
O Tribunal do Júri da Comarca de Pelotas iniciou, na manhã desta terça-feira (29), o julgamento de Tiago Vieira Medeiros, acusado de matar a ex-companheira Laís Malaguez Meyer. O caso, ocorrido em 21 de abril de 2025, mobilizou a comunidade pelotense e voltou a reunir familiares, representantes de movimentos sociais e autoridades no Fórum da cidade.
O julgamento começou às 9h30 e é presidido pelo juiz de Direito Régis Adriano Vanzin, presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Pelotas. Na acusação atua o promotor de Justiça Jaimes dos Santos Gonçalves, com assistência dos advogados Rafael Godoy Porto Martinelli e Henry Oliveira Vaz de Lemos. A defesa do réu é realizada pelas advogadas Aline Lourenço de Ornel e Francisca Cavalheiro Legório.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, não há testemunhas a serem ouvidas em plenário. O julgamento concentra-se nos debates entre acusação e defesa antes da decisão do Conselho de Sentença.
Durante a manhã, antes da abertura da sessão, um grupo de mulheres promoveu a mobilização “Justiça por Laís” em frente ao Fórum de Pelotas, pedindo justiça para a vítima e reforçando a importância do enfrentamento à violência contra a mulher.
Nota da defesa
Em manifestação encaminhada à imprensa, a defesa informou que optará por se manifestar exclusivamente nos autos do processo. As advogadas ressaltam que o acusado possui direito à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa, garantias previstas na Constituição Federal.
A nota também afirma que julgamentos devem ocorrer com base nas provas produzidas durante o processo judicial, defendendo equilíbrio, responsabilidade e respeito às garantias legais durante toda a tramitação.
Relembre o caso
Na tarde de 21 de abril de 2025, Laís Malaguez Meyer, de 32 anos, foi morta por disparo de arma de fogo em frente à empresa onde trabalhava, em Pelotas.
Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima conversou por alguns minutos com o então ex-companheiro, Tiago Vieira Medeiros, antes do disparo. Após o crime, o suspeito foi preso em flagrante no município de Arroio Grande.
Na época, a Polícia Civil informou que havia um registro anterior de ameaça envolvendo o casal, datado de 2021, porém não existia medida protetiva em vigor quando o crime ocorreu.
Laís deixou duas filhas e familiares que acompanham o julgamento em busca de uma decisão do Tribunal do Júri.
O Pelotas Notícias acompanha a sessão diretamente do Fórum de Pelotas e atualizará esta reportagem conforme houver novos desdobramentos.
Postado por Portal Oficial do Pelotas Notícias – @pelotasnoticias
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