
SATOLEP NO FRIO
Pelotas amanheceu em silêncio,
vestida de névoa e de cinza,
com o frio desenhando nos telhados
a delicadeza úmida do inverno.
A fonte repousa entre sombras,
as árvores guardam o sereno
e a cidade respira devagar,
como quem ainda sonha acordada.
Nas ruas antigas, o vento passa
carregando histórias e saudades;
cada fachada, cada praça,
parece falar de outros tempos.
O sol tenta romper a manhã,
mas encontra o céu fechado,
e Satolep permanece fria,
bonita em seu jeito reservado.
Pelotas do inverno e da memória,
da umidade pousada nas janelas,
cidade cinza, cidade poesia,
que até no frio continua bela.
Por Alex Cruz
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