O resultado de uma partida também não pode servir como justificativa para agressões ou destruição de patrimônio.

MENSAGENS APARECEM EM DIFERENTES PONTOS DA CIDADE

Os registros feitos em Pelotas mostram faixas de grandes dimensões e cartazes improvisados com referências aos clubes.

Alguns foram instalados em fachadas, outros em estruturas próximas às vias públicas e até em locais de grande circulação.

Individualmente, uma provocação pode parecer apenas uma brincadeira de torcedor. Entretanto, quando começam a surgir respostas espalhadas pela cidade, cria-se uma espécie de disputa pública que precisa permanecer no campo da irreverência e não avançar para situações de violência.

FUTEBOL NÃO PODE VIRAR GUERRA

A rivalidade esportiva sobrevive justamente porque haverá sempre um próximo jogo.

Em um clássico, um clube vence hoje e pode perder amanhã. Títulos, derrotas, rebaixamentos, goleadas e conquistas fazem parte da história de qualquer equipe e são utilizados pelos torcedores nas provocações.

O que não deveria fazer parte dessa história é a violência.

Pelotas possui grande número de torcedores dos dois clubes e vive intensamente os Grenais. Em dias de clássico, camisas azuis, vermelhas, bandeiras e comemorações fazem parte da rotina da cidade.

Preservar essa tradição também significa compreender que o adversário esportivo não é um inimigo fora do estádio.

RESPEITO PRECISA ESTAR ACIMA DO RESULTADO

A rivalidade entre Grêmio e Internacional continuará existindo e provavelmente seguirá produzindo brincadeiras, memes, faixas e provocações por muitos anos.

Mas existe uma linha que não deve ser ultrapassada.

Torcer, comemorar e provocar fazem parte do futebol. Ameaçar, destruir patrimônio ou agredir alguém por causa da camisa que veste, não.

A mensagem que fica diante das faixas espalhadas por Pelotas é simples: que a rivalidade continue forte dentro de campo, mas que o respeito seja ainda maior fora dele.

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Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias – @pelotasnoticias.

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