
Mais de 149 mil pescadores artesanais em todo o país começam a receber, nesta terça-feira (7), o pagamento retroativo do seguro-defeso referente a períodos anteriores a 2026. A medida representa a liberação de R$ 874 milhões em parcela única para beneficiários que já tiveram o direito reconhecido e aguardavam apenas a autorização para o repasse dos recursos.
O pagamento foi autorizado pela Lei nº 15.399/2026 e será depositado automaticamente em conta simplificada ou conta poupança da Caixa Econômica Federal. O benefício contempla pescadores que solicitaram o seguro-defeso dentro do prazo legal e que atenderam aos requisitos previstos na legislação.
Em Pelotas, a notícia também repercute entre comunidades que têm ligação direta com a pesca artesanal, como a Colônia Z-3, o Pontal da Barra e outras localidades da região. Nesses territórios, a atividade pesqueira faz parte da história, da economia e da rotina de muitas famílias, sendo uma das principais fontes de renda para trabalhadores que dependem da pesca para o sustento.
O seguro-defeso é um benefício pago ao pescador artesanal durante o período em que a pesca fica proibida para garantir a reprodução das espécies. Durante esse intervalo, conhecido como defeso, os trabalhadores ficam impedidos de exercer a atividade pesqueira de determinadas espécies e, por isso, recebem o auxílio como forma de compensação financeira.
O pagamento retroativo anunciado agora é destinado a pescadores que já tiveram seus pedidos deferidos, ou seja, que tiveram o direito reconhecido, mas ainda aguardavam a liberação dos valores referentes a períodos anteriores. A medida não abre novo prazo de solicitação e alcança apenas requerimentos que já estavam aprovados dentro das regras legais.
Para comunidades como a Colônia Z-3, uma das regiões mais tradicionais da pesca em Pelotas, o pagamento pode representar um alívio financeiro para famílias que enfrentam dificuldades diante das restrições impostas no período de defeso, da variação na oferta de pescado e dos desafios econômicos que atingem o setor. O mesmo vale para pescadores do Pontal da Barra e de outras regiões de Pelotas e da Zona Sul, onde a pesca artesanal segue como atividade essencial.
A liberação em parcela única busca regularizar valores pendentes e garantir que os trabalhadores que cumpriram as exigências legais tenham acesso ao recurso. O depósito automático pela Caixa Econômica Federal também deve facilitar o recebimento, sem necessidade de novo pedido por parte dos beneficiários já reconhecidos.
Mesmo assim, os pescadores devem ficar atentos aos canais oficiais de consulta, às informações bancárias e à situação do benefício, especialmente nos casos em que houver dúvidas sobre conta, calendário ou confirmação do pagamento. A orientação é que cada trabalhador verifique sua situação pelos meios oficiais disponíveis e evite repassar dados pessoais a terceiros.
O seguro-defeso tem papel importante na proteção da renda dos pescadores artesanais e também na preservação ambiental, já que contribui para que o período de reprodução das espécies seja respeitado. Ao garantir uma compensação financeira durante a suspensão temporária da pesca, o benefício ajuda a equilibrar a necessidade de conservação dos recursos naturais com a sobrevivência das famílias que vivem da atividade.
Na região de Pelotas, a pesca artesanal segue sendo uma marca importante da identidade local, especialmente em comunidades tradicionais como a Colônia Z-3. A liberação dos valores retroativos é aguardada por pescadores que se enquadram nos critérios e pode movimentar a economia dessas localidades, beneficiando diretamente famílias que dependem da atividade pesqueira.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias @pelotasnoticias
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