
Duas denúncias foram recebidas pela Justiça; investigação aponta atuação organizada contra estabelecimentos comerciais da cidade
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou duas denúncias contra mulheres investigadas por envolvimento em furtos e roubos praticados em estabelecimentos comerciais de Rio Grande. Parte das denunciadas aparece nas duas ações judiciais.
A primeira denúncia foi protocolada no dia 3 de agosto e recebida pela Justiça no dia 4. Nela, cinco mulheres foram denunciadas por fatos relacionados a um supermercado localizado no Balneário Cassino.
Segundo o MPRS, quatro das acusadas teriam retirado produtos alimentícios do estabelecimento acompanhadas de uma adolescente. Após a abordagem realizada por funcionários, elas teriam feito ameaças e cometido agressões para manter a posse das mercadorias e facilitar a fuga.
As quatro mulheres foram denunciadas pelos crimes de roubo impróprio, corrupção de menor e associação criminosa. A quinta acusada não teria participado diretamente desse episódio, mas foi denunciada por supostamente integrar a associação investigada.
De acordo com a denúncia, o grupo teria atuado durante vários meses na prática de crimes patrimoniais contra diferentes estabelecimentos comerciais de Rio Grande. A investigação também aponta que uma das mulheres exerceria função de liderança, sendo responsável por coordenar as ações das demais integrantes.
A segunda denúncia foi protocolada em 4 de agosto e recebida pela Justiça no dia 5. A ação envolve três mulheres que também integram o grupo citado na primeira denúncia.
Nesse segundo episódio, elas teriam tentado retirar carnes e outros produtos alimentícios de um estabelecimento comercial localizado no Bairro Parque. Conforme a acusação, as mulheres reagiram com agressões físicas depois de serem abordadas por funcionários.
As mercadorias foram recuperadas, impedindo que o crime fosse concluído. Por esse motivo, as três foram denunciadas por tentativa de roubo impróprio.
O roubo impróprio ocorre quando a retirada de um bem começa sem violência, mas o autor passa a empregar violência ou grave ameaça logo depois para permanecer com o objeto ou garantir a fuga.
As duas denúncias foram oferecidas pelo promotor de Justiça Fernando Gonzalez Tavares. Segundo o promotor, as prisões das denunciadas foram mantidas.
Outros inquéritos relacionados aos fatos continuam em tramitação. Dois aguardam a definição do órgão competente para análise, enquanto os demais ainda dependem do encaminhamento pelas autoridades policiais.
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