
O vereador Marcos Ferreira está à frente de uma articulação que busca alterar uma resolução estadual relacionada ao licenciamento ambiental, com o objetivo de facilitar a ampliação de empresas instaladas em Pelotas e, consequentemente, fortalecer a geração de empregos e o desenvolvimento econômico no município. A pauta foi levada a Porto Alegre, onde o parlamentar participou de reuniões com representantes do poder público e também com integrantes ligados ao setor produtivo, colocando o tema no centro do debate sobre expansão industrial e segurança jurídica para novos investimentos.
Segundo o vereador, a principal preocupação envolve os efeitos práticos da atual regulamentação sobre as empresas que já atuam em Pelotas e desejam ampliar suas operações. Pela avaliação apresentada por Marcos Ferreira, muitas dessas empresas enfrentam dificuldade para expandir suas plantas por conta dos critérios atualmente adotados no licenciamento ambiental. Na prática, isso pode representar mais burocracia, demora em processos e até perda de competitividade para o município, que deixa de avançar em projetos capazes de movimentar a economia local.
O parlamentar sustenta que a mudança defendida não representa flexibilização irresponsável, mas sim uma adequação técnica capaz de garantir que empresas sigam licenciadas no município e tenham condições de crescer de forma organizada. A ideia, conforme explicou, é permitir que empreendimentos consigam ampliar estruturas e adequar seus espaços sem que isso gere obstáculos excessivos ao processo de licenciamento, principalmente em situações em que áreas acessórias acabam interferindo na classificação da planta.
Entre os pontos centrais da proposta está a revisão de critérios que hoje podem incluir como parte da área produtiva espaços que, na prática, não estão diretamente ligados à produção industrial. Marcos Ferreira defende que estacionamentos, áreas de carga e descarga e setores administrativos, como escritórios, não sejam enquadrados da mesma forma que o espaço efetivamente voltado à atividade-fim da empresa. A interpretação atual, segundo o argumento apresentado, acaba dificultando expansões e impondo barreiras que poderiam ser evitadas com uma regulamentação mais ajustada à realidade das empresas.
O tema já repercutiu também na Câmara de Vereadores de Pelotas. De acordo com o parlamentar, o Legislativo local aprovou uma moção de apoio à alteração da resolução, reforçando institucionalmente o pedido para que a discussão avance em nível estadual. A aprovação da moção foi apresentada como um sinal de que a pauta ultrapassa interesses isolados e passa a ser tratada como uma demanda estratégica para o desenvolvimento da cidade.
Na avaliação de Marcos Ferreira, a revisão da norma pode trazer reflexos positivos para diferentes setores. Além de favorecer empresas que pretendem crescer, a medida também pode contribuir para ampliar a produção, estimular novos investimentos e consolidar um ambiente mais favorável à manutenção e criação de postos de trabalho. O vereador destaca que, em um cenário de forte concorrência entre municípios e regiões por investimentos privados, reduzir entraves burocráticos se torna uma medida importante para que Pelotas não perca oportunidades.
Outro aspecto enfatizado pelo parlamentar é a necessidade de preservar a autonomia e a capacidade de o município continuar realizando licenciamentos ambientais dentro de uma lógica que concilie desenvolvimento e responsabilidade. A defesa é de que Pelotas tenha condições de manter empresas regulares, produtivas e aptas a expandir, evitando que o excesso de exigências acabe afastando empreendimentos ou travando decisões importantes para a economia local.
A agenda em Porto Alegre, segundo Marcos Ferreira, buscou justamente dar visibilidade a essa preocupação e abrir caminho para uma solução construída com diálogo. Ao levar a pauta à capital, o vereador procurou inserir a demanda de Pelotas em um debate mais amplo, envolvendo Estado, setor produtivo e lideranças políticas interessadas em criar mecanismos que unam crescimento econômico, geração de empregos e racionalidade nos processos de licenciamento.
Com isso, a expectativa é de que a discussão sobre a resolução avance e resulte em mudanças que permitam mais segurança para quem empreende, sem afastar o compromisso com a legislação ambiental. Para o vereador, o momento é de insistir em soluções que ajudem Pelotas a crescer, destravando investimentos e oferecendo melhores condições para que as empresas permaneçam, ampliem suas atividades e contribuam com o desenvolvimento do município.
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