
O Pelotas Parque Tecnológico recebe, nesta quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de julho, a 9ª edição da RoboPel 214. A programação reúne 60 expositores e integra as atividades comemorativas pelos 214 anos de Pelotas, aproximando estudantes, professores, instituições de ensino e a comunidade de iniciativas relacionadas à ciência, à educação, à criatividade e à inovação.
Realizado de forma totalmente presencial, o evento oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer projetos desenvolvidos ao longo do ano, acompanhar demonstrações e conversar diretamente com os estudantes responsáveis por cada trabalho.
Entre os participantes estão nove escolas da rede municipal de ensino de Pelotas. Os alunos apresentam propostas que envolvem robótica educacional, programação, dispositivos inteligentes, circuitos eletrônicos, reciclagem, reaproveitamento de materiais, arte, sustentabilidade e dobraduras em origami.
Os trabalhos demonstram que a tecnologia pode ser utilizada de maneira integrada a diferentes áreas do conhecimento. Em um mesmo espaço, o público encontra projetos construídos com componentes eletrônicos, materiais recicláveis, papel, estruturas artesanais e objetos produzidos pelos próprios estudantes.
Um dos estandes apresentados durante a programação reúne diversas peças confeccionadas por meio da técnica do origami. Além das tradicionais dobraduras, os estudantes desenvolveram animais, flores, personagens, estruturas geométricas e representações de diferentes elementos da natureza.
O espaço também chama atenção pela construção de esqueletos de dinossauros utilizando papel dobrado. As peças mostram como a técnica pode ser aplicada em trabalhos complexos, envolvendo planejamento, concentração, coordenação motora, criatividade e compreensão das formas geométricas.
Mais do que uma atividade artística, o origami pode contribuir para o desenvolvimento de diferentes habilidades. Durante a produção das peças, os estudantes precisam seguir sequências, identificar formas, realizar movimentos precisos e compreender como cada dobra interfere no resultado final.
A prática também pode ser relacionada a conteúdos de Matemática, Ciências, Artes e História. Ao construir uma figura, o aluno utiliza conceitos de simetria, proporção, espaço, geometria e organização de etapas.
Os projetos apresentados na RoboPel permitem que os estudantes ocupem uma posição de protagonismo. Durante o evento, eles não apenas mostram os objetos produzidos, mas também explicam os processos utilizados, relatam as dificuldades encontradas e apresentam as soluções desenvolvidas ao longo da preparação.
Essa participação contribui para o fortalecimento da comunicação e da confiança. Ao conversar com visitantes, professores, familiares e colegas de outras escolas, os alunos aprendem a organizar suas ideias e a transmitir conhecimentos de maneira clara.
A troca de experiências entre os participantes é um dos principais objetivos da programação. Os estudantes podem observar trabalhos produzidos por outras instituições, conhecer novas ferramentas e compreender que uma mesma dificuldade pode ser solucionada de diferentes formas.
A RoboPel também mostra que a inovação não depende exclusivamente de equipamentos caros ou de grandes estruturas laboratoriais. Diversos trabalhos foram construídos com materiais simples, reutilizados ou facilmente encontrados no ambiente escolar.
Essa abordagem amplia o acesso às atividades e demonstra que a criatividade, o planejamento e a capacidade de resolver problemas são elementos fundamentais para o desenvolvimento de um projeto.
Muitas das propostas apresentadas pelas escolas municipais foram produzidas nos Clubes de Robótica articulados pela Secretaria Municipal de Educação. As atividades são realizadas em turno inverso e oferecem aos alunos uma oportunidade complementar de aprendizagem.
Atualmente, 16 escolas da rede municipal de Pelotas contam com Clubes de Robótica como atividade extracurricular. Durante os encontros, os participantes trabalham conceitos relacionados à programação, ao raciocínio lógico, ao pensamento computacional e às noções básicas de eletrônica.
Os clubes também estimulam competências que ultrapassam o conhecimento técnico. Entre elas estão o trabalho em equipe, a responsabilidade, a persistência, a organização, a comunicação e a capacidade de analisar problemas antes de tomar decisões.
Durante a construção de um projeto, nem sempre o resultado esperado aparece na primeira tentativa. Um circuito pode não funcionar, uma programação pode apresentar erros ou uma estrutura pode precisar ser reconstruída.
