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Polícia procura 20 foragidos de alto risco por violência contra a mulher no Rio Grande do Sul

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (9), uma operação para localizar e prender 20 homens considerados foragidos da Justiça por crimes de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul. A ofensiva começou às 5h e ocorre em diferentes municípios do Estado, incluindo Porto Alegre, Guaíba, Sapiranga, Estrela e Novo Hamburgo.

Até a última atualização, cinco suspeitos haviam sido presos. Os mandados são cumpridos por equipes coordenadas pela Divisão de Inteligência e Análise Criminal do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, o DPGV, estrutura da Polícia Civil voltada ao enfrentamento de crimes contra públicos em situação de maior vulnerabilidade.

De acordo com a Polícia Civil, os alvos da operação são considerados de alto risco de reincidência. A avaliação reforça a necessidade de cumprimento dos mandados judiciais e de retirada dessas pessoas de circulação, especialmente em casos envolvendo histórico de violência contra mulheres.

A delegada Marina Dillenburg, responsável pela ação, destacou que a prisão de pessoas com mandados em aberto é uma forma de proteger mulheres que denunciaram situações de violência. A Polícia Civil também reforçou que não irá tolerar que pessoas com prisão decretada permaneçam em liberdade.

A operação passa a integrar uma estratégia permanente do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis para localizar e prender foragidos envolvidos em crimes contra mulheres e outros grupos vulneráveis. A proposta é realizar ações periódicas, reunindo equipes de inteligência e investigação para ampliar o cumprimento de mandados judiciais.

A atuação tem como objetivo reduzir o risco de novos episódios de violência, impedir a reincidência e reforçar a proteção às vítimas. Conforme a Polícia Civil, a busca por pessoas com prisão decretada será mantida de forma contínua, principalmente em casos considerados de maior risco.

A violência contra a mulher segue sendo uma das principais preocupações das forças de segurança no Estado. Casos de ameaça, agressão, descumprimento de medidas protetivas, perseguição, lesão corporal e feminicídio exigem atuação rápida e acompanhamento constante por parte das autoridades.

A prisão de foragidos com mandados judiciais em aberto é uma das etapas do enfrentamento à violência doméstica e familiar. Em muitos casos, as vítimas já passaram pelo processo de denúncia e aguardam que o sistema de justiça e segurança atue para garantir proteção efetiva.

A Polícia Civil destaca que ações como essa buscam evitar que investigados ou condenados permaneçam em circulação mesmo após decisões judiciais. O cumprimento dos mandados também é considerado essencial para transmitir segurança às vítimas e fortalecer a confiança no sistema de denúncia.

A operação desta quinta-feira envolve trabalho prévio de inteligência, levantamento de endereços, monitoramento de informações e atuação integrada entre equipes policiais. Esse tipo de ofensiva permite localizar alvos em diferentes cidades ao mesmo tempo, aumentando a eficiência das prisões.

O Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis atua em casos que envolvem mulheres, crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e outros públicos que necessitam de atenção especializada. A integração com áreas de inteligência permite identificar situações de maior risco e direcionar ações para prevenir novos crimes.

A Polícia Civil informou que pretende manter operações semelhantes de forma permanente. A estratégia busca ampliar a capacidade de resposta do Estado diante de crimes de violência contra a mulher e garantir que pessoas com prisão decretada sejam efetivamente localizadas.

Além do cumprimento de mandados, o trabalho também reforça a importância das denúncias. Mulheres vítimas de violência devem procurar ajuda e comunicar situações de ameaça, agressão ou descumprimento de medidas protetivas. A denúncia pode ser decisiva para impedir a escalada da violência e garantir a adoção de medidas de proteção.

A rede de enfrentamento à violência contra a mulher envolve delegacias, Poder Judiciário, Ministério Público, serviços de assistência, saúde, segurança pública e canais de denúncia. A atuação conjunta desses órgãos é fundamental para garantir acolhimento, investigação e proteção.

A operação também evidencia a necessidade de acompanhamento contínuo dos casos após a denúncia. Quando há risco de reincidência, a localização de foragidos e o cumprimento de decisões judiciais se tornam medidas urgentes para evitar novos episódios de violência.

Conforme a Polícia Civil, a retirada dos suspeitos de circulação busca proteger vítimas que tiveram coragem de denunciar. O objetivo é impedir que pessoas com prisão decretada sigam em liberdade e possam voltar a ameaçar ou agredir mulheres.

A ofensiva segue com foco na localização dos demais alvos. Novas prisões podem ocorrer conforme o avanço das diligências nos municípios onde os mandados estão sendo cumpridos.

Fonte: G1 RS

Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias

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