
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira, 1º de julho, uma redução de 14,5% no preço de venda do querosene de aviação, conhecido como QAV. O combustível é comercializado pela estatal às distribuidoras e tem reajustes realizados mensalmente, sempre no início de cada mês.
Com a mudança anunciada para julho, o preço do querosene de aviação terá queda de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo valor passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, conforme a unidade de fornecimento e as condições de venda.
A redução representa o segundo recuo consecutivo no preço do combustível. O querosene de aviação é um dos principais componentes de custo para o setor aéreo, sendo utilizado em aeronaves comerciais e operações ligadas ao transporte de passageiros e cargas.
De acordo com a Petrobras, o movimento de baixa foi possível devido à atenuação dos efeitos provocados pelo conflito no Oriente Médio sobre os preços internacionais dos derivados de petróleo. A estatal informou que o cenário externo teve influência na formação dos preços, mas que a redução reflete um momento de menor pressão sobre o mercado internacional.
O querosene de aviação é vendido pela Petrobras às distribuidoras, que são responsáveis por repassar o produto ao mercado. Por isso, a redução anunciada pela companhia não significa, necessariamente, queda imediata no preço final de passagens aéreas ou em outros custos ligados ao transporte aéreo. O valor final depende de diversos fatores, incluindo tributos, margens de distribuição, logística, contratos comerciais e estratégia das empresas do setor.
Mesmo assim, a queda no preço do QAV é acompanhada com atenção pelo mercado, já que o combustível tem peso relevante nos custos operacionais das companhias aéreas. Em períodos de alta no preço internacional do petróleo e de instabilidade geopolítica, o querosene de aviação costuma sofrer impactos diretos, pressionando despesas do setor.
A decisão também ocorre em um contexto de acompanhamento constante dos preços dos combustíveis. A Petrobras tem adotado reajustes periódicos para o querosene de aviação, considerando fatores como cotações internacionais, variação cambial, custos de produção e condições de mercado.
A redução de julho indica um alívio em relação aos efeitos mais recentes do cenário internacional. Segundo a empresa, a diminuição no preço foi possível porque houve uma redução da pressão causada pelo conflito no Oriente Médio sobre os derivados de petróleo.
O preço do querosene de aviação costuma ser observado por empresas aéreas, operadores aeroportuários, agentes do setor de turismo e consumidores. Ainda que o reajuste ocorra na venda às distribuidoras, qualquer alteração no valor do combustível pode ter reflexos indiretos sobre a cadeia de transporte aéreo.
A Petrobras informou que o novo preço passa a valer dentro do reajuste mensal de julho. A variação de 14,5% representa uma das principais movimentações recentes no valor do QAV e reforça a influência do mercado internacional na formação dos preços dos combustíveis no Brasil.
A redução anunciada pela estatal também ocorre após um período de atenção em relação à instabilidade internacional. Com menor pressão sobre os preços dos derivados, a companhia aplicou o novo reajuste para as distribuidoras.
O querosene de aviação segue sendo um produto estratégico para o funcionamento do transporte aéreo no país. A definição de seus preços envolve fatores internos e externos, e a oscilação dos valores é acompanhada mensalmente pelo setor.
Com o novo reajuste, a Petrobras reduz o preço de venda do QAV em R$ 0,81 por litro, levando o valor nas refinarias para uma faixa entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro. A companhia reforça que o reajuste faz parte da atualização mensal do combustível.
Informações: Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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