
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu a investigação sobre o latrocínio que resultou na morte de um homem de 74 anos no bairro Três Vendas, em Pelotas. O crime aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2026, dentro da residência da vítima, localizada na Avenida 25 de Julho.
O trabalho investigativo foi conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Pelotas, vinculada ao Departamento de Homicídios do Interior. A apuração reuniu depoimentos, levantamentos realizados no local, informações periciais e outros elementos que levaram à identificação de um homem de 31 anos como investigado pelo crime.
De acordo com a Polícia Civil, o idoso foi encontrado sem vida dentro da própria casa. A investigação apontou que ele teria sido amordaçado, violentamente agredido e morto por esganadura.
Por se tratar de uma investigação criminal, a responsabilidade definitiva do homem identificado dependerá da análise das provas pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Até eventual decisão judicial, ele deve ser tratado como investigado, com direito à defesa e ao contraditório.
Laudo pericial confirmou presença na residência
Segundo a delegada Walquiria Meder, responsável pela condução dos trabalhos, o laudo produzido pelo Instituto-Geral de Perícias foi um dos principais elementos utilizados na conclusão do inquérito.
A perícia teria confirmado a presença do investigado na cena do crime, reforçando outros indícios e provas reunidos pela equipe da Delegacia de Homicídios durante os meses de apuração.
Em casos dessa natureza, o trabalho pericial pode envolver a análise de vestígios biológicos, impressões, objetos encontrados no ambiente e outros materiais coletados durante o atendimento inicial da ocorrência.
Esses elementos são comparados com as informações obtidas por meio de depoimentos, imagens, registros de deslocamento e demais diligências realizadas pelos investigadores.
A Polícia Civil não detalhou publicamente todo o conteúdo do laudo ou os demais elementos reunidos, medida necessária para preservar informações sensíveis do inquérito e o andamento dos procedimentos judiciais.
Prisão preventiva foi decretada
A prisão preventiva do homem investigado foi decretada na tarde desta terça-feira (14). Conforme a Polícia Civil, ele já se encontrava recolhido ao sistema prisional por outras situações.
Segundo a delegada, o homem estava preso em razão de violação de tornozeleira eletrônica e por envolvimento em outro roubo a residência praticado também em 2026.
A prisão preventiva não representa condenação antecipada. Trata-se de uma medida cautelar determinada pela Justiça quando são identificados requisitos previstos em lei, como a necessidade de garantir a ordem pública, preservar a investigação, evitar fuga ou impedir a prática de novos crimes.
Com a conclusão do inquérito, o conjunto de documentos, laudos e demais provas será encaminhado para análise das autoridades responsáveis pelas próximas etapas do processo.
O Ministério Público poderá oferecer denúncia, solicitar novas diligências ou adotar outras providências previstas na legislação. Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, será iniciado o processo criminal.
Investigado possui antecedentes, conforme a Polícia Civil
A Polícia Civil informou que o investigado possui antecedentes criminais por furtos, roubos e estupro.
A existência de registros anteriores não determina, por si só, a responsabilidade pelo latrocínio investigado. A relação do homem com o crime ocorrido no Três Vendas deverá ser analisada a partir das provas específicas reunidas neste inquérito.
A equipe da Delegacia de Homicídios trabalhou para reconstruir a dinâmica dos fatos, verificar a motivação e identificar a possível participação do investigado.
O crime foi classificado como latrocínio, que ocorre quando uma morte é provocada durante ou em decorrência de um roubo. Apesar de envolver a morte da vítima, esse delito é previsto na legislação como crime contra o patrimônio.
A investigação precisa demonstrar que a intenção de subtrair bens estava relacionada à violência que resultou na morte.
A Polícia Civil não informou quais objetos teriam sido levados da residência ou recuperados durante as diligências. Também não foram divulgados detalhes adicionais sobre o possível vínculo entre a vítima e o homem investigado.
Crime ocorreu dentro da residência da vítima
O homem de 74 anos foi encontrado morto em sua casa, na Avenida 25 de Julho, uma das vias conhecidas do bairro Três Vendas.
A ocorrência provocou mobilização das equipes policiais e dos órgãos responsáveis pela perícia. O imóvel foi isolado para permitir a preservação dos vestígios e o trabalho técnico.
A morte de uma pessoa dentro da própria residência exige uma apuração cuidadosa sobre possíveis sinais de entrada forçada, circulação de pessoas, objetos deslocados e bens desaparecidos.
Os investigadores também analisam informações sobre a rotina da vítima, seus contatos recentes e movimentações observadas nas proximidades do imóvel.
A Polícia Civil informou que a atuação integrada entre investigadores e peritos permitiu reunir um conjunto considerado suficiente para identificar o suspeito e solicitar a prisão preventiva.
Trabalho técnico foi destacado pela direção
O delegado Thiago Carrijo, diretor do Departamento de Homicídios do Interior, destacou o trabalho técnico desenvolvido pela equipe responsável pelo caso.
Segundo ele, a conclusão da investigação reafirma o compromisso da Polícia Civil com o esclarecimento de crimes graves e com a responsabilização dos envolvidos, respeitando os procedimentos legais.
A atuação das delegacias especializadas permite concentrar investigadores com experiência em casos de homicídio, latrocínio e outras ocorrências de grande complexidade.
Esses inquéritos podem exigir meses de diligências, análise de laudos, cruzamento de informações e cumprimento de medidas autorizadas judicialmente.
Mesmo após a conclusão formal, novas informações poderão ser acrescentadas caso surjam provas relevantes antes do julgamento.
Informações podem ser repassadas de forma sigilosa
A Delegacia de Homicídios reforça que a colaboração da população pode ser decisiva para esclarecer crimes e localizar pessoas procuradas pela Justiça.
Informações sobre homicídios, foragidos ou situações relacionadas podem ser encaminhadas pelo telefone (53) 98406-6995.
As denúncias podem ser realizadas de forma sigilosa. A orientação é repassar somente informações verdadeiras e que possam contribuir diretamente com o trabalho policial.
Não é recomendado divulgar suspeitas nas redes sociais, perseguir pessoas ou tentar realizar abordagens por conta própria. Essas atitudes podem colocar terceiros em risco e prejudicar investigações em andamento.
Com a conclusão do inquérito e a prisão preventiva decretada, o caso passa agora às próximas etapas do sistema de Justiça. O homem investigado permanecerá à disposição das autoridades enquanto são analisados os elementos reunidos pela Polícia Civil.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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