
O plantão da Defesa Civil de Pelotas esteve, neste domingo (19), na Rua 11, esquina com a Rua 14, na Vila Princesa, para verificar a situação de alagamento denunciada por moradores e divulgada anteriormente pelo Pelotas Notícias. A equipe conversou com a comunidade, percorreu o trecho atingido e acionou a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Infraestrutura para a realização de uma avaliação técnica.
A vistoria inicial apontou que o problema está relacionado a dois pontos de tubulação quebrada. As avarias comprometem o funcionamento da drenagem e impedem que a água acumulada seja escoada normalmente, fazendo com que a via fique alagada durante os períodos de chuva.
A situação deverá ser incluída no cronograma de atendimento da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura. Técnicos da pasta irão definir os procedimentos, equipamentos e materiais necessários para realizar o conserto das tubulações e recuperar a capacidade de drenagem do trecho.
A Defesa Civil foi até o local após receber informações sobre o volume de água acumulado na região. Além de analisar as condições da rua, a equipe ouviu os moradores para compreender a frequência dos alagamentos e os principais transtornos enfrentados pela comunidade.
Segundo os relatos encaminhados ao Pelotas Notícias, a água se acumula rapidamente sempre que chove, atingindo a via, os acessos aos imóveis e áreas próximas às residências. A situação dificulta a circulação de veículos e pedestres e aumenta a preocupação das famílias durante períodos de precipitação mais intensa.
Inicialmente, existia a possibilidade de que o problema estivesse relacionado apenas a uma obstrução provocada pelo acúmulo de resíduos, terra ou vegetação dentro da rede. Entretanto, após a verificação realizada no local, foram identificados dois pontos de tubulação quebrada.
A confirmação muda o tipo de intervenção necessária. Uma simples desobstrução pode não ser suficiente, já que será preciso reparar ou substituir os trechos danificados para permitir novamente a passagem da água.
A Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura deverá avaliar se será necessário abrir parte da via ou do terreno onde estão localizados os canos. Dependendo das condições encontradas, poderão ser utilizados equipamentos para escavação, retirada das estruturas danificadas e instalação de novas peças.
Depois do reparo, as equipes também precisarão verificar se o sistema voltou a apresentar vazão adequada. A análise deverá considerar não apenas os dois pontos quebrados, mas também a ligação com o restante da rede de drenagem da região.
Segundo Thiago de Andrades, da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura, a atual gestão municipal iniciou o trabalho com mais de 200 pontos de alagamento identificados em Pelotas. Atualmente, os locais que permanecem em monitoramento não chegam a 30.
Conforme o representante da pasta, a redução foi alcançada por meio do trabalho integrado entre as secretarias municipais e o Sanep. As ações incluem limpeza de valetas, desobstrução de redes, manutenção de canais, recuperação de tubulações e acompanhamento dos pontos considerados mais críticos.
O monitoramento permite que os órgãos municipais acompanhem locais onde os problemas ainda não foram totalmente solucionados ou que podem voltar a apresentar dificuldades durante chuvas de maior intensidade.
A atuação conjunta é considerada necessária porque os alagamentos podem ter diferentes causas. Em alguns pontos, o problema é provocado por lixo e vegetação acumulados. Em outros, existe insuficiência na capacidade da rede, falhas estruturais, tubulações quebradas ou dificuldades relacionadas ao nível do terreno.
No caso da Rua 11 com a Rua 14, a identificação dos dois pontos danificados permitirá que o Município planeje uma intervenção específica. A expectativa é de que o reparo melhore o escoamento e reduza a repetição dos alagamentos denunciados pelos moradores.
A comunidade aguarda a definição da data para o início do serviço. A inclusão no cronograma significa que o atendimento será organizado conforme a disponibilidade das equipes, dos equipamentos e dos materiais necessários.
Enquanto o reparo não for concluído, os moradores devem permanecer atentos durante novos períodos de chuva. Motoristas não devem atravessar pontos onde não seja possível avaliar a profundidade da água ou as condições da via.
Pedestres também precisam evitar contato direto com a água acumulada, que pode esconder buracos, objetos cortantes, resíduos e outros materiais. Crianças devem ser mantidas afastadas das áreas alagadas.
O Pelotas Notícias continuará acompanhando o atendimento realizado pela Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura. A reportagem poderá ser atualizada após o início das obras, a substituição das tubulações e a normalização do escoamento da água.
Moradores da Vila Princesa e de outros bairros podem encaminhar fotos, vídeos e informações ao WhatsApp do Pelotas Notícias. É importante informar o nome da rua, o bairro e um ponto de referência, sem colocar a própria segurança em risco durante o registro.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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