
Pelotas confirmou mais um caso de dengue e chegou a 19 registros da doença em 2026. Conforme os dados mais recentes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, outros cinco casos permanecem em investigação pelas equipes responsáveis pelo acompanhamento epidemiológico no município.
Dos 19 casos confirmados até o momento, 17 foram contraídos em Pelotas. Os outros dois são classificados como importados, situação em que a pessoa é infectada em outro município e recebe o diagnóstico ou acompanhamento na cidade.
Entre os pacientes confirmados, uma pessoa permanece hospitalizada. As demais situações são acompanhadas pelas equipes de saúde conforme o quadro clínico apresentado e as orientações estabelecidas para cada caso.
Ao longo do ano, 173 notificações suspeitas de dengue foram descartadas depois da realização de avaliações clínicas, exames e análises epidemiológicas. O descarte ocorre quando a investigação não confirma a presença da doença ou aponta outra causa para os sintomas apresentados.
O Departamento de Vigilância em Saúde continua monitorando a presença do mosquito Aedes aegypti nas diferentes regiões de Pelotas. As ações incluem visitas aos imóveis, identificação de possíveis criadouros, orientação aos moradores e adoção de medidas de controle em locais onde são encontrados focos.
O acompanhamento dos casos confirmados também permite identificar as áreas onde pode haver maior risco de transmissão. Quando uma pessoa é diagnosticada, as equipes podem intensificar as ações nas proximidades da residência ou dos locais frequentados pelo paciente.
A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada pelo vírus. A transmissão não ocorre diretamente de uma pessoa para outra, mas depende da presença do mosquito no ambiente.
Por isso, o controle dos criadouros é considerado uma das principais formas de prevenção. O mosquito utiliza pequenas quantidades de água parada para depositar seus ovos e completar o ciclo de desenvolvimento.
Recipientes aparentemente inofensivos podem se transformar em criadouros. Tampas, garrafas, vasos, pneus, baldes, calhas, caixas-d’água abertas, bebedouros de animais e materiais deixados nos pátios precisam ser verificados regularmente.
Os ovos do Aedes aegypti possuem grande resistência e podem permanecer viáveis por vários meses em locais secos. Quando entram novamente em contato com a água, podem continuar o desenvolvimento e dar origem a novos mosquitos.
Essa característica torna necessário manter uma rotina permanente de prevenção, inclusive durante períodos de pouca chuva ou temperaturas mais baixas. A ausência momentânea de água não significa que o local esteja completamente livre do risco.
A orientação é que os moradores reservem alguns minutos por semana para revisar todas as áreas internas e externas das residências. Pátios, jardins, garagens, telhados e depósitos precisam receber atenção especial.
As calhas devem permanecer limpas e desobstruídas para evitar o acúmulo de água. Folhas, galhos e outros resíduos podem impedir o escoamento adequado e criar condições favoráveis para o desenvolvimento das larvas.
As caixas-d’água precisam permanecer bem fechadas. Tampas quebradas ou mal posicionadas devem ser substituídas para impedir o acesso do mosquito.
Pratos utilizados em vasos de plantas devem ser eliminados ou preenchidos com areia até a borda. Também é importante verificar plantas que acumulam água naturalmente entre as folhas.
Pneus sem utilização devem ser guardados em locais cobertos ou encaminhados para destinação adequada. Quando permanecem expostos à chuva, podem acumular água e se transformar em criadouros de difícil identificação.
Garrafas, latas, embalagens e outros recipientes precisam ser descartados corretamente ou mantidos virados para baixo. Objetos armazenados em áreas abertas devem ser protegidos da chuva.
Os bebedouros de animais devem ser lavados com frequência. Apenas trocar a água pode não ser suficiente, porque os ovos podem permanecer aderidos às paredes dos recipientes.
A limpeza deve ser feita com escova ou esponja, removendo possíveis resíduos e ovos depositados nas bordas. O mesmo cuidado vale para bandejas de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e outros locais onde a água pode ficar acumulada.
A colaboração da população é fundamental porque grande parte dos focos do mosquito costuma ser encontrada dentro de imóveis ou em áreas particulares. As equipes públicas realizam ações de fiscalização e orientação, mas o cuidado diário depende dos moradores.
Quando agentes de combate às endemias visitarem uma residência, a recomendação é permitir a entrada mediante a identificação profissional. Durante a vistoria, os agentes verificam possíveis criadouros e orientam sobre as medidas necessárias.
A participação da comunidade também inclui informar situações de abandono, acúmulo de resíduos ou locais com água parada que possam representar risco para a vizinhança.
Os sintomas mais comuns da dengue incluem febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, cansaço, manchas na pele, náuseas e dor atrás dos olhos.
Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas mais graves. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, fraqueza acentuada e dificuldade para respirar são sinais que exigem avaliação médica imediata.
Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar atendimento de saúde e evitar a automedicação. Alguns medicamentos podem aumentar o risco de sangramentos e não devem ser utilizados sem orientação profissional.
A hidratação também é considerada importante durante o acompanhamento dos casos. O paciente deve seguir as recomendações fornecidas pela equipe de saúde e retornar ao serviço caso apresente piora.
O aumento para 19 casos reforça a necessidade de manter as medidas de prevenção em todas as regiões do município. Mesmo áreas sem registros recentes precisam continuar eliminando possíveis criadouros.
A circulação do mosquito pode ocorrer de maneira silenciosa. Uma residência sem pacientes diagnosticados ainda pode possuir focos capazes de contribuir para a transmissão em outras áreas.
O trabalho preventivo precisa ser realizado de forma coletiva. Quando apenas algumas casas mantêm os cuidados, os mosquitos podem continuar se desenvolvendo em imóveis próximos e circular pela vizinhança.
A Vigilância em Saúde segue acompanhando as notificações, os casos confirmados e os focos encontrados pelas equipes. O monitoramento permite orientar as ações de campo e identificar mudanças no cenário epidemiológico.
Os cinco casos que permanecem em investigação ainda dependem da conclusão das análises. Somente após os resultados será possível confirmar ou descartar essas notificações.
Enquanto as investigações continuam, a principal orientação é que a população não reduza os cuidados. A eliminação da água parada deve fazer parte da rotina semanal de todas as famílias.
A prevenção é mais eficiente quando ocorre antes do aparecimento de novos casos. Eliminar os criadouros interrompe o ciclo do mosquito e reduz as possibilidades de transmissão.
Pelotas chegou a 19 confirmações em 2026, com 17 casos contraídos no próprio município, dois importados e uma pessoa hospitalizada. Outros cinco registros permanecem sob investigação e 173 suspeitas já foram descartadas.
O enfrentamento da dengue depende da continuidade das ações públicas e da participação dos moradores. Manter os imóveis limpos, eliminar recipientes com água e receber as equipes de vigilância são atitudes que ajudam a proteger toda a comunidade.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
MATERIAL EXCLUSIVO: PROIBIDA CÓPIA
📲 Envie sua notícia: (53) 99705-1627
📧 pelotasnoticias.comercial@gmail.com