Nesses momentos, os estudantes são incentivados a identificar o problema, testar novas possibilidades e realizar ajustes. O erro passa a ser compreendido como parte do processo de aprendizagem e não apenas como um resultado negativo.
Essa dinâmica fortalece a autonomia dos alunos e contribui para que eles desenvolvam confiança na própria capacidade de encontrar soluções.
A exposição dos trabalhos também representa uma forma de reconhecimento pelo esforço realizado durante meses de preparação. Para muitos estudantes, participar de um evento como a RoboPel significa apresentar pela primeira vez um projeto para um público externo.
A presença de familiares, professores e visitantes valoriza as atividades realizadas dentro das escolas e mostra aos alunos que as ideias desenvolvidas em sala de aula podem alcançar outros espaços.
A edição de 2026 reforça ainda a relação entre inovação e sustentabilidade. Diferentes projetos utilizam materiais recicláveis ou propõem alternativas para reduzir o desperdício e incentivar o reaproveitamento.
Ao trabalhar com esses materiais, os estudantes refletem sobre responsabilidade ambiental e compreendem que a tecnologia também pode ser utilizada para enfrentar problemas presentes no cotidiano.
A reutilização de papel, embalagens, componentes eletrônicos e outros objetos permite que materiais que poderiam ser descartados recebam novas funções. Essa prática une aprendizagem, criatividade e conscientização ambiental.
Os dispositivos inteligentes e os circuitos eletrônicos apresentados durante o evento permitem que os visitantes observem conceitos científicos aplicados de forma prática. Os alunos demonstram como diferentes componentes podem ser conectados e programados para executar determinadas tarefas.
Esse tipo de atividade aproxima os conteúdos teóricos da realidade. Em vez de apenas estudar conceitos por meio de livros ou explicações, os estudantes participam da montagem, realizam testes e acompanham diretamente o funcionamento das estruturas.
A realização da RoboPel no Pelotas Parque Tecnológico também proporciona aos estudantes contato com um ambiente voltado à pesquisa, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento de novas soluções.
Para crianças e adolescentes, conhecer esse espaço pode ampliar a percepção sobre profissões, cursos e possibilidades de atuação relacionadas à ciência e à tecnologia.
A experiência também pode despertar o interesse pela continuidade dos estudos. Muitos estudantes participam pela primeira vez de um evento dedicado à inovação e passam a conhecer áreas que ainda não faziam parte de sua rotina.
Além da apresentação dos trabalhos, a programação fortalece o vínculo entre as escolas e a comunidade. O público pode visitar os espaços, conversar com os expositores e acompanhar atividades interativas durante os dois dias.
A participação dos professores e orientadores é fundamental para a realização dos projetos. Eles acompanham as etapas de planejamento, auxiliam na apresentação dos conceitos necessários e incentivam os estudantes a desenvolverem soluções próprias.
O trabalho realizado pelos educadores transforma a tecnologia em uma ferramenta pedagógica. Cada atividade é construída com objetivos de aprendizagem e contribui para o desenvolvimento de competências importantes para a formação acadêmica e cidadã.
A presença de nove escolas municipais entre os 60 expositores demonstra que a inovação pode ser produzida dentro da rede pública de ensino. Com acompanhamento, oportunidades e acesso a atividades diferenciadas, os estudantes conseguem desenvolver propostas criativas e relevantes.
A edição comemorativa aos 214 anos de Pelotas estabelece uma ligação entre a história do município e as possibilidades para o futuro. Enquanto a cidade celebra sua trajetória, crianças e adolescentes apresentam ideias que podem contribuir para os próximos anos.
A programação evidencia que ciência, tecnologia, arte e sustentabilidade não precisam ser trabalhadas de forma isolada. Os projetos apresentados mostram que essas áreas podem ser combinadas para tornar a aprendizagem mais participativa e próxima da realidade dos estudantes.
A RoboPel 214 consolida-se como um espaço de valorização da educação inovadora e do protagonismo estudantil. O evento permite que os alunos sejam ouvidos, demonstrem suas capacidades e percebam que suas ideias podem ser transformadas em projetos concretos.
A continuidade dos Clubes de Robótica e de iniciativas como a RoboPel amplia o acesso dos estudantes a experiências capazes de contribuir para a formação acadêmica, profissional e social.
Ao incentivar a criatividade, a pesquisa, o raciocínio lógico e a busca por soluções, a educação prepara as novas gerações para uma sociedade cada vez mais conectada e dependente do conhecimento tecnológico.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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