
A Defesa Civil Regional passará a contar com uma nova sede no Aeroporto Internacional João Simões Lopes Neto, em Pelotas. A definição representa uma mudança estratégica para qualificar o trabalho da Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil, a CrepDec4, responsável por atender 22 municípios da região.
Atualmente, as atividades da Defesa Civil Regional são realizadas em uma sala cedida pela Brigada Militar, dentro do 4º Batalhão de Polícia Militar. Com a nova estrutura, o órgão passará a operar em uma área localizada no sítio aeroportuário, o que deve garantir melhores condições de logística, deslocamento e mobilização em situações de emergência.
A escolha do Aeroporto de Pelotas é considerada estratégica pela facilidade de acesso à malha viária e pela possibilidade de integrar, em um mesmo espaço, diferentes frentes de atuação. A localização deve permitir maior agilidade na mobilização de equipes, veículos, equipamentos e ajuda humanitária, especialmente em cenários de resposta rápida diante de eventos climáticos extremos.
A futura sede da CrepDec4 fará parte de um conjunto de estruturas distribuídas pelo território gaúcho com o objetivo de coordenar as ações de Proteção e Defesa Civil em nível estadual e regional. A proposta é fortalecer a capacidade de resposta do Estado e garantir que as regiões tenham suporte técnico e operacional mais próximo da realidade local.
As sedes das Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil no interior do Estado deverão contar com atributos estruturais e operacionais semelhantes aos do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, o CEGIRD, que está em construção em Porto Alegre. No caso das estruturas regionais, o modelo será dimensionado conforme a escala de atuação de cada área.
O projeto é pensado como uma estrutura de missão crítica, preparada para funcionar em momentos de alta demanda e em cenários de estresse operacional. A edificação deverá contar com infraestrutura tecnológica avançada, sistemas integrados e arquitetura capaz de permitir análise em tempo real, compartilhamento de informações e suporte direto à tomada de decisão.
Outro ponto previsto no modelo é a alta disponibilidade dos sistemas essenciais. A proposta é garantir funcionamento contínuo e redundância completa, evitando interrupções em momentos em que a estrutura for mais necessária. Em situações de desastre, a continuidade das operações é fundamental para coordenar equipes, organizar recursos e atender a população afetada.
A nova sede também deverá favorecer a operação integrada. Isso significa reunir equipes de diferentes áreas em um mesmo ambiente, com processos coordenados e maior capacidade de interoperabilidade. Em situações de emergência, a comunicação entre órgãos é decisiva para reduzir falhas, acelerar decisões e garantir respostas mais eficientes.
Além do CEGIRD e das estruturas regionais, também está em andamento a construção do Centro de Logística Humanitária, na capital gaúcha. Essa estrutura será voltada ao armazenamento estratégico, transporte e distribuição de insumos, com uso de tecnologias e sistemas de rastreamento para gestão de pontos de apoio.
No caso de Pelotas, a instalação da sede regional no aeroporto fortalece a vocação logística do terminal e amplia a integração entre a administração aeroportuária e o governo do Estado. A localização permitirá combinar infraestrutura logística, transporte aéreo e operações de resposta rápida em um mesmo espaço.
Para viabilizar essa dinâmica, a Defesa Civil contará com apoio da equipe aeroportuária na facilitação e coordenação de operações aéreas e logísticas. A possibilidade de pouso de aeronaves com equipes especializadas, insumos, equipamentos e ajuda humanitária deverá reduzir o tempo de mobilização em ações de socorro.
Essa agilidade é especialmente importante em situações de desastres naturais, enchentes, temporais, isolamento de comunidades, necessidade de transporte de materiais e apoio emergencial a municípios atingidos. Quanto mais rápida for a organização da resposta, maior a capacidade de reduzir danos e proteger vidas.
A importância estratégica do Aeroporto de Pelotas ficou evidenciada durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. Com a interrupção temporária das operações do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, o terminal pelotense assumiu protagonismo na região e demonstrou sua relevância para a logística estadual.
Durante aquele período, o aeroporto passou a ser ainda mais reconhecido como ponto de apoio para deslocamentos, operações e articulações ligadas à resposta emergencial. A experiência reforçou a necessidade de estruturas regionais preparadas para atuar em momentos críticos, principalmente em uma realidade marcada pelo aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos.
A futura sede da Defesa Civil Regional no Aeroporto de Pelotas também deve beneficiar os municípios abrangidos pela CrepDec4. Com uma base mais estruturada, a coordenadoria poderá atuar com maior capacidade de planejamento, prevenção, monitoramento e resposta, apoiando prefeituras e comunidades em situações de risco.
Além da resposta a desastres, a Defesa Civil desempenha papel importante na preparação e na prevenção. Isso inclui orientação técnica, apoio aos planos de contingência, monitoramento de riscos, articulação com municípios, capacitação de equipes e organização de fluxos para atuação em emergências.
A instalação no aeroporto reforça a necessidade de pensar a Defesa Civil como uma estrutura permanente e estratégica, não apenas acionada em momentos de crise. A preparação antecipada é uma das formas mais eficientes de reduzir impactos e melhorar a proteção da população.
Com a nova sede, Pelotas passa a ocupar posição ainda mais relevante na organização regional da Defesa Civil. A cidade, que já tem importância logística para a Zona Sul, deverá ampliar sua participação na coordenação de ações voltadas à gestão de riscos e desastres.
A mudança também representa avanço para a integração entre diferentes áreas do poder público. Em eventos extremos, a resposta envolve saúde, segurança, assistência social, logística, transporte, comunicação, órgãos ambientais e equipes municipais. A centralização regional em uma estrutura preparada pode facilitar essa articulação.
A expectativa é que a sede no Aeroporto Internacional João Simões Lopes Neto contribua para tornar mais eficiente o atendimento aos 22 municípios da área de abrangência da CrepDec4. A localização estratégica, aliada ao acesso aéreo e rodoviário, deve fortalecer a resposta regional em situações de emergência.
A definição da nova sede demonstra a importância de ampliar investimentos em estruturas de prevenção e resposta a desastres. Em um cenário de mudanças climáticas e eventos cada vez mais severos, a preparação regional se torna fundamental para proteger comunidades, reduzir prejuízos e garantir atendimento mais rápido à população.
Fonte: A Hora do Sul
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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